<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102</id><updated>2011-09-14T19:33:09.467+01:00</updated><category term='televisão'/><category term='Restaurantes; Macau'/><category term='Salazar'/><category term='Portugal'/><title type='text'>Prestes João</title><subtitle type='html'>"There is no land unhabitable nor sea innavigable."
                                Robert Thorne</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>175</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-8900786247903959220</id><published>2007-10-27T12:57:00.000+01:00</published><updated>2007-10-27T13:34:38.581+01:00</updated><title type='text'>Que comecem os jogos</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RyMwON9Vi2I/AAAAAAAAAC0/TX6xMsDXtb4/s1600-h/estadio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125993821700983650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RyMwON9Vi2I/AAAAAAAAAC0/TX6xMsDXtb4/s320/estadio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quinze mil pessoas encheram as bancadas do Estádio da Taipa para a cerimónia inaugural da edição número dois dos Jogos Asiáticos em Recinto Coberto. "Mei Mei", a mascote da competição e Sun Wukong, o rei macaco da tradição etnográfica do Sul da China serviram com fio condutor a um espectáculo milionário que deu a conhecer algumas das modalidades que compõem o cartaz dos Jogos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há dois anos, na Tailândia, a cerimónia inaugural da primeira edição do certame desportivo teve ares e cores de &lt;em&gt;flop&lt;/em&gt;: coreografias mal ensaiadas, um pavilhão mal iluminado e a música de tal forma dessincronizada que milagre foi o satélite não se ter desconhavado com uma transmissão de tão má qualidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outras águas correram no palco de seis mil metros quadrados instalado no Estádio de Macau; Silvério e companhia voltaram a mostrar que dinheiro não é problema, concebendo um espéctáculo inaugural bem maior que a própria competição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São quarenta e cinco, os países e territórios presentes na RAEM para uma competição desde sempre anunciada como o maior espectáculo desportivo de que Macau foi, alguma vez, palco. A Ásia inteira não bastará, no entanto, face à menoridade desportiva de algumas das modalidades que enfeitam o ramalhete do evento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De certa forma, estes jogos fazem lembrar a terceira Olímpiada da era moderna. Disputados em Saint Louis, nos Estados Unidos em 1904, os jogos da terceira Olímpiada distribuiram medalhas em competições como o jogo da corda, "rope climbing" ou (pasme-se!) num torneio que apurou quem seria capaz de cuspir um caroço de cereja a maior distância.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em Macau, as coisas evoluíram, as modalidades indoor que integram o cartaz dos Jogos não lembram ao diabo: há o sepaktakraw de salão, o ciclismo artístico, as danças de salão, natação com barbatanas e um jogo de ciclismo com bola, futeciclo ou ciclobol. Em suma, até um torneio de matraquilhos, de ténis de mesa ou de sueca fariam melhor figura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é de se esperar, por isso, que o povinho de Macau, amorfo quase em relação a tudo que não seja casinos e Grande Prémio, acorra com grande entusiasmo para ver tão estranhas competições. A ver vamos. Até 3 de Novembro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-8900786247903959220?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/8900786247903959220/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=8900786247903959220' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/8900786247903959220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/8900786247903959220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/10/que-comecem-os-jogos.html' title='Que comecem os jogos'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RyMwON9Vi2I/AAAAAAAAAC0/TX6xMsDXtb4/s72-c/estadio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-1870379813503442543</id><published>2007-09-28T03:32:00.000+01:00</published><updated>2007-09-28T03:58:13.598+01:00</updated><title type='text'>Os que falam ...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RvxtmrXWVkI/AAAAAAAAACs/_wPn2-Op9Ck/s1600-h/Tome0002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5115083788029154882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RvxtmrXWVkI/AAAAAAAAACs/_wPn2-Op9Ck/s320/Tome0002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;São Tomé e Príncipe é um dos países mais inóspitos do mundo. Duas ilhas e uns quantos ilhéus luxuriantes, moldados num caldo morno de isolamento e de esquecimento. Quem por lá passou fala de um tempo outro, de uma tranquilidade inaudita e de uma espécie de degradação maravilhosa. Aos são tomenses que se decidem pela permanência sobre o fogo do Equador pouco mais sobra que a imaginação e que um manto de um verde que esmaga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há uns anos parece que por lá encontraram petróleo. A avidez pelo ouro negro fez com que pela primeira vez em muitos anos o mundo olhasse para o arquipélago e desenterrasse do mapa o semblante das duas ilhas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dois territórios terão sido, porventura, os últimos quinhões do feudalismo medieval português. Fora do mundo e fora de tempo, no São Tomé das roças e da malária, a miséria substituiu a escravatura e durante anos o que restou foi um povo a olhar o mar por querer partir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Frágil, pobre, pequeno na sua pequenez, o país não soçobrou. Mitigou o isolamento e foi fazendo o que pode, com uma ou outra ajuda. Ontem, Fradique de Menezes cuspiu &lt;a href="http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&amp;amp;op=view&amp;amp;fokey=ex.stories/126596"&gt;na &lt;em&gt;realpolitik &lt;/em&gt;&lt;/a&gt;e, mostrou na 62a Assembleia Geral da ONU, que os amigos não se apunhalam. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-1870379813503442543?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/1870379813503442543/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=1870379813503442543' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/1870379813503442543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/1870379813503442543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/09/os-que-falam.html' title='Os que falam ...'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RvxtmrXWVkI/AAAAAAAAACs/_wPn2-Op9Ck/s72-c/Tome0002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-6584187663950394288</id><published>2007-09-18T02:54:00.000+01:00</published><updated>2007-09-18T03:14:39.629+01:00</updated><title type='text'>Duas no código, uma na ferradura</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/Ru80WGs7vlI/AAAAAAAAACk/JdhV4Mu45qM/s1600-h/lba0247l.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111361656449646162" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/Ru80WGs7vlI/AAAAAAAAACk/JdhV4Mu45qM/s320/lba0247l.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A 1 de Outubro próximo entra em vigor o novo regime do Código da Estrada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A formalidade passa-me ao lado. Não é que a ignore ou que as lides de um dos códigos legislativos com maior incidência nos trâmites do quotidiano me sejam desinteressantes. A razão é outra, simples e óbvia: não conduzo e o governo decidiu legislar para os que conduzem, aceleram e estacionam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu, que não conduzo, não acelero e não estaciono, fico de novo votado a uma penumbra que, convenhamos, me incomoda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir de 1 de Outubro há um novo Código da Estrada em vigor e, tal qual o antigo, os que não conduzem e - como eu - se limitam a atravessar a estrada, ficam de novo sem saber quais são afinal os seus direitos e as suas obrigações.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando estudava na universidade foi-me dito que havia signos, símbolos e objectos que tinham, por si mesmos, valor linguístico e uma performance própria: o fumo, por exemplo, deveria ser lido como um indício da existência de fogo. Uma passadeira no coração de uma estrada como uma evidência de uma espécie de refúgio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é necessário ter-se noções de semiótica para se respeitar uma passadeira. Todos aprendemos desde pequeninos que a "zebra" é o local que nos leva ao outro lado da rua em segurança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segurança que em Macau não existe porque existir ou não existir passadeira pouca diferença faz. É um ofício perigoso, quase um mister à Indiana Jones, este de se atravessar a rua até ao outro lado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ano passado, ali à frente do Pacapio, uma velhinha (daquelas quase sumidas, enrugadas como os trapos) foi abalroada à minha frente. Seguia em pleno coração da passadeira. O choque não foi violento, mas a senhora ficou estatelada ao comprido com uma dúzia de mirones a inteirar-se da tragédia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do carro, com matrícula dupla, saiu um fulano que me pareceu menos chocado que impaciente. Gesticulava e cuspitava palavras que me pareceram assanhadas, apontando a unhaca à velhaca ali estendida. Tem alguma coisa que atravessar passadeiras, diabo da velha!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contive-me para não lhe ir ao focinho: dois passos mais e tinha sido eu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;À frente do Pacapio não há semáforos: a zebra zurra por si só e é quem mais ordena. Perdão! Estamos em Macau: a zebra é quem mais devia ordenar. Nunca o fez e pelos vistos não o virá a fazer tão cedo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A 1 de Outubro próximo, o novo código da estrada entra em vigor. Vou ver ainda se até lá arranjo um exemplar, com as coimas, as mudanças e as alterações todinhas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pode ser que venha a dar jeito da próxima vez que eu me borrar todo quando a velhinha à minha frente for apanhada por um carro mesmo mesmo no coração da passadeira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-6584187663950394288?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/6584187663950394288/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=6584187663950394288' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/6584187663950394288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/6584187663950394288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/09/duas-no-cdigo-uma-na-ferradura.html' title='Duas no código, uma na ferradura'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/Ru80WGs7vlI/AAAAAAAAACk/JdhV4Mu45qM/s72-c/lba0247l.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-2199566913386678493</id><published>2007-09-07T12:04:00.001+01:00</published><updated>2007-09-07T12:08:34.080+01:00</updated><title type='text'>Esta semana fez anos...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RuEw-ixfflI/AAAAAAAAACc/C6JpIRDLZ74/s1600-h/11756811870.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107417303459266130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RuEw-ixfflI/AAAAAAAAACc/C6JpIRDLZ74/s320/11756811870.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;... provavelmente a voz mais plural de Macau.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-2199566913386678493?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/2199566913386678493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=2199566913386678493' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/2199566913386678493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/2199566913386678493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/09/esta-semana-fez-anos_07.html' title='Esta semana fez anos...'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RuEw-ixfflI/AAAAAAAAACc/C6JpIRDLZ74/s72-c/11756811870.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-4107698729141392834</id><published>2007-07-05T11:48:00.000+01:00</published><updated>2007-07-05T12:41:55.582+01:00</updated><title type='text'>Mitologia Grega</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RozYJvgD8XI/AAAAAAAAACU/H9o7JxxFU9I/s1600-h/taipa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083675741275812210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RozYJvgD8XI/AAAAAAAAACU/H9o7JxxFU9I/s320/taipa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Carson Yeung Ka Shing é um dos fulanos mais ricos de Hong Kong. É dono da quarta casa mais cara de toda a Asia e é, desde a semana passada, também o accionista maioritário do Birmingham.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Birmingham está para o futebol inglês como a Académica está para o futebol português: são clubes do nem ata nem desata, da margem inferior da tabela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Yeung Ka Shing não é, ainda assim, muito afoito a negócios perdedores e perdulários. O fulano terá conseguido grande parte da fortuna pessoal através do investimento feito no sector do jogo, em Macau, nomeadamente no casino Greek Mythology.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Greek Mythology é um dos casinos mais lucrativos de Macau e é também uma das instâncias da antiga Cidade do Nome de Deus que mais me recordam Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sei se não será freudiano: as figuras de estuque que enfeitam a entrada e as entranhas do casino - divindades levemente fulminadas pelo quadratura kitsch que domina a "coisa"- têm um não sei que de folia carnavalesca, lembram um Correia de Campos feito cabeçudo, a tergiversar os lados todos à rua ao som dos bombos dos zés pereira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São assim umas estátuas gigantones, muito esdrúxulas e imperfeitas, aquelas que enfeitam o casino do senhor Yeung Ka Shung. Um Zeus de esferovite à entrada com uns cavalos que não se sabe muito bem se estão a erguer-se das àguas, se estão a morrer afogados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A tudo isto assistem umas ninfas encovadas, quase em posição fecal, de quem se prepara para arrear o calhau à velocidade da luz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lá por dentro há frescos de filósofos à mistura com centuriões romanos, capitéis dóricos e jónicos feitos de gesso e contraplacado, tudo muito leviano e ligeiro, longe de um certo requinte que existe já por outros casinos de Macau. E no entanto, este Greek Mythology é um dos casinos mais visitados da RAEM, muito à mercê de acordos delineados com agentes turísticos que conduzem ao estabelecimento o mesmo tipo de chineses continentais que se deleitam a enterrar os pés na esterca areia da praia de Hac Sa. Nada mau para quem, como Carson Sheung Ka Shing, ja foi o cabeleireiro-mor (o império do magnata começou com um salão de tratamento capilar em Kowloon) de Hong Kong.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-4107698729141392834?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/4107698729141392834/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=4107698729141392834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/4107698729141392834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/4107698729141392834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/07/mitologia-grega.html' title='Mitologia Grega'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RozYJvgD8XI/AAAAAAAAACU/H9o7JxxFU9I/s72-c/taipa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-1551468106743765088</id><published>2007-07-03T10:55:00.000+01:00</published><updated>2007-07-03T11:25:31.930+01:00</updated><title type='text'>Foochow ou os Mil Nomes da China</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/Rooj1fgD8WI/AAAAAAAAACM/DI4t8ROXA9E/s1600-h/fuzhou.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082914531337040226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/Rooj1fgD8WI/AAAAAAAAACM/DI4t8ROXA9E/s320/fuzhou.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Teria preferido Xiamen, ainda que as ressonâncias quase fantásticas da antiga Amoy praticamente já não persistam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Calhou Fuzhou, cidade em que formigam seis milhões de pessoas, mais de metade da população portuguesa condensada no cinzentismo ascético e habitual das urbes chinesas. A Foochow do início do século XX, numa altura em que a China fervilhava mil descontentamentos, muitos dos quais singravam à custa da presença e do apetite rapáceo das nações ocidentais, teria sido o destino ideal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A China das concessões estrangeiras, de Shameen, de Shangai, de Amoy, de Qingdao, de Porth Arthur, das &lt;em&gt;shangai flowers&lt;/em&gt; (tal e qual Josephine Bakers do Oriente) e do ópio. A China dos escritos de Pearl S. Buck e de Sommerset Maugham. Uma vez mais, a China de Foochow, hoje feita Fuzhou. Uma China com mil séculos e com mil nomes. Rostos? Quantos terá no futuro?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-1551468106743765088?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/1551468106743765088/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=1551468106743765088' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/1551468106743765088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/1551468106743765088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/07/foochow-ou-os-mil-nomes-da-china.html' title='Foochow ou os Mil Nomes da China'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/Rooj1fgD8WI/AAAAAAAAACM/DI4t8ROXA9E/s72-c/fuzhou.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-3777224271024468160</id><published>2007-07-03T10:12:00.000+01:00</published><updated>2007-07-03T10:55:51.143+01:00</updated><title type='text'>Ocean's em Macau</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RooczfgD8VI/AAAAAAAAACE/I3XB_hoN6pk/s1600-h/displayimage.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082906800395907410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RooczfgD8VI/AAAAAAAAACE/I3XB_hoN6pk/s320/displayimage.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Slots&lt;/em&gt;, mesas de jogo,&lt;em&gt; tuxedos&lt;/em&gt; e o glamour &lt;em&gt;pastiche&lt;/em&gt; dos casinos, uma referência relâmpago a Macau e alguns nomes familiares. O Belllagio, o MGM e o irmão mais velho do Wynn, em quase tudo igual a este que aqui temos (talvez um nada mais liberto), apanhado de relance, muito à pressa, num filme em que abundam negociatas, &lt;em&gt;vendettas &lt;/em&gt;e fichas de jogo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma trama pobre, confusa e pouco convincente enfeita o resto do ramalhete sem que se saiba ao certo quem são, afinal, os treze de Daniel Ocean. Treze duros que aparecem agora envelhecidos, menos elásticos e menos convincentes, dimínuidos por um enredo que repte os propósitos da aventura original e só lhes muda os preceitos e o vilão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma trama monocórdica porque sem desvios:não há em todo o filme uma pitada de romance, uma diva que empanturre um pouco a ginastica à engrenagem e faça hesitar um nada ou um ou outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ocean"&gt;Ocean's Eleven&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, o único quinhão genuíno da trilogia (recriou, recorde-se, um clássico de 1960 em que brilhavam Frank Sinatra, Sammy Davis Jr., Dean Martin, Shirley MacLaine e uma série de outros nomes de alto gabarito) conseguiu ser um filme monumental: bons actores, uma boa trama, uma banda sonora genial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ocean"&gt;Ocean's Twelve&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, se algum mérito teve, foi o de não deixar morrer a pandilha. Recuperou-a num cenário mais do que distinto, contra uma espécie de Arséne Lupin dos tempos modernos. Tirando uma ou outra excepção, nenhuma sequela se consegue alçar para além da notoriedade do primeiro respiro da saga. Ocean's Twelve é um daqueles filmes de digestão fácil, um dos que não enchem nem enjoam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ocean"&gt;&lt;em&gt;Ocean's Thirteen&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;a coisa muda de figura. Ao perder a noção de que o enredo se desenvolve por caminhos já percorridos, Steven Soderbergh deita a perder o propósito da película.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa altura em que Vegas parece perder terreno face a Macau no que aos montantes movimentados diz respeito, parece que Hollywood quis dar um empurrãozinho à cidade do pecado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se bem que Las Vegas não seja, bem vistas as coisas, mais que o maior outdoor publicitário do mundo, há no filme uma sucessão de marcas e referências que fazem mais pela cidade norte-americana que aquilo que o mui amador e quase tautológico &lt;em&gt;slogan&lt;/em&gt; que trata de promover Macau lá por fora - "&lt;em&gt;Num mundo de diferença, a diferença é Macau&lt;/em&gt;"- alguma vez poderá fazer pelo território.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-3777224271024468160?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/3777224271024468160/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=3777224271024468160' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/3777224271024468160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/3777224271024468160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/07/oceans-em-macau.html' title='Ocean&apos;s em Macau'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RooczfgD8VI/AAAAAAAAACE/I3XB_hoN6pk/s72-c/displayimage.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-1478717970886080086</id><published>2007-06-02T05:07:00.000+01:00</published><updated>2007-06-02T06:16:24.673+01:00</updated><title type='text'>Maio Maduro Maio II</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RmD886NRsrI/AAAAAAAAAB8/BLDB64xny0I/s1600-h/6788-p_4kYcCArYbSyA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071331303766471346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RmD886NRsrI/AAAAAAAAAB8/BLDB64xny0I/s320/6788-p_4kYcCArYbSyA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estarão, em Hong Kong, as premissas democráticas a perder força e o ímpeto para um solução democrática a desvanecer-se?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No ano em que se assinalam os dez anos do regresso de Hong Kong à soberania chinesa são muitos os que entendem como um sintoma de cedência o facto dos movimentos pró-democráticos já não conseguirem convencer com a mesma força com que outrora convenceram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O 1º de Maio com a assinatura da RAEHK é disso um exemplo. Enquanto nas ruas de Macau choviam tiros e bombas e murros nas trombas e desfilavam mais manifestantes do que em qualquer outro protesto realizado na antiga Cidade do Nome de Deus ("&lt;em&gt;Não há outra mais Leal&lt;/em&gt;"), nas possantes artérias de Hong Kong foram pouco mais do que 6 mil os manifestantes (cordatos) que exigiram sobretudo melhores condições de trabalho para classes profissionais em que se integravam as empregadas domésticas e os funcionários das empresas de segurança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um ninharia se tivermos em conta que Hong Kong tem uma população jeitosinha , na ordem dos seis milhões de habitantes e que é vítima, por exemplo, de mecanismos de especulação que inflacionam quer o preço de bens de consumo, quer as condições de vida, fazendo da antiga colónia britânica uma das cidades mais caras do planeta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não deixa de ser verdade, no entanto, que os dias negros suscitados pela propagação da pneumonia atípica já há muito parecem adormecidos na memória dos cidadãos de Hong Kong. A economia tem crescido (ainda que de forma mais branda que em Macau), os ensejos da população da RAEHK têm vindo a ser mais ou menos atendidos e a cidade parece regressar aos poucos à ribalta asiática e mundial e a ser o que sempre foi, uma lança do ocidente a raiar na imensidão da Ásia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tais motivos - aliados à eviência de que as sociedades onde o confucionismo predomina são sempre sociedades onde predomina também um sentido muito prosélito de ordem e hierarquia - poderão justificar o arrefecimento gradual dos valores pró-democráticos junto da população de Hong Kong.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Explicam também, de certo modo, o entusiasmo dos activistas pró-democráticos da vizinha região administrativa com os incidentes que ocorreram há pouco mais de um mês nas artérias do Porto Interior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com o credo democrata menos forte, importa não deixar que o trabalho feito até ao momento não o tenha sido em vão. E que melhor solução do que "internacionalizar a luta"? Maio, maduro Maio não foram apenas os tiros, o gás pimenta, os cães e o sr. Leong que apanhou com o balázio. Consegui também ser o escorraçar de "Long Hair" e do séquito que o acompanhou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre os comentadores do território - com alguma naturalidade, de resto - a questão foi interpretada quase como normativa, ao abrigo de um pressuposto que chega por vezes a rasar o caricato. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De acordo com uma tal interpretação, o governo não deve nem aos cidadãos de Macau, nem à Assembleia Legislativa e, muito menos, aos tais insurgentes de Hong Kong explicação de indole alguma porque o que "Long Hair" Leung Kwok-hung e os que o acompanharam tentaram fazer foi imiscuir-se nos assuntos da governação do território e, como tal, atentar contra a soberania das instituições de Macau. Uma soberania que é parca, tutelada e manietada de longe, por Pequim, ao abrigo dos pressupostos da Lei Básica e da própria natureza das Regiões Administrativas Especiais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A justificação, veículada por alguns &lt;em&gt;spin doctors &lt;/em&gt;através dos meios de comunicação social, pareceu agradar ao governo, que consentiu, calou e não justificou porque razão foram os activistas de Hong Kong escorraçados. Eles, que desafiavam desde o outro lado do Delta, o governo de Edmund Ho, mas que traziam até ao território um alerta importante: há valores que impõem e que se fazem preponderantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Valores como a liberdade de expressão, o direito ao protesto e mais ainda, o direito a uma vida digna num território que tanto se gaba de ofuscar Las Vegas e de arrecadar dinheiro de forma irrefreável. A 1 de Maio último, tais valores custaram à policia cinco balas para cair.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-1478717970886080086?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/1478717970886080086/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=1478717970886080086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/1478717970886080086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/1478717970886080086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/06/maio-maduro-maio-ii.html' title='Maio Maduro Maio II'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RmD886NRsrI/AAAAAAAAAB8/BLDB64xny0I/s72-c/6788-p_4kYcCArYbSyA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-8181303556179267805</id><published>2007-06-02T04:51:00.000+01:00</published><updated>2007-06-02T05:06:38.750+01:00</updated><title type='text'>Maio Maduro Maio I</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RmDsKqNRsqI/AAAAAAAAAB0/-k58_6hY378/s1600-h/7273-p_SG3wBjDswBIa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071312848292000418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RmDsKqNRsqI/AAAAAAAAAB0/-k58_6hY378/s320/7273-p_SG3wBjDswBIa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; abaixo foi escrito há mais de um mês, horas antes da manifestação do 1º de Maio ter tomado as ruas do território.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não tinha como objectivo congeminar futurologia, mas algumas das coisas que lá foram ditas tornaram-se, de um modo ou outro, proféticas. Falavam de um regime que emerge, de um "Estado" que se faz pouco rogado no que toca ao uso da força e de manobras de censura, persusasão e propaganda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para quem não se coíbe de apontar o dedo às coisas, o mês de Maio foi um banquete. E os laivos, que não tinham intenção de ser proféticos e que acabaram por expor as fraquezas de uma governação RAEM(ática) colocaram a nu o esqueleto do regime que se alevanta: os tiros na manifestação, a ingerência do Gabinete de Comunicação Social no trabalho dos jornalistas do canal chinês da &lt;a href="http://www.tdm.com.mo/"&gt;TDM&lt;/a&gt; e o caracter expedito com que as forças de segurança impediram a entrada dos "radicais" do território são lacerações mortais na credibilidade de um governo que quer fazer de Macau uma cidade internacional. Cinco tiros para as nuvens e outros tantos para os pés cagam um bocado a pintura e roubam a face à cidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-8181303556179267805?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/8181303556179267805/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=8181303556179267805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/8181303556179267805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/8181303556179267805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/06/maio-maduro-maio-i.html' title='Maio Maduro Maio I'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RmDsKqNRsqI/AAAAAAAAAB0/-k58_6hY378/s72-c/7273-p_SG3wBjDswBIa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-4266720397632762393</id><published>2007-05-01T04:19:00.000+01:00</published><updated>2007-05-01T05:52:28.095+01:00</updated><title type='text'>O 1º de Maio e o regime que aparece</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Macau é pequeno, chega a sufocar. Pequeno, por vezes, não é - ainda assim - de todo mau. A perspectiva que se tem da evolução do quotidiano é, por exemplo, muito mais crua e muito mais global. Os actores políticos escasseiam e, por escassearem , é possível ler-lhes as intenções como como se fossem folhas de chá em suspensão ou borras de café a predicar o futuro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A arte de se fazer política no território é menos arte e mais engenharia: as decisões estão longe de ser transparentes, mas o &lt;em&gt;background&lt;/em&gt; das decisões adiantadas não podia ser mais claro. Há dinheiro, há condições para governar e há uma elite poderosa apostada em  não ver fugir nem o poder, nem o dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A emergência de um regime faz-se notada quando determinadas evidências se conjugam e favorecem ou o primado dos direitos de um grupo sobre os demais, ou o primado de um dado indíviduo sobre todos os outros. Macau, bem vistas as coisas, é uma panela de pressão onde um regime se vai cozinhando, ingrediente a ingrediente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há o expediente do discurso oficial; de "Macau governado pelas suas gentes", da "sociedade harmoniosa" e da primazia da doutrina "um país, dois sistemas". Metáforas que calam ou que aconselham a que muito não seja dito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há um sistema político com laivos de censura e de estado policial, em que elementos das forças de segurança fazem algo tão mesquinho quanto filmar conferências de imprensa de forma a ter bem em mente os rostos sequiosos dos "maus" dos sindicalistas e em que a entidade responsável pela assessoria de imprensa do governo dá azo a manobras veladas de intimismo e propaganda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E há depois, Edmund Ho, o líder imaculado. Ainda que o estado de graça do Chefe do Executivo pareça ter fenecido depois da detenção de Ao Man Long, uma das garantias com que conta tem por base a existência de uma estrutura &lt;em&gt;aparatchik &lt;/em&gt;que protege a boa imagem do governo a troco da manutenção de um certo &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;, qualquer que ele seja.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre os &lt;em&gt;aparatchi&lt;/em&gt;k (tão &lt;em&gt;aparatchik &lt;/em&gt;que dão asco) estão personalidades como Fong Chi Keong, Lao Pun Lap e Lau Cheok Va. Entre os poucos que não estão contam-se Pereira Coutinho, Au Kam San, Ng Kuok Cheong e, às vezes, a deputada trabalhista Kwan Tsui Hang.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A manifestação que daqui a nada sai à rua é, antes de mais, uma bofetada na grossa fatia política que é, em Macau, constituída pelos meninos do aparelho. É também um vislumbre de história que se urde: se seis mil pessoas saem à rua num território com meio milhão é porque nem tudo vai bem no reino da Dinamarca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta não será para Macau "uma madrugada inicial, clara e limpa". Pode ser, sem dúvida, o início de uma grande aventura. Quem sabe se mais democrátia também?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-4266720397632762393?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/4266720397632762393/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=4266720397632762393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/4266720397632762393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/4266720397632762393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/05/o-1-de-maio-e-o-regime-que-aparece.html' title='O 1º de Maio e o regime que aparece'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-1710754383545789679</id><published>2007-04-16T18:36:00.000+01:00</published><updated>2007-04-16T19:43:33.389+01:00</updated><title type='text'>O meu laguinho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RiPDhSQs7MI/AAAAAAAAABs/WhgkmObSosA/s1600-h/cotai.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054098183444819138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RiPDhSQs7MI/AAAAAAAAABs/WhgkmObSosA/s320/cotai.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Mui pasmo, quase estarrecido fiquei um destes dias quando, a caminho de Coloane, quase no fim do que costumava ser o cordão umbilical do Cotai, me inteirei da ignóbil estupidez das gentes que mandam e que podem nesta caganita de terra que é Macau.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saberão melhor que eu, os que chamam Macau de casa há mais tempo, que foram duas as parcelas de água e de azul, tudo o que restou da zona de paúl e de pantanos que existia no local onde agora se erguem os futuros mastodontes do jogo da &lt;em&gt;strip&lt;/em&gt; da RAEM. Uma adormeceu ali aos pés da Avenida da Praia, junto às casas-museu da Taipa e é hoje considerada (não se sabe bem por mais quanto tempo) uma das zonas húmidas do território, o &lt;em&gt;habitat&lt;/em&gt; que resta a um enxame ainda vasto de aves migradoras de alva plumagem e a um punhado de rãs irritantes que espantam melosos casais de namoradinhos chinos com uma serenata de coaxos monocórdicos e incessantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A outra ficou como que engasgada entre os aterros e a encosta encarpada e outrora intransponivel da costa leste da ilha de Coloane. Nunca lhe conheci um nome, mas sei que lhe encontrava um certo charme por essa posição de quase clausura entre a terra travestida, reclamada ao mar, e a muralha de granito que se levanta escassas braçadas além, pintalgada de onde em onde por uma àrvore que teimou em crescer numa ou noutra freste da pedraria. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O laguinho ali esteve durante anos, a olhar o céu com um pudor enegrecido, a deixar adivinhar uma profundidade inexorável. Viu crescer aquela metade de ovo acinzentado que dá pelo nome de Pavilhão dos Jogos da Ásia Oriental (mas a que toda a gente em Macau chama de Dome, quando não é mesmo &lt;em&gt;dáan&lt;/em&gt;), rebentar os panchões da festa e ecoar os hinos dos vencedores. Viu, da terra, as gruas germinar e o anjo da concórdia coroar o campanário da Veneza de plástico que se ergue ali ao lado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Costumava acolher sem um murmúrio pescadores de fim de semana, que gastavam horas a fio de paciencia, à cata de um ou outro peixe graudo, de uma boa história para contar ou apenas de silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O laguinho era um dos locais do território onde mais tangível se tornava o absurdo de Macau. De tal forma que um amigo meu dizia que aquela paisagem de Macau nao tinha nada: talvez de &lt;em&gt;fjord&lt;/em&gt;, da Noruega ou até do Bornéu ou da Nova Caledónia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não era sequer grande, o laguinho. No máximo talvez desse (ou possa dar) para albergar mais um casino tipo fábrica de bolachas albardado com tantos néons que encha de timidez as estrelas. No outro dia, quando por lá passei, estava o laguinho com o tamanho e com a forma de uma borboleta, roído do seu carácter rotundo, por meia dúzia de máquinas de terraplanagem em pleno labor. Aquela manta de terra que se estende com o furor dos caracóis lembra uma mancha de óleo em suspensão, a agulha de sombra infinita, de um relógio que se move com a cadência do sol.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi para mim como ter uma bofetada assente a uma velocidade crua, ver o lago naqueles termos. Pior é saber que não há ninguém que erga a voz - como ergueram em defesa da luz do Oriente e da liberdade do Farol da Guia - contra a destruição dessa réstia de verdade num troço de terra, o COTAI, que promete apenas fantasia, mentira e distorsão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-1710754383545789679?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/1710754383545789679/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=1710754383545789679' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/1710754383545789679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/1710754383545789679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/04/o-meu-laguinho.html' title='O meu laguinho'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RiPDhSQs7MI/AAAAAAAAABs/WhgkmObSosA/s72-c/cotai.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-2499385335914677738</id><published>2007-04-10T04:16:00.000+01:00</published><updated>2007-04-10T04:44:16.828+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Restaurantes; Macau'/><title type='text'>Todos os Santos</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RhsHziQs7LI/AAAAAAAAABk/esCXo31MV5o/s1600-h/taipa.0"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051639988977724594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RhsHziQs7LI/AAAAAAAAABk/esCXo31MV5o/s320/taipa.0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tem Santos no nome mas não é por isso que é favorecido pelos deuses e pelos homens. O segredo, todos em Macau o conhecem: dá pelo nome de boa mesa (talvez a melhor de Macau) e começa agora também a fazer furor do outro lado do Delta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A fama do alentejano mais célebre de Macau galgou fronteiras e colocou já o timoneiro do mais genuíno receituário luso do Oriente na capa de uma revista de Hong Kong.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sorriso rasgado (acho que lhe disseram que o Benfica vai perder na Luz com o Espanyol de Barcelona), tem nas mãos uma travessa com o que a revista diz ser "o melhor leitão do Oriente". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lá bem parecido é o bicho: ruço, com cara de estaladiço, a pedir um par de horas de domesticação exclusiva. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No tancar do Santos as boas novas do paladar não se ficam apenas pelo semblante luzidio do leitão. Há o ensopado de borrego, o frango na púcara, os secretos de porco preto e Portugal bem mais perto, umas boas centenas de quilómetros, por cada prato que pousa o tampo da mesa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-2499385335914677738?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/2499385335914677738/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=2499385335914677738' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/2499385335914677738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/2499385335914677738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/04/todos-os-santos.html' title='Todos os Santos'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RhsHziQs7LI/AAAAAAAAABk/esCXo31MV5o/s72-c/taipa.0' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-1247073616657491154</id><published>2007-04-07T17:39:00.000+01:00</published><updated>2007-04-10T04:15:17.120+01:00</updated><title type='text'>Coisa Rara</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os jornalistas que acompanham Edmund Ho na deslocação à Tailandia, à Malásia e a Singapura tiveram que solicitar um visto de entrada no "país dos sorrisos" e ao que parece deverão patentear no passaporte, quem sabe para depois fazer inveja aos amigos, uma raridade pouco usual por estes dias: um comprovativo formal de autorização de entrada nos antigos domínios do Sião. Acautelem-se os súbditos de sua Majestade e os pobres dos jornalistas da velha Macau. Depois da insanidade &lt;a href="http://pe360graus.globo.com/noticias360/matler.asp?newsId=85033"&gt;cometida pelo desalmado do suiço &lt;/a&gt;e daquilo que &lt;a href="http://imirante.globo.com/plantaoi/plantaoi.asp?codigo1=123433"&gt;aconteceu ao You Tube &lt;/a&gt;por ter vilipendiado o bom do Bhumibol todos os cuidados são poucos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-1247073616657491154?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/1247073616657491154/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=1247073616657491154' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/1247073616657491154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/1247073616657491154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/04/coisa-rara.html' title='Coisa Rara'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-3507933891872541702</id><published>2007-03-29T04:09:00.000+01:00</published><updated>2007-03-29T05:40:02.499+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salazar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><title type='text'>Salazar, seguidismo e não pensamento</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RgtC2-6yf9I/AAAAAAAAABY/4eTz1yr3Td4/s1600-h/thumb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047201319768719314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RgtC2-6yf9I/AAAAAAAAABY/4eTz1yr3Td4/s320/thumb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gostava, por vezes, de ter nascido em Amsterdão ou em Hamburgo para poder escrever sem remorsos e sem qualquer tipo de melancolia existencial que os portugueses são uns idiotas chapados. Sim, é isso que os portugueses são.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A eleição de Salazar como o "maior de todos os portugueses", ainda que tenha sido feita num programa de enxovalho (que melindrou uma história de oito séculos a uma síntese de cabaret) nos mesmos moldes em que se elege uma canção para a Eurovisão, comprova o atestado empírico que apetece delinear à generalidade de um povo: soís - somos - uns imbecis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A eleição - a única democrática que Salazar alguma vez ganhou - pode, como apontam cronistas e editorialistas, ser sintomática de muita coisa, mas com clareza há uma asserção que se sobrepõe a todas as outras: os portugueses, incapazes que são de pensar por si próprios e de fundamentar a sua própria opinião, transformaram-se numa cambada de seguidários, de "Marias que vão com as outras".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num programa com as especificidades deste "&lt;em&gt;Os Grandes Portugueses&lt;/em&gt;", em que o princípio da escolha se fundamenta em algo tão pouco rigoroso quanto o televoto, não sobejam dúvidas de que o desfecho da votação não pode ter resultado de outra coisa que não de um conluio de ideologias à procura de &lt;em&gt;prime time&lt;/em&gt; televisivo, de tempo de antena e de protagonismo, num país confuso, macerado e dividido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Importante seria perceber se um partido como o Partido Comunista, que se arroga identificar-se como um dos pilares da democracia portuguesa, avançou nas páginas do Avante ou por intermédio de outros canais internos de comunicação, com uma ordem de voto na figura do candidato Cunhal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou se houve padres de paróquia a aconselhar uma chamada em nome da memória de Salazar. Provavelmente, nem uma nem outra das possibilidades é inusitada e o que temos nesta votação são militâncias que se movimentaram, são bandeiras que se esgrimiram, erros que se repetiram e uma vez mais a lacónica incapacidade que uma grande parte dos portugueses parece evidenciar e que se resume ao seguidismo cego e à incapacidade opinativa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Confesso que sou muito pouco dado a qualquer tipo de militâncias e que abomino quem encarna a cartilha dos partidos como quem veste uma camisola. Procuro manter clareza na forma como oriento as minhas escolhas, pesar os pós e os contras, discernir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E por isso custa este desfecho: porque numa e em outra das escolhas são mais os contras e os erros, que as virtudes e as decisões acertadas. Maior o espectro da sombra, que o espectro da luz. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se pensassem por seu próprio mote e se prezassem valores dignos de serem prezados, os portugueses teriam eleito, ainda que apenas para os holofotes da televisão, alguém como Vasco da Gama. Ele que, por si mesmo, não é a empreitada dos Descobrimentos, não são as naus que naufragaram, não é Mombaça nem a ilha de Moçambique, mas é um símbolo maior da primeira gesta verdadeiramente global. Uma que criou povos, cidades e destinos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não o fizeram, os portugueses. Presumo que por não cuidarem como válido o seu próprio pensamento ou então porque os valores que defendem são acres, mesquinhos e vil intencionados. De uma ou de outra forma, olho-me ao espelho e sinto pena. Não vislumbro em lado nenhum um caminho a seguir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-3507933891872541702?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/3507933891872541702/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=3507933891872541702' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/3507933891872541702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/3507933891872541702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/03/salazar-seguidismo-e-no-pensamento.html' title='Salazar, seguidismo e não pensamento'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RgtC2-6yf9I/AAAAAAAAABY/4eTz1yr3Td4/s72-c/thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-840465797061204911</id><published>2007-03-27T06:42:00.000+01:00</published><updated>2007-03-27T06:50:44.092+01:00</updated><title type='text'>Imagens de Portugal em Singapura</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RgiwMBizoLI/AAAAAAAAABQ/71jm3dt8t64/s1600-h/DSC05097.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5046477103087984818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RgiwMBizoLI/AAAAAAAAABQ/71jm3dt8t64/s320/DSC05097.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RgivrRizoKI/AAAAAAAAABI/WdfO5eG6bSc/s1600-h/DSC05094.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5046476540447269026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RgivrRizoKI/AAAAAAAAABI/WdfO5eG6bSc/s320/DSC05094.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RgivRxizoJI/AAAAAAAAABA/nRqMVHsHRMI/s1600-h/DSC05013.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5046476102360604818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RgivRxizoJI/AAAAAAAAABA/nRqMVHsHRMI/s320/DSC05013.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Futebol. Futebol. Fátima.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Volte Amália.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-840465797061204911?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/840465797061204911/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=840465797061204911' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/840465797061204911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/840465797061204911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/03/imagens-de-portugal-em-singapura.html' title='Imagens de Portugal em Singapura'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RgiwMBizoLI/AAAAAAAAABQ/71jm3dt8t64/s72-c/DSC05097.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-3212550567428552513</id><published>2007-03-22T16:38:00.000Z</published><updated>2007-03-22T17:57:21.536Z</updated><title type='text'>Português, para que te quero ...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RgLB_hizoII/AAAAAAAAAA4/NuycVxd_49w/s1600-h/350px-Australia_first_map.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044807829688656002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RgLB_hizoII/AAAAAAAAAA4/NuycVxd_49w/s320/350px-Australia_first_map.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;1. Concebo a cultura como um elemento estruturante. Tão mínimo e tão máximo que pouca coisa dele se abstem e a ele escapa. É a cultura que nos unifica, mas é ela também que nos tergiversa. E é por isso que concebo a cultura, em &lt;em&gt;latu sensu&lt;/em&gt;, como o campo mais fértil para a sustentação de laços de tolerância.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cultura, na mais púdica ou na mais refinada das suas manifestações, é sempre um acto de conhecimento e de compreensão: do eu, do outro, do espaço e do tempo, do presente e do passado. É também a plataforma onde fermentam e se conjugam as correntes do pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A presença portuguesa em Macau não é, ao contrário do que se sói pensar desde que esta frondosa RAEM foi instituida, uma mera contingência histórica. A identidade de Macau mergulha nela a sua originalidade ontológica e apenas por ela se concebem os pressupostos que diferenciam Macau do que resta da China.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;2. A história, já se sabe, quem a escreve são os vencedores. &lt;a href="http://www.chinapost.com.tw/news/archives/asiapacific/2007322/105239.htm"&gt;Um estudo por estes dias divulgado &lt;/a&gt;por parte de um investigador australiano concebe como real a possibilidade de terem sido navegadores portugueses (e não uma armada inglesa capitaneada por James Cook) a operar a descoberta da Costa Leste da Austrália.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A teoria tem por base uma fracção de um portulano guardado numa biblioteca californiana que, alegadamente, dá a conhecer - duzentos anos antes de Cook ter aportado no país dos cangurus - com grande precisão a costa oriental australiana, precisamente a partir de &lt;em&gt;Botany Bay&lt;/em&gt;, o local onde a frota do almirante Cook terá pela primeira vez lançado amarras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No cerne da argumentação radica a teoria de que terá sido uma expedição de quatro embarcações portuguesas, comandada por Cristovão de Mendonça, a primeira a colocar, em 1522, ocidentais em território australiano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São várias as razões que concorrem a favor da credibilidade da hipótese agora avançada. Desde artefactos de cariz alienígena que remontam a períodos anteriores à descoberta de Cook, até à evidência de que os portugueses conheciam bem a quase total imensidão do Pacífico sudoeste (conhecimento comprovado pela presença portuguesa em Timor, em Solor e nas Flores), em muito a teoria de que terá sido Cristovão de Mendonça o responsável pelo achamento da grande ilha australiana faz lembrar a epopeia americana dos irmãos Corte-Real e a sempre arvorada ( e nunca aceite) hipótese de que os portugueses terão colocado pé na América bastante antes dos tripulantes da Pinta, da Niña e da Santa Maria o terem feito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num e noutro caso, um outro factor de similariedade se acrescenta. Ambos arvoram uma hipótese que colide com alguns dos fundamentos na origem da hegemonia e do ascendente que a cultura anglófona contemporaneamente manifesta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É costume dizer-se que águas passadas não movem moínhos. Tanto a Austrália, quanto a América repudiam ser qualquer outra coisa que aquilo que sempre foram habituadas a pensar que são.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E é por isso que esta ou qualquer outra variação da "&lt;em&gt;verdade histórica&lt;/em&gt;" tal como ela é concebida pela fermentação dos séculos, não terá (ainda que apresente mundos e fundos, documentos e brazões) outro destino que a oblivição. A história: o relato das misérias de todos, das fraquezas dos outros e da glória dos vencedores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;3. A julgar pela "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;filhadaputice&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;" que o Instituto Cultural anunciou esta semana, há muito boa gente em Macau a quem aprazia ter tido outro povo que não o português no devir histórico de entidade administradora/colonizadora. Uma tal contingência - no caso de ter sido o cosmopolitismo britânico o responsável por uma presença multisecular continuada - teria inviabilizado os gastos avultados hoje tidos com a manutenção de uma língua difícil e estranha, que apenas meia dúzia de fidalgos mais iluminados consegue falar e compreender.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dá a entender, o Instituto Cultural, que se a história permitisse divórcios, Macau há muito se teria amancebado e abandonado quer o chinês, quer o português em detrimento dessa outra língua leviana, o inglês, em que todos parecem falar e em que ninguém comunica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A razão pela qual tal acontece radica no facto de Portugal ser cada vez mais um país mínimo, sem qualquer outra localização plausível que não na memória histórica com que se apresenta ao mundo e, como tal, na memória que o mundo ainda dele vai tendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os cépticos pós-1999 há muito que adivinhavam e apregoavam o dia em que à língua caberia a primeira bofetada. Duro foi que ela tenha sido agraciada pelo Instituto Cultural, uma instituição com o dever de professar a tolerância, o respeito e a construção continuada dos mecanismos de simbiose que sempre fizeram de Macau um mundo aparte no coração da Ásia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante o Festival de Artes do território, que decorre entre cinco de Maio e 2 de Junho próximos, são vários os espectáculos que, no entender dos responsáveis pelo Instituto Cultural, não merecem legendagem simultânea em português.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem querer traçar paralelismos inóquos, numa cidade faminta de manifestações culturais como é Macau, a opção pela qual enveredou o Instituto Cultural é um tanto ou quanto suícida. Os raros espectáculos de qualidade que desembarcam em Macau estão para a comunidade portuguesa como os saraus e as tertúlias estavam para o Portugal oitocentista tão bem descrito nos romances queirozianos: são um espaço de encontro, um espaço de convívio, um espaço mesmo de demarcação social.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Instituto Cultural decidiu colocar a língua portuguesa na borda do prato. E que tal se os portugueses se colocassem à margem do Festival de Artes? Gostava, Miss Ho?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;4. Francisco Manuel de Melo, o profíquo escritor seiscentista que escrevia com igual facilidade em português e em castelhano, descreveu (não sem maledicência) na sua &lt;em&gt;Carta de Guia de Casados&lt;/em&gt; as qualidades de que uma boa esposa deveria saber gozar na presença de seu marido. Entre elas postulava a questão do comedimento na fala e no riso, nos assuntos dos homens e nos assuntos de Deus, que não deveria sequer procurar compreender.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dizia ainda que na boca de uma mulher a mentira era pássaro que nunca deveria pousar, uma vez que se em qualquer circunstância a mentira era já um objecto ruim, na boca de uma mulher mais vil se tornava ainda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vil ou não, a verdade é que a mentira veste muito mal alguma gente. Heidi Ho, presidente do Instituto Cultural, por exemplo. Tropeçou em desculpas esfarrapadas, engasgou-se com improbabilidades e jogou o nome na lama a propósito de uma decisão que nunca poderia explicar em bons termos a ninguém de seu perfeito juízo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque armas e bagagens decidiu, já agora, o Instituto Cultural, atropelar o estatuto de língua oficial de que goza o português e remeter o idioma de Camões para a condição de figura &lt;em&gt;non grata&lt;/em&gt;? Instituto? Será...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cultural? O caraças.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-3212550567428552513?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/3212550567428552513/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=3212550567428552513' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/3212550567428552513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/3212550567428552513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/03/portugus-para-que-te-quero.html' title='Português, para que te quero ...'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RgLB_hizoII/AAAAAAAAAA4/NuycVxd_49w/s72-c/350px-Australia_first_map.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-8438822802395382753</id><published>2007-03-22T00:41:00.000Z</published><updated>2007-03-22T00:58:17.167Z</updated><title type='text'>Vende-se</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RgHUUBizoHI/AAAAAAAAAAw/Qi1Rth_H0kk/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044546498108563570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RgHUUBizoHI/AAAAAAAAAAw/Qi1Rth_H0kk/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dor de dentes. Tamanha que anda cá dedo de bruxa ou quebranto mal deitado, pelo que é dor nada dada a vulgaridades - dor de dentes, dor de corno - das &lt;em&gt;chics. &lt;/em&gt;Pagamento facilitado: várias lufadas de ar fresco, quando e como possa pagar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se conhecer unguento ou mezinha chinesa - de cobra ou sapo ou pasta de tartaruga de carapaça que seja - sou eu quem lha compro, desde que me adormeça esta dorzinha de estimação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-8438822802395382753?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/8438822802395382753/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=8438822802395382753' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/8438822802395382753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/8438822802395382753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/03/vende-se.html' title='Vende-se'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RgHUUBizoHI/AAAAAAAAAAw/Qi1Rth_H0kk/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-2545805426801336631</id><published>2007-02-23T06:49:00.000Z</published><updated>2007-02-23T08:01:34.685Z</updated><title type='text'>Centro</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/Rd6fJYm6PfI/AAAAAAAAAAk/fWzV9hyprAw/s1600-h/poor.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034636417020083698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/Rd6fJYm6PfI/AAAAAAAAAAk/fWzV9hyprAw/s320/poor.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sou Xiao Lin, o que vê passar as nuvens e o que remói o silêncio. Por mim fluem as noites, os dias, as gentes; tantas que não me importo já em ler-lhes o rosto, como não leio as horas aos dias e a solidão às noites.&lt;br /&gt;Eu sou Xiao Lin, o espectro. Vejo a cidade descarnada e à cidade nua, enfeito. Como se eu todo fora desdém. De negritude as torres que se erguem, eléctricas e mortas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De humanidade as pedras brancas e negras: basalto, calcário, calcário, basalto, o xadrez da praça e eu na órbita dos que passam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São tantos, não lhes leio os rostos e eles não me perscrutam também, queixam-se apenas do cheiro mau que me sobe do corpo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos poucos, por vingança, fiz do olfacto um baú de tesouros. O café, mil ondas hertzianas de paladar arábico, colombiano, uma geografia inteira de sabor, guarda o odor que mais me agrada. Sobe do coração dos copos verdes, uma emanação de aroma e vapor e vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou Xiao Lian e devia gostar mais do cheiro cru do chá pu-er. Por casa, tenho a terceira coluna além das mesas da cafetaria. Daqui avisto a praça em toda a sua amplitude: a misericórdia, o campanário dos correios, os enfeites luminosos do porco dourado, o frontão do senado, o mar de gente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas costas, claríssima como a gema de um ovo, a fachada amarelo gualto da igreja. Nunca lá entrei e há muito que não visito um templo; talvez me não deixassem entrar por causa do mau cheiro que sobe do meu corpo. Peço todos os dias, aos deuses da igreja, amarelo-ovo, aos vermelho brasa dos templos e a todos os outros que seja um bom dia, que não chova, que não queiram arredar-me da terceira coluna, que deixem uma nesga de praça livre para que eu possa ver passar os autocarros e que por este caminho, com a intenção nas ruínas, desfilem mais dessas mulheres que levam consigo a primavera, tão frescas que me parecem embebidas em permanência em água de goivos. Peço que a luz tombe tranquila e que a noite caía serena para que não seja minha a ambição de voltar a contar as horas. Eu sou Xiao Lin, o último a ver passar as nuvens.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-2545805426801336631?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/2545805426801336631/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=2545805426801336631' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/2545805426801336631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/2545805426801336631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/02/centro.html' title='Centro'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/Rd6fJYm6PfI/AAAAAAAAAAk/fWzV9hyprAw/s72-c/poor.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-8553799521280292594</id><published>2007-02-15T02:08:00.000Z</published><updated>2007-02-15T02:50:19.665Z</updated><title type='text'>As árvores lá fora ...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RdPKNom6PeI/AAAAAAAAAAY/fodXHK287_I/s1600-h/prisao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5031587544290704866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RdPKNom6PeI/AAAAAAAAAAY/fodXHK287_I/s320/prisao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É a segunda vez que cá volto e o ar continua morto. Em mais de um ano, parece, nenhuma partícula se moveu, as paredes cruas descarnam, os passos erguem o pó das escadas e, como ontem, a luz parca dos corredores pouco mais é que uma vibração estagnada.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;São verdes as barras, duas vezes a grossura de um polegar. Atentos, os guardas abrem caminho aos que passam sem quase abandonar a postura.Também eles, em mais de um ano, parecem não ter dado pela passagem do tempo e permaneceram ali e apenas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A festa é no pátio que Lhes serve de recreio. Uma hora exígua de sol e de ar, coroada pela impossibilidade dos muros,é de quanto dispõem todos os dias para ver dançar as árvores lá fora. Hirsutos, os muros são reis e divindades maquiavélicas: há um dragão de arame farpado e espinhos no ponto em que terminam e em que o etéreo se faz palpável. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eles estão ao fundo, nos antípodas do que somos. O uniforme é largo, de uma tristeza tacanha, de um amarelo pardacento e doído. De vez em quando levantam os olhos para nós e é como se os metros que nos dividem fossem um rio e morássemos todos em margens desavindas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O diadema de ferro que se ergue a riscar o céu imediato oscila com uma rajada mais forte. Há um palco improvisado no canto e canções compostas de propósito para a ocasião. Um sorteio festivo atribui sandálias, bolas de futebol, volantes de badminton aos felizes contemplados. Do outro lado, das margens desavindas, eles olham o céu e, fora, as árvores que dançam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-8553799521280292594?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/8553799521280292594/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=8553799521280292594' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/8553799521280292594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/8553799521280292594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/02/as-rvores-l-fora.html' title='As árvores lá fora ...'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RdPKNom6PeI/AAAAAAAAAAY/fodXHK287_I/s72-c/prisao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-7731878528583892184</id><published>2007-02-14T06:25:00.000Z</published><updated>2007-02-14T06:48:25.583Z</updated><title type='text'>A vida vai torta</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RdKwhom6PdI/AAAAAAAAAAM/D9uVWfgMFTw/s1600-h/DNKF00001132.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5031277825609055698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RdKwhom6PdI/AAAAAAAAAAM/D9uVWfgMFTw/s320/DNKF00001132.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vida não deve andar grande coisa para Stanley Au. O Presidente do Banco Delta Ásia só não perdeu peso com esta história de faca fria e roupa lavada (roupa e mais alguma coisa) assacada pelos malvados dos norte-americanos à instituição que dirige.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando as alegações de que o Banco Delta Ásia lavava capitais norte-coreanos (como quem lava pares de meias) estouraram na praça pública, foi um Stanley Au destroço, aquele que enfrentou o batalhão de jornalistas que foram o seu primeiro coro de jurados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nessa noite, há mais de um ano, o presidente do Delta Ásia - culpado ou inocente, não importa - em vez de porta-voz tornou-se delator, no lugar de arauto do banco que dirige vestiu a pele de seu advogado do diabo. Não o fez por sua própria intenção e esse, creio, esteve longe de ser o seu intuito. Nessa noite, Stanley Au suou as estopinhas, transpirou mais que a bica das Fontaínhas em noite de São João.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De certa forma, era um homem culpável e culpabilizado, o que ali falava. Anteontem, o antigo candidato a chefe do Executivo pareceu-me como que uma espécie de Gaudí da banca do território: desengonçado, mal-vestido, apagado, a caspa a branquear-lhe os ombros, no meio da testa o suor delator e nos olhos o mesmo nervosismo que o derrotou há um ano, que o tornou presa fácil de si mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vi-o anteontem, ia a noite a meio, no Lau Kei, botecozinho simpático albardado ali nas costas do mamarracho do Grand Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Arrepiou-me a ideia de que um homem assim tenha sido um dia candidato a coisa alguma. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pediu um prato para levar, pagou com uma nota de cem envelhecida e cambaleou, porta-fora, para se perder, sem brilho, na noite da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-7731878528583892184?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/7731878528583892184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=7731878528583892184' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/7731878528583892184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/7731878528583892184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/02/vida-vai-torta.html' title='A vida vai torta'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_ggJrk7vSgGk/RdKwhom6PdI/AAAAAAAAAAM/D9uVWfgMFTw/s72-c/DNKF00001132.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-117026837476511404</id><published>2007-01-31T18:18:00.000Z</published><updated>2007-01-31T18:32:54.780Z</updated><title type='text'>Guia Sentimental de Macau: estolas, santinhos e bandeirames</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nunca consegui entender, confesso, a nostalgia na sua plenitude. É, de certa forma, um magicar obsoleto do espírito, porque remete o mais das vezes para uma ordem ou conjectura irrepetível.&lt;br /&gt;Há meia dúzia de anos, uma produção cinematográfica alemã foi responsável pela centrifugação de um rodopio nostálgico que teve por objecto a política, a imagem e o &lt;em&gt;modus vivendi&lt;/em&gt; da antiga &lt;strong&gt;DDR&lt;/strong&gt;, República Democrática Alemã.&lt;br /&gt;O filme – “&lt;em&gt;Goodbye Lenin&lt;/em&gt;!”, é bom de ver - teve o ónus de transformar o vetusto &lt;em&gt;Trabant&lt;/em&gt; num objecto de culto e a bandeira compassada da DDR num ícone para uma nova geração de alemães que, por uma ou outra razão, nunca chegou a tomar consciência plena do que foi a Alemanha Democrática.&lt;br /&gt;O impacto do filme numa Alemanha cada vez mais consciente do peso da factura a pagar por quase meio século de separação fez-se sentir de uma tal forma que ajudou a cunhar um novo termo: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;östalgie&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;; a saudade do Leste.&lt;br /&gt;Em Macau não houve muro que ruísse. O processo de reunificação, por se fazer anunciado pelo menos desde 1987, possibilitou - senão menor incerteza - uma maior margem de manobra àqueles que entenderam o dia 19 de Dezembro de 1999 como o ponto final numa era.&lt;br /&gt;Houve os que partiram, temerosos. Os que ficaram por sempre ter sido esta a sua terra. Os que abraçaram o regresso a administração chinesa como um regresso terno ao útero da mãe.&lt;br /&gt;Os portugueses, que por cá estiveram meio milénio, souberam enterrar o império com uma réstia de dignidade. Tal não significa, ainda assim, que se pudesse esperar dos residentes de Macau particular simpatia ou desassombro sentimental pela ausência de uma presença portuguesa, oficial e demarcada.&lt;br /&gt;Sete anos após o regresso de Macau à administração chinesa, causa estranheza, um arrepio quase, a estima que uma parte palpável dos residentes da agora RAEM devota a todas as coisas lusas.&lt;br /&gt;É como se uma espécie de “&lt;em&gt;lostalgia&lt;/em&gt;” se houvesse instalado durante este tempo todo.&lt;br /&gt;Não falo da comunidade macaense, devotamente portuguesa, de alma, coração, vontade e nervo. Falo, sim, dos chineses de Macau, dos que ainda conservam o passaporte português e que nunca foram mais que portugueses errantes, e dos outros, dos que têm plena consciência que aquilo que Macau hoje é, o deve a Portugal.&lt;br /&gt;Falo do jovem que, por alturas do Mundial de futebol, dizia à TDM, que pensava em Portugal como o seu segundo país. Falo dos carros enfeitados com os galhardetes do Benfica, do Sporting, do Porto, da Selecção Nacional, de Fátima, de Lisboa e do impante galo de Barcelos, a cantar de alto quase em todos os restaurantes da cidade.&lt;br /&gt; Falo do autocolante com o “&lt;em&gt;P&lt;/em&gt;” de Portugal colado na traseira do veículo que segue à minha frente na Ouvidor Arriaga e nos olhos risonhos e orientais da condutora.&lt;br /&gt;Falo da matrícula lusa, pejada com as estrelas do europeísmo, que decalca a chave da chapa de Macau e tão bem afirma tal estima. Uma estima que arrepia, tão difícil de explicar se torna.&lt;br /&gt;Ontem, Edmund Ho dizia que o que une a RAEM a Portugal é um património incontornável de mais de cinco séculos de amizade. Não sei o que seja, mas é algo mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algo que se perde na tradução. E por inevitavelmente se perder é melhor que assim permaneça: apenas um arrepio cru que nos convence que Portugal, por vezes, vale a pena.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-117026837476511404?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/117026837476511404/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=117026837476511404' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/117026837476511404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/117026837476511404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/01/guia-sentimental-de-macau-estolas.html' title='Guia Sentimental de Macau: estolas, santinhos e bandeirames'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-117009506149813599</id><published>2007-01-29T18:20:00.000Z</published><updated>2007-01-29T18:24:21.513Z</updated><title type='text'>Nem parece teu, Ng</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5692/616/1600/158968/01-12-6.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5692/616/320/355055/01-12-6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em Macau, onde a oposição ao Executivo não existe, a Ng Kuok Cheong (e ao seu companheiro de tribuna Au Kam San) é por vezes assacada a responsabilidade e a coragem de lembrar o governo de Ho Hau Wah dos aspectos em falta e das particularidades que estão menos bem.&lt;br /&gt;Ng Kuok Cheong e Au Kam San , figuras de proa do Novo Macau Democrático são, por assim dizer, uma parcela de oposição alternativa, os timoneiros da fraca discórdia que o sistema político da RAEM, com as fragilidades que lhe são conhecidas, ainda vai permitindo.&lt;br /&gt;Ng Kuok Cheong, líder por indução do Novo Macau Democrático, será também uma das vozes mais honestas da Assembleia Legislativa e sem dúvida das mais incómodas para a malta do aparelho político do Palácio da Praia Grande.&lt;br /&gt;Antes ainda de Ao Man Long, antigo secretário para as Obras Públicas e os transportes ter ido parar ao calabouço, já Ng Kuok Cheong pedia olho vivo ao governo sobre as negociatas imobiliárias menos claras que envolvem as formalidades de concessão de terrenos.&lt;br /&gt;Como pediu também um reforço das políticas de acção social do Executivo para com os residentes menos beneficiados pelo crescimento económico rotundo que Macau tem vindo a conhecer.&lt;br /&gt;Num lugar como Macau, pouco dado à clareza e onde a transparência existe cada vez mais apenas nas páginas dos dicionários, não é difícil concordar com quase tudo o que é exigido por Ng Kuok Cheong ao governo.&lt;br /&gt;O deputado democrata é, no entanto, tão falível quanto os outros quando negligencia, em prol do idealismo social, as idiossincrasias que regem o exercício particular de certos misteres ou conveniências.&lt;br /&gt;Durante o fim-de-semana, um Ng Kuok Cheong ou anarquista ou ingénuo, lembrou-se de exigir ao governo uma atenção particular aos problemas dos jornalistas do território.&lt;br /&gt;Os jornalistas têm fama de tesos e em Macau são muitos os que o são deveras. O deputado diz – e bem – que os jornalistas de Macau são uma das poucas classes profissionais que não beneficiaram, virtual e realmente, dos milhões que a economia da RAEM tem gerado desde que o jogo foi liberalizado nos idos de 2002.&lt;br /&gt;Neste particular, Ng Kuok Cheong não descompõe a faceta omnisciente, de deputado conhecedor e preocupado, que lhe é muitas vezes reconhecida.&lt;br /&gt;O “democrata” faz eco de um problema real, de não muito fácil resolução. Uma grande fatia dos jornalistas de Macau – fatia que coincide de grosso modo com os jornalistas dos órgãos de comunicação social chineses – vivem aquém do que são os rendimentos da generalidade das outras profissões intelectuais do território.&lt;br /&gt;Para muitos informar é um exercício onde só se pode estar por gosto, um exercício de quase devoção, tão reduzido é o pagamento. Raras vezes os salários ultrapassam as oito mil patacas.&lt;br /&gt;Por ser tão baixo o encómio e desafortunado o mister de repórter (visto por Ng Kuok Cheong como profissão de risco), o deputado defende que os profissionais da comunicação social devem ter acesso gratuito à saúde, a exemplo do que acontece já com os professores e os estudantes. Até aqui tudo bem. Onde Ng Kuok Cheong parece pisar a terra do disparate é quando pede a criação de um “patrocínio governamental” a ser concedido aos jornalistas para que se mantenham na profissão.&lt;br /&gt;Ora, o mesmo seria pedir ao lobo que se enfiasse no covil das ovelhas. Macau é exíguo, por vezes maior que si mesmo, mas está longe de ser um mar de rosas. Se fosse um mar de rosas, Edmund Ho não precisava de enfeitar todo, qualquer e cada um dos discursos que faz com alusões ao corajoso exemplo da mãe China e à harmonia que dela emana.&lt;br /&gt;Nestas coisas da política, devia ser proibido ou, no mínimo, de mau tom invocar os ausentes. Sempre que Ho Hau Wah invoca a necessidade de harmonia o tiro salta pela culatra aos jornalistas chineses do território. Jornalisticamente falando, harmonizar é consentir, manter o &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;, é relegar e, em última instancia, calar ou minimizar.&lt;br /&gt;Assim vive os desafios da profissão uma boa parte dos profissionais de comunicação social dos meios chineses do território. Sob a alçada, factual ou auto-imposta, de um esmeril censitório redutor, de um lápis que já foi azul e agora é vermelho, em prol da harmonia.&lt;br /&gt;Com a administração chinesa e sob a bandeira da RAEM, dizem alguns, os jornalistas chineses estão a beber do mesmo veneno que os jornalistas portugueses beberam nos últimos anos da Cidade do Nome de Deus. Isto sem que recebam qualquer tipo de patrocínio, subsídio ou facultamento. Custa-me até imaginar o que seria se recebessem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-117009506149813599?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/117009506149813599/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=117009506149813599' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/117009506149813599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/117009506149813599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/01/nem-parece-teu-ng.html' title='Nem parece teu, Ng'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-116991756193137041</id><published>2007-01-27T17:02:00.000Z</published><updated>2007-01-27T17:09:04.913Z</updated><title type='text'>37</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5692/616/1600/44246/borat_l200606301554.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5692/616/320/82362/borat_l200606301554.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O numero de vezes que o actor britânico &lt;strong&gt;Sasha Baron Cohen&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;aka&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Ali-G&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;aka &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Borat Sagdiyev&lt;/strong&gt; teve que responder perante a policia norte americana durante a filmagem do filme “&lt;em&gt;Borat – Ensinamentos culturais dos EUA para beneficiar a gloriosa nação do Cazaquistão&lt;/em&gt;.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-116991756193137041?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/116991756193137041/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=116991756193137041' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/116991756193137041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/116991756193137041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/01/37.html' title='37'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-116884296826430262</id><published>2007-01-15T05:53:00.000Z</published><updated>2007-01-15T06:36:08.280Z</updated><title type='text'>A riqueza das nações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Portugal Telecom vendeu a TV Cabo Macau a um grupo que conjuga interesses chineses (tanto de Macau, como da China continental) e a empresa Kong Seng.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O negócio, anunciado ainda nos dias curtos do ano velho, foi a semana passada concretizado, com a telefónica portuguesa a aproveitar o enlevo e a maré para se descartar de outras duas empresas, de menor nomeada, nas quais detinha pequenas participações. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pelo mesmo caminho parece seguir a Directel, empresa responsável pela publicação em Macau das listagens telefónicas, brancas, rosas, amarelas, de correio electrónico e coisas que tais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de alienada a TV Cabo (e caso se concretize a venda da Directel), a Portugal Telecom - que os governos portugueses, de todos os feitios e cores rotulam como o mais perfeito caso de sucesso nas estratégias de internacionalização dos interesses económicos portugueses - vê a sua participação no território reduzida aos 28% que o grupo detém na CTM, Companhia de Telecomunicações de Macau.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A um tal património acresce a participação na chinesa CTTC Archway, uma empresa que aposta num segmento de mercado a que a PT não está tão habituada, a do acompanhamento via satélite de veículos e objectos em movimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No território, a venda da TV Cabo Macau apesar de entendida como inevitável -  dado a empresa ser inviável e sugar dinheiro como uma esponja suga água - é interpretada por muitos como sintomática de que a Portugal Telecom se prepara para desistir das possibilidades de negócio imanentes ao crescimento económico que se tem feito notado por estes lados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há mesmo quem pense que a Portugal Telecom não tem pulso para o gigantesco mercado chinês, daí a retirada estratégica e quase total de Macau, com a alienação dos interesses que detinha até agora na RAEM.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nisto, a PT não pode sequer reclamar para si mesma o ónus da primazia. A telefónica lusa não fez mais que calcorrear os trilhos já percorridos pelo grupo Millenium BCP, que no início do ano passado, alienou os interesses que possuía no Banco Comercial de Macau.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nestas coisas dos negócios, nem a emotividade, nem o patriotismo são bons conselheiros. Lá diz o povo que "&lt;em&gt;amigos, amigos, negócios à parte&lt;/em&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda assim, tais negociatas são sempre alarmistas e sintomáticas. Da pequenez e da falta de objectividade dos investidores portugueses. Mas também da tacanhez, da falta de tacto e de sentido dos agentes da Républica, como sói por aqui chamar-se-lhe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Haverá lá tão sulcada contradição quanto por lá ouvir ladrar os políticos que a "&lt;em&gt;a China é que é&lt;/em&gt;" e que "&lt;em&gt;a Índia é que era&lt;/em&gt;"e ver depois, no terreno, as empresas alçarem pé e baterem em retirada?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A questão é, reconheço-o - estranhamente retórica, de alguém que, como Santo Agostinho, tenta colocar o mar inteiro dentro de um sulco na areia. Nestas coisas dos negócios não se deveria ter a intenção de se ser nacionalista, de gostar de ser ver o vinho português nas prateleiras da China. Mas é isso que perdura cada vez mais. Apenas o vinho português nas pratelerias da China. Estranhamente, Portugal continua a ser o feudo preferido de Adam Smith, porque é da terra ou do mar que advém quase todo o nosso reconhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não faltará muito para que Portugal seja de novo e sempre o vinho, o vinagre, as latas de sardinha e ao longe, a raiar o mar, alguns sobreiros, tosquiados de cortiça, de luz e de sombra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-116884296826430262?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/116884296826430262/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=116884296826430262' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/116884296826430262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/116884296826430262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2007/01/riqueza-das-naes.html' title='A riqueza das nações'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-116748018319857284</id><published>2006-12-30T11:40:00.000Z</published><updated>2006-12-30T12:03:03.213Z</updated><title type='text'>Ajudar a bibir l lhéngua</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5692/616/1600/111456/asterixxx.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5692/616/320/349440/asterixxx.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma língua vive quando se manifesta, quando há quem a abrace e quem a embale. Quando subsiste, nos lábios e nas mãos de quem a fala. Quando, há quase dez anos, ao &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_mirandesa"&gt;mirandês&lt;/a&gt; foi reconhecido o estatuto de segunda língua oficial da Republica Portuguesa, a decisão emanada de São Bento foi tida por muitos como de uma simpática graciosidade.&lt;br /&gt;Num país como Portugal, plurissecular e de uma homogeneidade enfadonha, os quinze mil “&lt;em&gt;bárbaros&lt;/em&gt;” do planalto transmontano que falavam um tal linguajar, de temperança arcaica e sonoridades medievas, foram acarinhados como se acarinham as celebridades dos &lt;em&gt;freak shows&lt;/em&gt;. Alguns ponderaram a língua - até então desconhecida da maior parte - como uma anormalidade linguística num país idiomaticamente uniforme, celebrando-a mais como uma excentricidade do que como repositório de gestos, de saberes e de rituais milenares. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quase uma década volvida sobre o decreto parlamentar que concedeu ao mirandês o estatuto paritário que a língua merece, o trabalho desenvolvido pelas gentes de Miranda em prol da &lt;em&gt;lhéngua&lt;/em&gt; é bem mais que remarcável. O esforço de recuperação do idioma não só atraiu para o estudo da língua novos falantes e estudiosos, como potenciou a criação de um &lt;em&gt;corpus &lt;/em&gt;de recursos que consegue fazer inveja a repositórios linguísticos com outra extensão e natureza. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se uma língua vive quando se manifesta, a força com que &lt;a href="http://www.sendim.net"&gt;o mirandês se insinua na &lt;em&gt;world wide&lt;/em&gt; &lt;em&gt;web&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;augura para a língua de Miranda um futuro risonho. São &lt;a href="http://www.mirandes.net/"&gt;vários os sítios &lt;/a&gt;onde a &lt;em&gt;lhéngua &lt;/em&gt;se faz espessa e viva como o sangue e muitos os responsáveis por colocar o coração do idioma a bater. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pela &lt;em&gt;web&lt;/em&gt; é mesmo já possível aprender os primeiros rudimentos da língua, falados e escritos; pela &lt;em&gt;web&lt;/em&gt; se esparrama a &lt;a href="http://mirandes.blogspot.com/"&gt;teia do idioma &lt;/a&gt;bem para além do Planalto Transmontano. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os recursos virtuais colocados à disposição dos &lt;em&gt;internautas&lt;/em&gt; por alguns entusiastas da língua há muito que ultrapassaram o permeio do amadorismo, para se transformarem em recursos de excelência, capazes de fazer inveja a línguas de outra nomeada. Pudesse ser o português, em qualquer outra circunstância, assim tão acarinhado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De excentricidade, o mirandês poderia (e deveria, se calhar) evoluir para &lt;em&gt;case study&lt;/em&gt;. Num país como Portugal, tão pouco dado a casos de sucesso, a afirmação da &lt;em&gt;lhéngua&lt;/em&gt; mirandesa constitui um exemplo notável do que é possível quando as singularidades são acarinhadas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um exemplo para Portugal que o é também para Macau. Conhecida que é a intenção de candidatar a &lt;em&gt;língu maquísta&lt;/em&gt; a património intangível da humanidade, não é de todo inusitado perguntar de que vale a intangibilidade patrimonial de uma qualquer coisa, quando essa mesma realidade não se revela de forma tangível em quase nenhuns aspectos? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comparar o pátua e o mirandês, é porventura, injusto. Se um rejuvenesce a olhos vistos, o outro moribunda. Não passarão de uma mão cheia de dedos o número de falantes que ainda conversam com os trejeitos do pátua macaísta no aconchego do lar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda assim, numa época em que a informação galga continentes e a Internet ajuda a vencer distancias, é no mínimo lamentável não existir entre os milhões de páginas em que se debulha o ciber-espaço uma única que recupere a métrica e a poética do linguajar e da vivencia dos trópicos, &lt;em&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Macanese_language"&gt;doci papiaçam di Macau&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-116748018319857284?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/116748018319857284/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=116748018319857284' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/116748018319857284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/116748018319857284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/12/ajudar-bibir-l-lhngua.html' title='Ajudar a bibir l lhéngua'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-115867251197889005</id><published>2006-09-19T14:26:00.000+01:00</published><updated>2006-09-19T14:28:31.990+01:00</updated><title type='text'>Ei-la já anunciada</title><content type='html'>Este blog regressa hoje. Apenas para morrer depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-115867251197889005?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/115867251197889005/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=115867251197889005' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/115867251197889005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/115867251197889005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/09/ei-la-j-anunciada.html' title='Ei-la já anunciada'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-115121836036983343</id><published>2006-06-25T07:25:00.000+01:00</published><updated>2006-06-25T07:53:52.026+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/germany_flag.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/200/germany_flag.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Das Lied der Deutschen:&lt;/strong&gt; É um erro subestimar a Alemanha. Neville Chamberlain e Edouard Daladier fizeram-no noutros tempos e em circunstâncias bem menos festivas e o resultado é o denodo da segunda guerra mundial: milhões de mortos, a Europa destruída, a compartimentação (ora bicéfala, ora uninominal) do globo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se o militarismo alemão hoje pouco mais é que uma memória esparsa do passado e a Alemanha perfila no coro das nações bem comportadas, o futebol germânico continua a associar rigor táctico e eficácia e a escrever pelas relvados crónicas de vitória numa espécie de &lt;em&gt;blitz fussball&lt;/em&gt; que pode até nem encantar, mas convence. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um a um, em acertos ofensivos decisivos, num futebol afinado, quase de orquestra, os adversários vão sendo fulminados. Ontem, nas sortes, calhou a vez à Suécia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até era moço para apostar que os rapazes do norte não serão os últimos a sucumbir à canção dos alemães. Ou que a Alemanha tem pernas para nacionalizar (de novo) o&lt;strong&gt; seu&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Weltmeisterschaft &lt;/em&gt;e braços para erguer o caneco, no próximo dia 10, em Berlim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-115121836036983343?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/115121836036983343/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=115121836036983343' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/115121836036983343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/115121836036983343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/06/das-lied-der-deutschen-um-erro.html' title=''/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-115121559410784419</id><published>2006-06-25T06:58:00.000+01:00</published><updated>2006-06-25T07:24:58.686+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/Argentina%20detail%20of%20seal%20(sun%20of%20may).gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 157px; TEXT-ALIGN: center" height="148" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/Argentina%20detail%20of%20seal%20%28sun%20of%20may%29.gif" width="241" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Argentina II&lt;/strong&gt;: Deus Maradona apontou o dedo ao menino e dele disse que era digno dos altares do futebol, de ser substituto de luxo para a camisola 10. O menino, como os pássaros, enjeitou. Tirando o golo marcado contra a Sérvia-Montenegro, Messi pouco mais tem feito que arranques inconsistentes, previsíveis e quase por completo inóquos. Longe de Diego Armando, portanto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-115121559410784419?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/115121559410784419/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=115121559410784419' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/115121559410784419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/115121559410784419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/06/argentina-ii-deus-maradona-apontou-o.html' title=''/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-115121474848680545</id><published>2006-06-25T06:33:00.000+01:00</published><updated>2006-06-25T06:52:28.526+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Argentina I&lt;/strong&gt;: Ninguém gosta de pisar areia movediça, de errar apostas e prognósticos, de se desiludir com prestações. Antes do apito do árbitro e do primeiro dos pontapés de saída deste Alemanha 2006, julgava que o tango seria a banda sonora deste Verão: jogo de pernas, &lt;em&gt;pasos dobles&lt;/em&gt;, rápidos e lúbricos, a bola no poste e mais vezes ainda no fundo das redes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois, os homens de Pekerman mastigaram o que tinham de bom no seu futebol e empataram contra a Holanda, num jogo aborrecido e pouco aliciante. Ontem não conseguiram vencer o México nos noventa minutos regulamentares e eu fiquei sem saber se uma equipa assim merece vencer um Mundial.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-115121474848680545?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/115121474848680545/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=115121474848680545' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/115121474848680545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/115121474848680545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/06/argentina-i-ningum-gosta-de-pisar.html' title=''/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-114957037060756141</id><published>2006-06-06T05:30:00.000+01:00</published><updated>2006-06-06T06:12:26.350+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/August_Sander.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/August_Sander.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;August Sander. &lt;em&gt;The Artist (Anton Raederscheidt).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ícones.&lt;/strong&gt; Há meia duzia de anos, um professor da faculdade lamentava que em momento algum do processo educativo se ensinasse aos alunos - fossem eles de domínios artísticos, matemáticos, teológicos, científicos ou melindrosamente empíricos - a leitura das imagens. Com avisada experiência e calculada razão, de resto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aprendemos o arcabouço e a sonoridade das letras, aprendemos a amalgamá-las em palavras, a verbalizar o mundo em construções textuais enredadas, variadas, complexas. Com os números, os signos e os símbolos matemáticos o mesmo acontece, de forma que se temperamento e génio tivermos para tal, podemos encurtar a mecânica das galáxias à eivada extensão de equações que misturam o mistério dos números e o pulsar do Universo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ler as imagens, ninguém nos ensina. Matéria tanto mais premente quanto a evidência de que tudo o que nos rodeia carece de uma interpretação, tanto necessário quanto recorrente. Se aprendemos copiosamente a identificar a utilidade e o propósito dos rectângulos brancos das passadeiras e das passagens de peões, as recomendações implícitas dos semáforos e dos sinais de trânsito, escapa-nos a maior parte das vezes, a intensidade e a intenção subjacente à dimensão trabalhada da imagem que todos os dias até nós chega, ora na televisão, ora no cinema, ora na publicidade, ora na fotografia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.taschen.com/pages/en/catalogue/books/photography/all/facts/03259.htm"&gt;Acabei ontem uma passeata inusitada pela história da fotografia &lt;/a&gt;e do rendilhar das imagens com a chancela da&lt;a href="www.taschen.com"&gt; Taschen&lt;/a&gt;. Uma passeata duplemente agradável: há mais de um mês que não terminava uma leitura (ou por impaciência ou por que mais altos valores sempre se alevantaram). Há muito tempo que não considerava tanto aprender nas páginas de um livro. Segue-se o volume II.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-114957037060756141?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/114957037060756141/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=114957037060756141' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114957037060756141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114957037060756141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/06/august-sander.html' title=''/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-114956428541572494</id><published>2006-06-06T04:00:00.000+01:00</published><updated>2006-06-06T04:24:45.496+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/34166.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/200/34166.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Efeméride&lt;/strong&gt;. Um ano de ruas estreitas, de um calor de danação, de exiguidade territorial, de descoberta cultural, de deslumbramento, de enraizamento, de Ásia, de diferença e de abertura. Um ano de Macau.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-114956428541572494?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/114956428541572494/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=114956428541572494' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114956428541572494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114956428541572494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/06/efemride.html' title=''/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-114914996915666115</id><published>2006-06-01T09:10:00.000+01:00</published><updated>2006-06-01T09:19:29.170+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Primavera&lt;/strong&gt;. O melhor da Primavera eram as andorinhas, os beirais, o voo raso. Ah, como gostava de admirar o cú das andorinhas a desenhar constelações móveis nas sombras dos beirais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-114914996915666115?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/114914996915666115/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=114914996915666115' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114914996915666115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114914996915666115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/06/primavera.html' title=''/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-114914390894002165</id><published>2006-06-01T05:58:00.000+01:00</published><updated>2006-06-01T08:16:33.600+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/lgo_macau_000.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/lgo_macau_000.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A diferença é?&lt;/strong&gt; Se há uma aspecto em Macau em que o consenso se faz notado e a unanimidade germina, esse particular respeita ao foro do turismo e das actividades de promoção turística.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O português Costa Antunes tem conseguido de forma primorosa fazer de Macau um local atractivo e requisitado. Se provas faltassem, os números por elas falariam: são cada vez mais os viandantes - principalmente os da China continental - que procuram Macau como destino de viagem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Direcção dos Serviços de Turismo e o próprio Executivo da RAEM têm obrado para que assim seja: as campanhas de promoção da nova realidade de Macau em países e regiões um pouco por todo o mundo têm-se vindo a intensificar, os responsáveis pelo sector parecem sériamente apostados em criar no território as infra-estruturas e as garantias que possam fazer de Macau não apenas um destino de lazer, mas também um destino de negócios . Em 2005 o governo conseguiu ver cumprida uma velha ambição das elites políticas e culturais do território (mesmo as da antiga administração portuguesa): inscrever o centro histórico de MAcau na lista das cidades distinguidas com as benesses e as incumbências das heranças da humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outros três factores, não menos importantes, concorrem para o acréscimo da procura em termos turísticos de que Macau tem vindo a ser alvo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um, incontornável e decisivo, ganha substância no desenvolvimento notório que a Região Administrativa Especial de Macau ultrapassa desde que em 2002 o governo local decidiu por bem liberalizar o sector do jogo e das actividades recreativas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É no jogo e tendo em conta o peso do jogo na economia de Macau que a subida do número de visitantes encontra a mais plausível das explicações.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São muitos (cada vez mais) os que vêm a Macau com o intuito exclusivo de deitar as sortes, tarefa ou ambição sobremaneira facilitada por uma outra realidade que não deixa já, ninguém indiferente. O crescimento interno do mercado chinês, o agigantar da economia do milenar Império do Meio e a progressiva liberalização das práticas e costumes associadas a um tal crescimento influi e muito nos índices e na natureza do crescimento do sector turístico avalizado na RAEM.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naquilo que ao sector do turismo diz respeito, duas são as cartadas chinesas que as autoridades de Macau dificilmente poderiam ver com melhores olhos: a do alargamento da política de concessão de vistos colectivos a uma série generalizada de urbes do continente chinês e a introdução do direito de solicitação de vistos individuais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que a Direcção dos Serviços de Turismo de Macau faz é, no fundo, recolher proveitos (com mérito bastante, já aqui foi dito) do melhor de dois mundos: aquele que consubstancia o crescimento da própria região administrativa especial de Macau e o que resulta da expansão do próprio sector: nos últimos anos a indústria do turismo e as manifestações a ela afectas foi a que mais cresceu a nível mundial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O trabalho da DST tem sido, pois, uma dessas empreitadas que pouco mais se pode fazer que não admirar e aplaudir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda assim há em tanto método e em tão engendrada estratégia um detalhe ligeiro que, por parecer tão simplista e amador, parece roubar um pouco do brilho aos resultados conseguidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O pregão que promove Macau por esse mundo fora sofre de um amadorismo quase ingénuo e de uma lassidão comprometedora. Se é certo que ninguém compra um produto apenas pelo &lt;em&gt;slogan&lt;/em&gt; que o designa e que o apresenta, não deixa de ser verdade que um&lt;em&gt; slogan&lt;/em&gt; é como que um fato de retórica que concede ao produto um cunho de identidade: se o fato for pobre e o tecido mau, o produto condena-se à não persuasão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No que ao turismo de Macau diz respeito, o fato não é de todo de má costura, mas é cinzento e formal: da mesma forma que veste Macau, poderia vestir meio mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dizer que num mundo de diferença, a diferença é Macau (é este o ditame com que Macau se oferece turisticamente) é dizer pouco ou coisa nenhuma. Onde está Macau poderia estar Singapura, Hong Kong, Tel-Aviv, Timbuctu, Kingston, Nunaavut ou Tuvalu. Num mundo de diferenças, qual destes locais não é igual a si mesmo e diferente de todos os outros?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltando à imagem do corte e costura, o que Macau necessita é de uma roupagem à medida, algo que esclareça sobre a sua identidade, que ilumine e descreva. Algo que jogue com o entendimento de quem visita e com o coração de quem queira visitar. Porque no que toca a consensos (e não são muitos no que à RAEM diz respeito) poucos serão tão fortes quantos a estranha e difícilmente justíficavel evidência de que, tender and slowly, &lt;em&gt;Macau plays with your heart.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-114914390894002165?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/114914390894002165/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=114914390894002165' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114914390894002165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114914390894002165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/06/diferena-se-h-uma-aspecto-em-macau-em.html' title=''/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-114897399580635865</id><published>2006-05-30T08:25:00.000+01:00</published><updated>2006-05-30T08:27:45.216+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/n7863.2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/n7863.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Julieta y Sal&lt;/strong&gt;. Um acordeão nos braços e um acordeão na voz. Julieta Venegas é a menos mexicana das cantoras mexicanas e tem um novo album: &lt;a href="http://www.julietavenegas.net/"&gt;Limón y Sal&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-114897399580635865?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/114897399580635865/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=114897399580635865' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114897399580635865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114897399580635865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/05/julieta-y-sal_30.html' title=''/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-114888087946944097</id><published>2006-05-29T05:59:00.000+01:00</published><updated>2006-05-29T06:34:39.540+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/IMGP0756.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/IMGP0756.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A Linha do Coração&lt;/strong&gt;. Dois aspectos agradam no legado que Portugal espalhou pelo mundo, no rescaldo de sagas, de erros e de diásporas. Uma é a tranquila reverência da língua, ora travestida com a doçura dos trópicos, ora macerada nas águas frias do Atlântico, bela e caprichosa em palavras plenas de cor e de extensão, em sindicâncias musicais. Morango, sinfonia, argila, tulipa, alecrim, açúcar, açúcena: tudo palavras de que gosto, tudo ritmos que cultivo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O outro aspecto em que a inventividade portuguesa soube navegar com algum génio foi na questão da urbanidade e na redenção de novos burgos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As cidades que comportam uma herança portuguesa regem-se todas por uma linha emocional que condensa a identidade da cidade e dos que nela vivem ou viveram, como se a presença de quantos por ali passaram inculcasse no etéreo uma presença &lt;em&gt;ad aeternum&lt;/em&gt;; que recebe com confortoe reverência os que chegam, que bombeia vida e irradia bulício para o que sobra da urbe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gosto das cidades com coração. Do rossio central, da praça ou do terreiro abrasados pelo sol do meio-dia, de desfilar ao início da noite por entre candeeiros sempre acesos, de sentir o torpor imaginário do coração que bate nos passos dos que transitam, nos estores que se abrem e fecham quando o vento rasga a monotonia, da água impossivel que floreia nos chafarizes e nas fontes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lisboa tem, sob o olhar do Carmo decadente e de um Chiado pobremente magnânime, o coração atracado a meio termo entre o Rossio, o Terreiro do Paço, a Rua Augusta e a Praça da Figueira: a vida em curso, o drama em charme, a mágoa em flor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em Macau os passos multiplicam-se no Largo do Senado, tornam-se as paredes amadas e a familiaridade confortável, quase cosmopolita, mais forte, mais densa. O sentido de presença e de pertença possível. O resto da cidade existe, como uma árvore de concretizações , de veias de betão que se expandem a partir da linha curta e vã que une o Largo do Senado e as ruínas de São Paulo. Como se fora esta afinal, a linha do coração.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-114888087946944097?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/114888087946944097/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=114888087946944097' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114888087946944097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114888087946944097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/05/linha-do-corao.html' title=''/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-114860838504753097</id><published>2006-05-26T02:27:00.000+01:00</published><updated>2006-05-26T02:55:02.023+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/SXBCMBFronteiraEspanha.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="134" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/SXBCMBFronteiraEspanha.jpg" width="248" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Maus augúrios e fronteiras&lt;/strong&gt;. Os autarcas do interior do país - principalmente os que conduzem os seus pequenos feudos de soberania nas abas das Espanhas - deviam estar contentes. O governo tem obrado no sentido de tornar tais regiões mais agradáveis aos que andam de baldão ainda à procura de um pouso onde se possam fixar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O governo, claro, mas de José Luis Zapatero. À custa de uma matemática tributária aligeirada, o executivo espanhol tem conseguido incendiar nos portugueses - até agora ainda e apenas os da raia, do mal o menos - a vontade de voltar a dar o salto. Com a gasolina mais barata cerca de trinta cêntimos e o custo de vida abaixo dos níveis referenciados para Portugal, são cada vez mais os portugueses que se abastecem em Espanha: não apenas de gasolina. De papel higiénico, de fruta, de tudo o mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora de Espanha podem até nem vir bons ventos ou bons casamentos. Mas enquanto os ventos de leste continuarem a soprar bons preços e o país de eivadas megalomanias e mais sentidas misérias continuar como o paúl de Pessoa (a estagnar, estagnar), Espanha ganha os foros do lugar certo. Pode não ser o único. Mas não é, pelo menos, o lugar errado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse é Portugal, país &lt;em&gt;non-sense&lt;/em&gt;. De estádios mastodónticos e vazios e expos renascidas em casinos. De maus salários, maus ares e horizontes. Onde a vida custa porque a vida pesa. Onde não existe honra ou sentido de vergonha e onde existiu um vinte e cinco de Abril esparsamente conseguido, que nos enche ainda hoje de uma esparsa reverência e não nos deixa semear de bombas o que bombas merece. Não nos deixa ultrapassar a barreira da apatia e o lento definhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa altura em que os instrumentos financeiros da política económica e aduaneira da União Europeia atingem um estado de presumível maturidade e fecunda aceitação junto dos povos da Europa, seria de se esperar que a fronteira se desvanecesse ao ponto de se tornar apenas o fio de ariadne da tradição e do destino dos povos, o novelo da identidade que tanto aproxima como marca a diferença.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante séculos, a fronteira - fruto proíbido e portanto apetecido - ritmou a existência dos povos da raia, moldou-lhes o carácter e até o linguajar, que em Quadrazais-Sabugal, os contrabandistas de outrora continuam a enrolar paivantes na vez dos cigarros.&lt;br /&gt;Morta a saga do contrabando e enterrados os últimos varões do império, a fronteira parece recuperar de novo o cunho delimitador e repressivo que durante séculos terá sido o seu desígnio maior.&lt;br /&gt;Erguem-se de novo barreiras: não estorvam a vista, não rasgam a pele com a ferocidade dos espinhos metálicos das cercas. Ferem antes com subtileza a clareza do entendimento: como se explica uma oscilação de trinta cêntimos num litro de combustível de um e de outro lado de uma linha imaginária?&lt;br /&gt;Que matemática económica, que metafísica dos costumes, que brandura emocional poderá justificar a nova fronteira que se ergue quando a velha fronteira, da fiscalidade e da soberania padeceu de europeísmo há tanto tempo já? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-114860838504753097?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/114860838504753097/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=114860838504753097' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114860838504753097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114860838504753097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/05/maus-augrios-e-fronteiras.html' title=''/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-114852453139094417</id><published>2006-05-25T02:52:00.000+01:00</published><updated>2006-05-25T03:35:31.453+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/IMGP1871.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/IMGP1871.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Redescobrir&lt;/strong&gt;. &lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Seis anos e meio volvidos sobre a passagem de testemunho na administração da outrora Cidade do Santo Nome de Deus de Macau, o número de portugueses (uma nova geração de portugueses) que demandam a agora Região Administrativa Especial ganha uma consistência particular, tantos são os rostos novos que semana a semana arribam atraídos pelo rumor do vento na vorazmente próspera árvore das patacas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Boas notícias para Macau. Quem chega parece vir munido de uma curiosidade insaciável, da vontade de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://trocasices.blogspot.com"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;abraçar a diferença&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;, de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://umquartocomvista.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;a reportar&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;, de esmiuçar a alma volátil da cidade, crónicamente. Bem Vindos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-114852453139094417?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/114852453139094417/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=114852453139094417' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114852453139094417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114852453139094417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/05/redescobrir.html' title=''/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-114852174319026813</id><published>2006-05-25T02:42:00.000+01:00</published><updated>2006-05-25T02:49:03.200+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Letargia&lt;/strong&gt;. O melhor depois do sono é recuperar os quilómetros ao mundo, sentir o chão endurecer sob a planta dos pés e cambalear, trôpego, por aquilo que ritma e por aquilo que pasma. Possa a noite não voltar tão depressa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-114852174319026813?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/114852174319026813/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=114852174319026813' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114852174319026813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114852174319026813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/05/letargia.html' title=''/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-114438613365398415</id><published>2006-04-07T05:58:00.000+01:00</published><updated>2006-04-07T06:02:13.666+01:00</updated><title type='text'>Vozes da China: Mei Yaochen (1002-1060)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Recordo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Recordo as nossas primeiras promessas de amor.&lt;br /&gt;Por trás de uma cortina de flores tocavas a cítara para mim:&lt;br /&gt;queriamos consumir o fogo gota-a-gota&lt;br /&gt;e não ouviamos fluir o relógio de água.&lt;br /&gt;Abrias as persianas&lt;br /&gt;e as andorinhas entravam;&lt;br /&gt;deixavas de tocar,&lt;br /&gt;os pardais cantavam.&lt;br /&gt;Enlaçados pelas mãos não esperavamos&lt;br /&gt;nem títulos nem altas posições,&lt;br /&gt;apenas passar a vida juntos, um e o outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;A partir da versão espanhola de Harold Alvarado Tenorio&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-114438613365398415?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/114438613365398415/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=114438613365398415' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114438613365398415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114438613365398415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/04/vozes-da-china-mei-yaochen-1002-1060.html' title='Vozes da China: Mei Yaochen (1002-1060)'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-114438478597428270</id><published>2006-04-07T05:36:00.000+01:00</published><updated>2006-04-07T05:39:45.986+01:00</updated><title type='text'>Happy When It Rains</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/rain.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/rain.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E assim foi que as nuvens se debulharam com estrépito, morria a tarde. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-114438478597428270?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/114438478597428270/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=114438478597428270' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114438478597428270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114438478597428270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/04/happy-when-it-rains.html' title='Happy When It Rains'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-114421519674126947</id><published>2006-04-05T06:21:00.000+01:00</published><updated>2006-04-05T06:36:18.726+01:00</updated><title type='text'>Chove sempre no Cheng Ming</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/scroll.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 253px; CURSOR: hand; HEIGHT: 175px" height="243" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/scroll.jpg" width="253" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A margem resplandecia de néons e de torres e o céu arrastava-se entre elas, meneando-se prostrado no veios das ruas. A pele escamoteou-se com a espessura do ar feita palpável. O estertor húmido do ar escalando as vértebras, desenhando, invisível, diagonais ao sangue, revestiu de estranheza a unção primogénita com que a China se apresentou.&lt;br /&gt;Ao segundo dia, a insubmissão dos sentidos foi-se tornando volátil e a cidade perdendo em surpresa: a altura dos prédios tornou-se apenas possível, a magreza das ruas inevitável, o zumbido das motas familiar, a anarquia do trânsito perturbadora.&lt;br /&gt;Pior foi domar o olfacto. Desembarcar no inicio de Junho é arribar em altura de buliço espiritual e de temoroso fervor, ancorado quer no respeito, quer no receio pela memória dos antepassados. Do chão, a cada dois passos, emanavam fios volúveis de fumo, levemente acentuados com uma ou outra fragrancia,moldados em neblinas esparsas, repugnatemente doces, enjoativas.&lt;br /&gt;Em oratórios minúsculos, ao nivel da superfície encardida dos passeios, pivetes de incenso e estampas sem santos nem divindades ardiam com o vagar das horas.&lt;br /&gt;Manifestações similares tomaram as artérias da cidade uma mão cheia de vezes, aspergindo ruas e transeuntes com as temerosas fumações.&lt;br /&gt;Repetem-se hoje, cento e seis dias que são passados sobre o solstício de Inverno, jornada dita de &lt;a href="http://www.macautourism.gov.mo/pt/calendar/calendar_desc_pt.phtml"&gt;Cheng Ming&lt;/a&gt;, o Dia dos Finados do povo chinês, subtilmente aclamado como a jornada da Festa da Claridade.&lt;br /&gt;Festividade milenar, o Cheng Ming (celebrado todos os anos no dia 4 ou no dia 5 de Abril) mergulha as suas raízes, como muitas das tradições ainda vigentes na China nuclear dos nossos dias, na madrugada dos tempos:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;“Chove sempre na temporada do Cheng Ming.&lt;br /&gt;As pessoas, a caminho, têm vontade de morrer.&lt;br /&gt;Pergunta onde fica a taberna,&lt;br /&gt;E o menino pastor indica a aldeia de Xing Hua&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim descreve Du Mu, poeta chinês do século IX, a carnação dos sentimentos no ocaso do Festa da Claridade.&lt;br /&gt;O Cheng Ming conforma uma das vinte e quatro temporadas em que se divide o ano agrícola chinês pelas contas do calendário lunar. A tradução literal do termo ostenta a subtileza da espiritualidade oriental. Chen Ming é, literalmente, a “&lt;em&gt;claridade&lt;/em&gt;”, a mais “&lt;em&gt;pura luz&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;O fim do segundo mês do calendário lunar, que coincide na matemática do calendário ocidental com o fim de Março e o início de Abril, costuma ser numa grande parte da China, um tempo de rigor, mas também de rejuvenescimento.&lt;br /&gt;Chove no imenso Império do Meio, mas a chuva traz consigo as benesses da Primavera. A temperatura ganha bonança depois de um Inverno rigoroso, as sementes germinam, as plantas voltam a brotar e os agricultores retomam os cultivos com uma vigor renovado.&lt;br /&gt;A data terá começado a ser comemorada, tanto no período da Primavera como na altura do Outono, a partir do século V antes da nossa era, como forma de manter viva a memória de Je Zitui.&lt;br /&gt;A China não era então a nação milenar que hoje se conhece. Espatilhada e entregue aos humores dos senhores da guerra, o território era composto por vários reinos, um dos quais era o reino Jin, sediado no que hoje é a província de Shanxi:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Como se apaixonara pela concubina Li Ji e querendo passar o trono ao filho que teve com ela, o soberano dos Jin obrigou o seu herdeiro e primogénito, Shen Sheng, a suicidar-se. Perante a decisão e temendo também pela vida, o irmão mais novo de Shen Sheng, Chong Er, fugiu do país.&lt;br /&gt;O êxodo não foi feliz e muitos foram os obstáculos com que o príncipe se deparou na sua jornada. Quando no exílio, Jie Zitui, um fiel seguidor de Chong Er, cortou a carne do próprio corpo para que Chong Er não morresse de fome.&lt;br /&gt;Anos depois, quando Chong Er voltou ao país dos Jin e subiu ao trono, Jie Zitui caiu na oblivição, vivendo uma vida simples, sem cargos de relevo ou mordomias palacianas.&lt;br /&gt;Recordado por alguém da ausência de Jie Zitui, o rei Chong Er, amaldeiçoando o esquecimento, enviou um emissário ao fiel servidor, convidándo-o a aceitar uma grande honra. Jie Zitui, porém, recusou o convite.&lt;br /&gt;Chong Er não teve outra solução senão ir convidá-lo pessoalmente. Quando chegou à casa de Jie Zitui, informaram o soberano que o servidor se retirara para a montanha Mian, onde a mãe enferma vivia.&lt;br /&gt;Chong Er mandou localizar Jie Zitui e enviou legiões de soldados com o objectivo de o encontrar. Alguém disse ao rei: "Jie Zitui é um bom filho, se incendiar a serra, ele terá que proteger a mãe e aparecerá".&lt;br /&gt;Chong Er aceitou a sugestão e ordenou que se incendiasse a montanha resplandecente. As chamas abrasaram durante três dias, o fogo calcinou as árvores e as pedras de tão verdes montanhas. Mesmo assim, Jie Zitui não apareceu.&lt;br /&gt;Adormecido o fogo, batedores do soberano esmiuçaram as entranhas da serra e encontraram os cadáveres de Jie Zitui e da sua velha mãe sob a sombra esventrada de um salgueiro queimado. Muito triste, o rei Chong Er mandou construir um templo em sua memoria e rebaptizou a montanha Mian com o nome de Jie.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir de então, no dia da morte de Jie Zitui - um dia antes do início da temporada agrícola de Cheng Ming - o fogo tornou-se um objecto maldito em todo o país e mesmo as refeições ingeridas se resumiam a comidas frias.&lt;br /&gt;Em sinal de admiração pelas nobres virtudes de Jie Zitui, o povo, especialmente o da província de Shanxi, pendurava na porta, um ramalhete de salgueiro e um biscoito em forma de andorinha com o objectivo de honrar a memória do mártir.&lt;br /&gt;Depois da fundação da República Popular da China, a data assumiu novas características. A passagem do Cheng Ming é assinalada com a romagem aos cemitérios e aos columbários e com a visita à tumba de familiares falecidos ou de mártires ou personalidades que contribuiram para a glória do país.&lt;br /&gt;A data marca também a passagem do Inverno à Primavera. As chuvas frequentes que caem durante o período favorecem a arborização, o que explica as campanhas de arborização e reflorestação conduzidas em algumas regiões do país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Nem sempre chove na temporada do Cheng Ming. Mas o céu está de ácer&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-114421519674126947?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/114421519674126947/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=114421519674126947' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114421519674126947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114421519674126947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/04/chove-sempre-no-cheng-ming.html' title='Chove sempre no Cheng Ming'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-114414011435838860</id><published>2006-04-04T09:35:00.000+01:00</published><updated>2006-04-04T09:41:54.433+01:00</updated><title type='text'>Vozes da China: Li Po</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/checklist_image_large.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/200/checklist_image_large.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os Corvos que Grasnam ao Crepúsculo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douradas nuvens banham a muralha.&lt;br /&gt;Os negros corvos grasnam sobre os ninhos,&lt;br /&gt;luras nas quais quiseram descansar.&lt;br /&gt;Ao longe, a jovem esposa suspira, só e triste,&lt;br /&gt;as suas mãos abandonam o tear,&lt;br /&gt;os seus olhos fixos na cortina azul do céu,&lt;br /&gt;véu que parece separá-la do mundo,&lt;br /&gt;como a neve, leve, escurece o rio.&lt;br /&gt;Está só: o esposo viaja por países longinquos:&lt;br /&gt;todas as noites dorme só em seu leito.&lt;br /&gt;A saudade esmaga-lhe o coração,&lt;br /&gt;e as suas lágrimas, como chuva delicada, regam a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;A partir da tradução castelhana da Obra Poética de Li Po (701-762)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-114414011435838860?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/114414011435838860/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=114414011435838860' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114414011435838860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114414011435838860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/04/vozes-da-china-li-po.html' title='Vozes da China: Li Po'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-114413041215746011</id><published>2006-04-04T06:39:00.000+01:00</published><updated>2006-04-04T07:03:50.383+01:00</updated><title type='text'>Oliver</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/oliver-twist-poster-1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/oliver-twist-poster-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gosto da literatura carnal, das páginas onde a dor e a fragilidade humana irrompem com a violência das rajadas e a voracidade dos tufões, despidas de meneios e cruas, tal como as encontramos nas mãos dos mendigos e nos olhos dos loucos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Admirável é, por isso, essa menina dos fósforos, açúcena de todas as fragilidades, que Hans Christian Anderson criou para criticar uma sociedade que deixa morrer o futuro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É o realismo amargo com que Miguel Torga enfeita as personagens dos "Novos Contos da Montanha", umas vezes crentes, outras sediciosas, outras ainda simplesmente obstinadas e malévolas, que a maldade é um rasgo de alma omnipresente e tentador. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dickens é, nesse âmbito, quem melhor consegue colocar a maldade entre nós, torná-la quase frugal e palpável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cria malabarismos gravosos onde sobrevivem personagens eternas: o orfão para quem o futuro não é mais que o sofrimento adivinhado e um rasgo de incerteza, o ávaro de coração pétreo e, mais importante, a sociedade dormente que resvala, por conveniência, para o abandono negligente e impávido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem vi "&lt;em&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Oliver_Twist"&gt;Oliver Twist&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;", a nova versão, filmada &lt;a href="http://moviehouse.phg.ro/filme/oliver_twist-f351.html"&gt;por Roman Polanski&lt;/a&gt;. Mais lacerante porque mais realista, a versão de Polanski é também mais cativante e de mais fácil digestão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ganha à &lt;a href="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/oliver-twist/oliver-twist.htm"&gt;versão de David Lean&lt;/a&gt;, filmada em 1948, por não diluir a trama de Dickens numa fantasia musical, onde a pungência do "fado do desgraçadinho" rouba ao enredo a acutilância da crítica social.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A versão de Roman Polanski conserva numa tal capacidade um dos seus maiores atractivos. Consegue também aquilo a que se propõe: tornar tangível e odiosa a maldade de Bill Sykes, humana a desgraça de Fagin e possível a complecência social com que o mundo se ilude a si mesmo. Como hoje, de resto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-114413041215746011?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/114413041215746011/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=114413041215746011' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114413041215746011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114413041215746011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/04/oliver.html' title='Oliver'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-114404575780011111</id><published>2006-04-03T07:25:00.000+01:00</published><updated>2006-04-03T07:29:17.810+01:00</updated><title type='text'>China Insight (II)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/IMGP1783.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/IMGP1783.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A Menina do Tambor, Seac Pai Van, Coloane&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-114404575780011111?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/114404575780011111/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=114404575780011111' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114404575780011111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114404575780011111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/04/china-insight-ii.html' title='China Insight (II)'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-114378412018432086</id><published>2006-03-31T06:43:00.000+01:00</published><updated>2006-04-02T05:33:36.703+01:00</updated><title type='text'>Cidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/hk00_8969_pic_403.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/hk00_8969_pic_403.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando partiu recebeu o impacto da primeira orfandade. Faltaram-lhe as pedras gordas e areadas, polidas pelo vento. Os trilhos de poeira e o calraxo seco, lambido por rajadas serenas de um vento solar, tórrido, caudaloso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faltou-lhe o céu imperturbável e magno, com a imensidão e a planura dos espelhos. O chorrilho sôfrego da água em corgos e regatos improvisados sempre que o azul do espelho celeste se pintava de ácer e desabava, desabava, desabava. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faltou-lhe, dias seguidos, o ar quebrantável da manhã, tão rarefeito que se mascarava de fio de coisa nenhuma, escorregando esguio pela traqueia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faltava-lhe uma magnitude que não o esmagasse. Que antes o siderasse pelo coração das coisas e reivindicasse para os olhos o sentido da liberdade, a prosa fácil da distância; uma outra amplitude que a do abismo invertido dos prédios e das passagens aéreas que cortavam o horizonte às ruas e enegreciam a luz. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olhara para a cidade com crueldade, nessa manhã. Julgou para si que a altura abusiva dos prédios tinha a força dos grilhões, a subtileza das margens caneladas dos cartuchos de papelão quando resguardam do mundo a memória e pouco mais que nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-114378412018432086?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/114378412018432086/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=114378412018432086' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114378412018432086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114378412018432086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/03/cidade.html' title='Cidade'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-114317561749166170</id><published>2006-03-24T04:40:00.000Z</published><updated>2006-03-24T04:46:57.510Z</updated><title type='text'>História Geral das Missangas e Contas Que Tais</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/main.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/main.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cientificidade da história é um mito. Longe do património lógico da matemática e da minudência analítica da ciência, a mundividência histórica sempre se fez de versões, de relatos que se entrechocam, de pormenores que se revelam quando outros os iludem. A relativa incoerência que rodeia a pretensa cientificidade da história torna a análise histórica numa aventura pragmática, em que os relatos se tecem a partir das relíquias, dos objectos e dos documentos que perduram ainda do alvor dos dias viajados, mas também a partir dos espaços de incógnita que o tempo rasurou.&lt;br /&gt;Nascem pois as conjecturas, associam-se pistas, movimentos e decisões, preenchem-se os espaços em branco com peças talhadas à medida, encastando soluções eventuais na auréola do palpável e do conhecido.&lt;br /&gt;O pragmatismo da história evidência-se em outro aspecto, não menos deslumbrante. A bem dizer tudo o que o tempo volveu é história. Tão importante é, nesses termos, o contributo do aldeão anónimo que arroteou e plantou o pinhal de Leiria, como do monarca Dinis que ordenou as lides a promover e o trabalho a ter em conta.&lt;br /&gt;Em termos factuais ambos professaram um contributo decisivo para alterar o alcance da paisagem natural, humana e social da região na Idade Medieval. A forma como um e outro são recordados depende sobretudo da abordagem que o historiador desenvolve em torno de um acontecimento concreto: a plantação do pinhal de Leiria.&lt;br /&gt;Jose Mattoso, quiçá o maior historiador português, inovou a historiografia portuguesa ao estudar de forma sistemática as relações sociais, os conceitos do quotidiano de uma ou de outra época, as estruturas e os registos de dependência que pontuavam a bem dizer o dia a dia de um determinado conjunto social. A história de Mattoso, a bem dizer, é uma história que não se faz de reis, nem de heróis. Faz-se de gente.&lt;br /&gt;A questão da abordagem e do prisma com que se mergulha no passado mais incumbente se torna, se for tido em conta um outro aspecto:o da especificação do que é estudado. Especificação que não é já sequer uma sectarização da história; que não é o estudo de blocos da história ou das mundividências ao longo do tempo. Não é a história da arte ou da música ou da religião. É mais ainda. É a história dos detalhes do quotidiano, dos objectos, dos gestos e das opções.&lt;br /&gt;O Centro Cultural de Macau teve até há pouco tempo patente uma exposição que ilustra bem uma tal incumbência. A exposição versa sobre a história da indústria dos fósforos no território e apresentava um leque bem conseguido de objectos que abrangiam desde o processo de produção até ao uso banal e quotidiano dos palhetes nas cozinhas e nas esplanadas da cidade, ora para acender o fogão, ora para endomingar o cachimbo de ópio.&lt;br /&gt;Longe de Macau, nas praias apetecidas da ilha de Moçambique, uma prática se tornou corrente de há algum tempo a esta parte. Mulheres e crianças passam os areais a pente fino, com o olhar aguçado das águias, à procura de &lt;a href="http://bijouxbisou.blogspot.com"&gt;missangas, cacos e contas de vidro&lt;/a&gt; que o mar arrasta desde o fundo dos mares e arrasta para a costa. A área, zona maldita para os navegadores renascentistas, serviu de cemitério a incontáveis naus de carreira oriundas das Índias e de outros extremos orientais, carregadas do travo da canela e do açafrão, das sedas e das porcelanas da China, das lacas nipónicas e de um sem fim de outros resgates e tesouros.&lt;br /&gt;As crianças da ilha de Moçambique pescam &lt;a href="http://bijouxbisou.blogspot.com"&gt;missangas &lt;/a&gt;e contas na rebentação das vagas, criam com elas, enfeitam-se, vendem-nas. Cinco séculos passaram, o mundo enfrenta processos mais conscientes de globalização, a canela abunda nos escaparates dos supermercados, a porcelana nos lares de classe média e as missangas, ao que parece continuam a cativar, com simplicidade, o gosto de muitos por esse mundo fora. E, no entanto, muito pouco se sabe sobre a génese, o propósito, o custo e o destino dos pequenos adereços. Seriam, no alvor da saga de quinhentos, objectos de luxo ou as jóias dos pobres? Extravagâncias ou adornos apetecidos?&lt;br /&gt;Julgo, por mim, que o pragmatismo da história (e de qualquer historiador loucamente entusiasta) ja se fazia merecido no que a contas e missangas diz respeito. Talvez não seja o único, até. Duvidam? &lt;a href="http://bijouxbisou.blogspot.com"&gt;Ora vejam lá ....&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-114317561749166170?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/114317561749166170/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=114317561749166170' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114317561749166170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114317561749166170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/03/histria-geral-das-missangas-e-contas.html' title='História Geral das Missangas e Contas Que Tais'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-114111008332508894</id><published>2006-02-28T05:24:00.000Z</published><updated>2006-02-28T07:03:22.683Z</updated><title type='text'>Espanta Espíritos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/Brockeback.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/Brockeback.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fernando Pessoa sabia do que falava quando escreveu que todos os poemas de amor são ridículos. Brockeback Mountain é um filme de amor logo Brockeback Mountain é um filme ridículo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas - e desculpem qualquer coisinha - não é o epifenómeno que vejo por aí anunciado. É uma história de amor. Nem sequer é uma &lt;strong&gt;boa&lt;/strong&gt; história de amor, se tivermos em conta outras tantas que o cinema já produziu (lembro-me por exemplo de "&lt;em&gt;O Paciente Inglês&lt;/em&gt;" ou mesmo de "&lt;em&gt;Legends of The Fall&lt;/em&gt;").&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se muito me não engano, o &lt;em&gt;frisson&lt;/em&gt; em torno do filme rodado por Ang Lee, assenta todo ele na particularidade de relatar uma história de amor vivida (ainda que a intervalos espaçados) por dois homens,&lt;em&gt; cowboys&lt;/em&gt; ainda por cima. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O atestado será para muitos uma bengala de espanto, já que a figura do &lt;em&gt;cowboy&lt;/em&gt; foi desde sempre a do duro: John Wayne, de &lt;em&gt;colt&lt;/em&gt; na mão e de cigarro no canto da boca, Clint Eastwood com a &lt;em&gt;winchester&lt;/em&gt; entalada na sela do cavalo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mais espantoso é, ainda assim, o enternecimento bruto de quem finalmente percebe, depois de assistir &lt;em&gt;em crescendo&lt;/em&gt; a uma história de amor na tela de um qualquer cinema (uma história que até nem é uma boa história de amor) que o sentimento, com toda a teia de afectos, de manifestações e de ridícularias pessoanas a ele inerente, a existir, existe entre seres, nunca entre géneros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De resto, Brockeback Mountain é um filme onde se cospe muito. Onde se bebe, se fuma e se pragueja mais ainda. Um filme onde muito másculamente se transportam ovelhas ao cachaço e se derrubam veados (verdadeiros e na acepção primogénita do termo) com um único tiro. Um filme onde se fala muito de pesca e não se pesca mesmo nada. Um filme que ( como "&lt;em&gt;Million Dollar Baby&lt;/em&gt;", o vencedor do ano passado) mostra uma outra América que existe, mais expressiva até que aquela que nos chega a casa todos os dias pelo pequeno ecrã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De resto, o mérito maior, no que à crítica cinematográfica diz respeito, recai mesmo sobre a fotografia (mais até que na interpretação de um ou de outro dos actores). No que ao resto diz respeito, não se pode usurpar a Brockeback Mountain o feito nele mais vincado, o de funcionar como uma espécie de espanta-espíritos contra anacronismos e pudores d'ontem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Brockeback Mountain"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; reune oito nomeações para os oscars, entre as quais a nomeação para melhor filme, para melhor realizador, para melhor actor principal e para melhor actor secundário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-114111008332508894?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/114111008332508894/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=114111008332508894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114111008332508894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114111008332508894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/02/espanta-espritos.html' title='Espanta Espíritos'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-114014200330351684</id><published>2006-02-17T01:45:00.000Z</published><updated>2006-02-17T02:06:43.373Z</updated><title type='text'>Doci, Doci...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/lilaugra.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/lilaugra.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desde ontem que também moro por&lt;a href="http://doci-papiacam.blogspot.com"&gt; aqui&lt;/a&gt;. Em muito boa companhia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-114014200330351684?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/114014200330351684/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=114014200330351684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114014200330351684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/114014200330351684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/02/doci-doci.html' title='Doci, Doci...'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113999158227454496</id><published>2006-02-15T08:13:00.000Z</published><updated>2006-02-15T08:19:42.286Z</updated><title type='text'>China Insight (I)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/IMGP1204.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/IMGP1204.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pavilhão de Tengwang, Nanchang, Província de Jiangxi&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113999158227454496?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113999158227454496/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113999158227454496' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113999158227454496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113999158227454496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/02/china-insight-i.html' title='China Insight (I)'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113998636724862340</id><published>2006-02-15T06:42:00.000Z</published><updated>2006-02-15T06:53:34.126Z</updated><title type='text'>Cartoons e Encruzilhadas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/76.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/76.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não gosto do desdém &lt;a href="http://origemdasespecies.blogspot.com/2006/02/sensatez.html"&gt;com que algumas pessoas falam ou escrevem sobre o conservadorismo &lt;/a&gt;de outras pessoas. Quase todo o conservadorismo é visto como bafiento, outro mesmo como atraso e não raras vezes a caricatura que se faz de quem o nutre, rasa ou o estatuto do coitadinho ou o preceito do retardado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De certa forma, a crise dos &lt;em&gt;cartoons &lt;/em&gt;que, de há algum tempo a esta parte, tem vindo a inflamar as relações ocidente - mundo islâmico e o debate de opiniões na própria Europa tem tido o ónus de descobrir essa e outras carecas: a de uma presumível falibilidade nos preceitos de tolerância que políticos, intelectuais e outros que tais querem para a Europa.&lt;br /&gt;Porque a crise dos &lt;em&gt;cartoons&lt;/em&gt; tem demonstrado que o princípio da tolerância pelo qual se regem os tolerantes, tolera tudo menos quem não tolera. Ou melhor, quem compreende. Quem compreende a fúria islâmica, mas principalmente quem teme, quem se amedronta e quem pensa que a liberdade de expressão que é, de facto, um &lt;em&gt;bouquet&lt;/em&gt; bonito, sendo que não se sabe bem de que flores.&lt;br /&gt;Passo a explicar. Costumo embirrar um bocado com a natureza das ideias. Feitas prática são uma qualquer outra coisa que não a ideia original (é como se perdessem sola e substância na caminhada longa para a concretização), servem não sei bem que interesses e sacralizam não sei bem que gestos.&lt;br /&gt;De certa forma, na guerra das caricaturas do profeta, parece-me que não é tanto o direito à liberdade de expressão que está em questão, quanto a necessidade de um direito à reacção dentro da tal espaço de polida contenção em que a Europa se tornou: o credo da igualdade de direitos, da igualdade de deveres, da igualdade de oportunidades encobre com alguma agilidade mecanismos de censura e de auto-censura que nos modelam as opiniões, que as aparam, que não deixam que emitamos, em prol da igualdade, juízos ou palavras que possam ferir susceptibilidades.&lt;br /&gt;A natureza de uma tal censura nem é analíticamente nova, nem impossível de ser identificada todos os dias nos jornais, na televisão ou mesmo na produção intelectual que começa a transparecer nos dias de hoje como marca da contemporâneidade. Opera na substituição de conceitos mais espinhosos e menos polidos por metáforas paliativas: é o "&lt;em&gt;negro&lt;/em&gt;" em lugar do "&lt;em&gt;preto&lt;/em&gt;", é a "&lt;em&gt;terceira idade&lt;/em&gt;" em lugar da "&lt;em&gt;velhice&lt;/em&gt;", o "&lt;em&gt;aluno com necessidades educativas especiais&lt;/em&gt;" em vez do calão ou do idiota.&lt;br /&gt;Em prol do oriflame da igualdade, respeitam-se as idiossincrassias do politicamente correcto para que se não machuque a susceptibilidade aos velhos, para que os homossexuais não embandeirem o pavilhão da discriminação, para que a universidade esteja ao alcance de pessoas que não sabem localizar a Dinamarca num mapa, para que as feministas ferrenhas possam ter hoje e sempre a liberdade de se arvorarem contra uma "sociedade profundamente machista."&lt;br /&gt;A mundividência ocidental tornou possíveis sociedades fantasmáticas onde o preceito da igualdade serve sobretudo para legitimar o direito à diferença. E a diferença, não persistam dúvidas, mais que estigmatizar, enriquece.&lt;br /&gt;As liberdades de expressão, de pensamento ou de prática religiosa confirmam o enriquecimento, ao assegurarem sobretudo o direito à discórdia. A própria liberdade de expressão encontra nela uma espécie de fundamento inaugural. Se as sociedades fossem blocos monolíticos e homogéneos em termos dos preceitos do pensamento, a necessidade de se salvaguardar o direito à liberdade de expressão pereceria.&lt;br /&gt;Para além de contribuir para a incineração de algumas embaixadas e para atear uma espécie de bálburdia epistemológica entre os intelectuais da Europa, a crise das caricaturas parece deixar antever a fragilidade do pensamento europeu e a extremada utopia em que redunda. Ao contrário do que durante décadas os europeus foram habituados a pensar, o credo da universalidade dos direitos é perecível porque fraccionário. Cada um condiciona os direitos e as garantias da forma que melhor serve os seus interesses, uns como arma de arremesso, outros como máquina doutrinária.&lt;br /&gt;Dizia Churchill que a democracia é o melhor sistema político de que dispomos. Também no que toca à questão da liberdade de expressão é melhor esta fórmula que nenhuma. Mas os extremismos, aqui, como nas ruas de Ramallah, pouco têm de bom. E por si só, legitimar toda e qualquer manifestação sob o desígnio purificador da liberdade de expressão pode ser tão sórdido como passar uma vida inteira a comer pão sem sal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque a liberdade de expressão (por muito expansiva que possa ser a sua definição) como tem sido praticada aponta para uma ética sem deontologia, para a imposição imponderada como se fosse por si mesma um conjuro que se arremessa quando se faz visível a necessidade de exorcizar este ou outro problema.&lt;br /&gt;Não se trata de discutir limites, antes de apontar caminhos. Se o pensamento ocidental teimar em favorecer a absolutização da liberdade de expressão, dissociando-a de conceitos como o respeito pela diferença ou o bom-senso no que respeita à sua aceitação, o pão continuará sem sal e a tendência continuará a ser a de uma progressão para o vazio, para um limbo em que a dissemelhança, em vez de sinónima de enriquecimento, se torne um factor de instabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A julgar pelo que se lê nos editoriais dos jornais e na blogosfera, a forma como a natureza da liberdade de expressão tem vindo a ser sacralizada aponta para um derradeiro perigo, que é o da substituição de uma moral judaico-cristã, aos olhos de muitos enferrujada e arcaízante, por uma espécie de moralidade laica e libertária, que em última instância assenta num único pressuposto:o do &lt;em&gt;laissez faire&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O perigo reside, pois, na substituição forçada dos príncipios da liberdade de expressão e da sociedade laica por um laicismo arreigado e militante, que pretenda para si o estatuto de religião sem livro, sem templos e sem profetas. Uma religião que se transforme numa hegemonia cultural de minorias para as quais liberdade e falta de respeito pelas crenças e sentimentos religiosos - quaisquer que estes sejam - venham a ser uma e a mesma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113998636724862340?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113998636724862340/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113998636724862340' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113998636724862340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113998636724862340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/02/cartoons-e-encruzilhadas.html' title='Cartoons e Encruzilhadas'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113972073035923718</id><published>2006-02-12T04:58:00.000Z</published><updated>2006-02-12T05:12:23.663Z</updated><title type='text'>Arca de Noé</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/llama.0.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/llama.0.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para dar um tom de maior naturalidade à coisa, este blog conta a partir de hoje com uma bela de uma companhia animal, o &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. À falta de burro, o Prestes-João adoptou um lama. O Sócrates come como o outro, é chico-esperto como o outro e com um bocadinho de jeito e paciência até sou capaz de o ensinar a brincar aos governos (como o outro). Façam lá umas festas ao bicho! Está mesmo aqui ao lado, abaixo dos links e coisas que tais...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113972073035923718?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113972073035923718/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113972073035923718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113972073035923718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113972073035923718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/02/arca-de-no.html' title='Arca de Noé'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113945747228677739</id><published>2006-02-09T03:55:00.000Z</published><updated>2006-02-09T03:57:52.286Z</updated><title type='text'>E a Dinamarca...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/story.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/story.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;... será que também &lt;a href="http://origemdasespecies.blogspot.com"&gt;está solidária convosco&lt;/a&gt;?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113945747228677739?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113945747228677739/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113945747228677739' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113945747228677739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113945747228677739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/02/e-dinamarca_09.html' title='E a Dinamarca...'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113945591126429876</id><published>2006-02-09T03:08:00.000Z</published><updated>2006-02-09T03:31:51.480Z</updated><title type='text'>Às Portas do Reino</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu, que não sou já criança nenhuma, que me mascaro de enfado todas as manhãs e relampejo mau humor pelos olhos, que me penso já um velho (não que a humidade ensarilhe os osso ou que a vista se turve muito) e que começo a agir sem a determinação de um, descobri ontem que há uma parte da infância que perdura: a do fascínio pela descoberta. Vi &lt;/span&gt;&lt;a href="http://adisney.go.com/disneypictures/narnia/index.html"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;este filme &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;e entusiasmei-me (acho que precisava de uma boa dose de fantasia para contrabalançar a ginástica perra dos dias). Descobri depois este &lt;/span&gt;&lt;a href="http://reinodaestupidez.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;outro reino&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;. E foi como se encontrasse o mar todo dentro de um búzio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113945591126429876?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113945591126429876/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113945591126429876' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113945591126429876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113945591126429876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/02/s-portas-do-reino.html' title='Às Portas do Reino'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113923601794425400</id><published>2006-02-06T14:23:00.000Z</published><updated>2006-02-06T15:01:06.446Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sonhei-te estática e ainda assim voavas.&lt;br /&gt;asas de cisne, de anjo ou de gaivota&lt;br /&gt;voando alto, do luar, tu me miravas&lt;br /&gt;e eu desfraldava ilusões em cambalhota;&lt;br /&gt;Assim foi que me encontrei um paladino&lt;br /&gt;do voo raso e pardo das tuas asas&lt;br /&gt;quis para nosso corpo o teu destino&lt;br /&gt;de vagar, sofragando, sobre as casas,&lt;br /&gt;quis que o céu por tua cor fosse meu leito,&lt;br /&gt;esse arco alado e quieto fossem braços&lt;br /&gt;as nuvens se transformassem em teu peito&lt;br /&gt;e no meu peito cambalhotas em estilhaços.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ao meu lado assim quieta e voavas,&lt;br /&gt;compulsões de asa e a tua pele leve rumor&lt;br /&gt;e na carne dos meus lábios semeavas&lt;br /&gt;as primeiras letras da palavra amor.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113923601794425400?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113923601794425400/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113923601794425400' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113923601794425400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113923601794425400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/02/sonhei-te-esttica-e-ainda-assim-voavas.html' title=''/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113921252713249942</id><published>2006-02-06T07:48:00.000Z</published><updated>2006-02-06T07:55:27.150Z</updated><title type='text'>A Judite de Sousa e eu (I)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/Book%20Fair.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/Book%20Fair.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nunca tive nem grande lata nem grande tarimba para a graxa. Sempre que por mote próprio ou por uma qualquer imperatividade tenho que abordar amigos ou quem quer que seja com as manigâncias do elogio, a mansidão saí-me falsa e corada, como se tivesse acabado de impingir, com uma palmadinha nas costas, um falso testemunho ao próprio Deus omnipotente.&lt;br /&gt;Uma vez por outra, e sempre por culpa e estupidez própria, escorrego na imbecilidade de me julgar um Don Juan do elogio e o piropo graxista sai escanzelado e pouco convincente, sempre atracado a um derradeiro sorrisinho incapaz e arrogante. Foi o que aconteceu com a Judite de Sousa.&lt;br /&gt;Maio é, em Coimbra, um mês do diabo para se torrar dinheiro. O primeiro desvio pecaminoso é sempre o do arraial do delírio que é a Queima das Fitas.&lt;br /&gt;Ainda hoje ninguém me consegue demover da ideia de que a existir um purgatório, ele é igual à Queima das Fitas de Coimbra, sem lâbaras de fogo e emanações de enxofre, mas com os sapatões do traje a afundar-se na lama, camaradas etílicos vestidos de batman e tipas&lt;br /&gt;(a quem a cerveja domou a vergonha)&lt;br /&gt;a mijar de côcoras junto ào rio.&lt;br /&gt;O segundo planeta da conjugação da despesa na brisa sorrateira de Maio maduro armava-se de lona, de aluminio, de rebites e parafusos no coração da Praça da Républica, iam as calendas do mês nos seus meandros.&lt;br /&gt;A tenda, que não era dada a circos, a palhaços pobres ou ricos que fossem, a leões escanzelados ou a senhoras de farripa no queixo, não deixava, ainda assim de merecer a localização central que ocupava no âmago da cidade.&lt;br /&gt;Abrigava, primeiro, de uma virada os novos valores da literatura nacional, ladeados pela indiferença que se começava a votar aos valores de sempre, novas e velhas edições, os best-sellers e os que vendiam não tão bem. Depois, durante um período mais parco, os livros davam lugar a esteiras de Montemor, a presépios toscos onde a virgens se assemelhavam a matrioskas russas e a pirilaus das Caldas feitos canecas e jarras e pisa-papéis&lt;br /&gt;(tomates descomunais impedindo o papel vegetal de planar janela fora)&lt;br /&gt;na penumbra de cartazes de plástico onde a autarquia se definia a si mesma como paladina da defesa não só da alma, como da gente.&lt;br /&gt;De forma que em Maio a Praça era para mim um pouso costumeiro, grave era a noite em que por esta ou outra ou est’outra razão não deambulava entre os saramagos e os lobo antunes, a abanar a cabeça em desmazelo pelo numero redondo de edições da nova futriquice das rebelo pinto e a remoer para comigo em sinopses breves de megalomania que num desses anos vindouros&lt;br /&gt;(quanto mais envelheço mais me apercebo do quinhão de futuro que deixei para trás)&lt;br /&gt;também sentaria o cu numa cadeira de vime, abaulada e intermitente em estalidos e gorgeios, com uma planície propilénica e alva pela frente, três ou quatro volumes encavalitados, insuflando um cheiro morno a celulose a um canto do tampo da mesa, uma esferografica inoxcrom&lt;br /&gt;(a caneta do profissional)&lt;br /&gt;a aviar, como se um doutor de estigmas literários se tratasse, assinaturas em jeito de receituário no reverso da capa do tal volume não escrito e não-inscrito, uma mão cheia de criaturas buítreas à espera de um julgamento avisado,&lt;br /&gt;(“para a pequena eneida, que este livro possa conduzir a novas navegações”)&lt;br /&gt;a desfazerem-se em louvores ao pragmatismo da escrita antes mesmo de folheadas as primeiras páginas e de debulhados os humores das personagens e a concluirem de lábio retorcido, como se houvessem escutado as palavras a um papagaio,&lt;br /&gt;- Muito bonita a sua escrita, senhor gonçalo&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;- Fenomenal, senhor luís peixoto&lt;br /&gt;e eu, ao mesmo tempo, contente e arrabiado por lamber como melaço o mérito por livros que não escrevi e fulo das entranhas por me terem baptizado de novo com nomes outros que não o meu, a mastigar para mim mesmo, ainda que em sinopses breves de megalomania, que razão têm os velhos&lt;br /&gt;(mais vale foder um “home”, do que lhe trocar o nome)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113921252713249942?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113921252713249942/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113921252713249942' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113921252713249942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113921252713249942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/02/judite-de-sousa-e-eu-i.html' title='A Judite de Sousa e eu (I)'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113877515939945785</id><published>2006-02-01T06:13:00.000Z</published><updated>2006-02-01T06:33:14.320Z</updated><title type='text'>Negócios da China ...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/preseasonbeijing.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/preseasonbeijing.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;.... até no futebol, com o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.realmadrid.com/portada_eng.htm"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Real Madrid&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;a investir cem milhões de &lt;em&gt;yuan&lt;/em&gt; no &lt;strong&gt;Beijing Guo’an&lt;/strong&gt;.  A quantia permite ao clube espanhol adquirir dez por cento dos activos do clube chinês e penetrar no mercado mais vasto do planeta.&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;Sheffield United&lt;/strong&gt; seguiu as pisadas do gigante espanhol e concretizou uma negociata ainda mais rotunda ao &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.chinadaily.com.cn/english/doc/2006-01/12/content_511716.htm"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;comprar noventa por cento do Chengdu Five Bulls&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, clube que milita este ano na segunda divisão do futebol chinês.&lt;br /&gt;O futebol, que por estes lados ainda tem a pujança quase estóica dos jogos entre solteiros e casados das terriolas do norte (de Cipango nao é, de Portugal, claro), joga-se na China muito mais fora das quatro linhas que dentro do rectângulo de jogo.&lt;br /&gt;O merchandising é no Império do Meio um negócio sério, o futebol um garante de audiências elevadas para as televisões da China, de Hong Kong e de territórios afins e a oferta é tao variada que até a série B italiana é possivel acompanhar com requintes de exclusividade.&lt;br /&gt;E depois – mesmo sendo tanta a distância -  há o futebol como &lt;em&gt;star system&lt;/em&gt;, com os mesmos contornos de fanatismo, admiração e dependência que existe às portas de Anfield Road ou do Camp Nou e ainda que um Real Madrid-Barcelona se nao anuncie para tão depressa, é encontra-los, aos Beckham’s, aos Ronaldos e aos Eto’os, de olhos franzinos e rasgados, de &lt;em&gt;maillot&lt;/em&gt; em riste, fintando hordas de turistas no Largo do Senado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113877515939945785?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113877515939945785/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113877515939945785' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113877515939945785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113877515939945785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/02/negcios-da-china.html' title='Negócios da China ...'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113843197748579259</id><published>2006-01-28T06:55:00.000Z</published><updated>2006-01-28T07:06:49.040Z</updated><title type='text'>Mau Senso, Mau Gosto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.bonsaikitten.com"&gt;Esta página&lt;/a&gt;. Mesmo que se diga que é um "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;hoax&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;", um dos mitos urbanos que o poder da &lt;em&gt;wide web &lt;/em&gt;espalhou pelo imaginário internaútico, a natureza repulsiva da originalidade da ideia merece que quem a criou (seja ou não um sofisma, o seu propósito e conteúdo) tenha, por &lt;a href="http://www.bonsaikitten.com/gray.html"&gt;sugestão própria&lt;/a&gt;, o cu lacrado a supercola.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113843197748579259?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113843197748579259/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113843197748579259' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113843197748579259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113843197748579259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/01/mau-senso-mau-gosto.html' title='Mau Senso, Mau Gosto'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113817914981022809</id><published>2006-01-25T08:24:00.000Z</published><updated>2006-01-25T09:40:30.413Z</updated><title type='text'>O último diplomata...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/Roque.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/Roque.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Imagino que Roque Choi nunca tivesse desejado para si a glória devida a quem por momentos tem por seu o trabalho das parcas e joga, numa mesa rasa e mal iluminada, o destino de um território.&lt;br /&gt;Se as nações inspiram dignidade, Portugal deve a Roque Choi a dignidade que lhe resta no que respeita à turbulência dos derradeiros dias da sua história expansionista e colonial.&lt;br /&gt;Macau, deve-lhe, por sua vez a história e o estatuto que tem. Talvez os casinos, os néons e o propalado desenvolvimento.&lt;br /&gt;Sem que o sangue português fosse em Roque Choi pretexto ou arma de arremesso, Portugal tem no antigo secretário de Ho Yin um dos melhores diplomatas da sua história recente.&lt;br /&gt;Um diplomata por exigência das circunstâncias e pelo rumar da história, mas um diplomata. Terá evitado - nunca se saberá bem ao certo até que ponto - que o fim da presença portuguesa em Macau se houvesse tecido da mesma forma abrupta com que se talhou o adeus de Portugal a Goa.&lt;br /&gt;A Macau, evitou o frémito e a voracidade de uma integração forçada numa China que vivia com furor os anos da Revolução Cultural, do renascimento pela morte e pela destruição. Roque Choi foi um dos homens, que, numa ponte de bambu, não deixou que o tufão Mao passasse. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Não que fosse má, a passagem. Não que fosse boa. Teria sido apenas diferente. E é pelo diferente que não teve lugar à existência que o Prestes-João se junta ao &lt;/span&gt;&lt;a href="http://sinico.blogspot.com"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Sínico&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt; na homenagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113817914981022809?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113817914981022809/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113817914981022809' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113817914981022809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113817914981022809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/01/o-ltimo-diplomata.html' title='O último diplomata...'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113817332916297909</id><published>2006-01-25T07:11:00.000Z</published><updated>2006-01-25T07:15:29.176Z</updated><title type='text'>Kung Hei Fat Choi...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/2005DragonResting.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/2005DragonResting.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;... ou que o Ano do Cão carregue na sombra a Felicidade, a Fortuna e a Longevidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113817332916297909?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113817332916297909/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113817332916297909' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113817332916297909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113817332916297909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/01/kung-hei-fat-choi.html' title='Kung Hei Fat Choi...'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113817258449249701</id><published>2006-01-25T06:02:00.000Z</published><updated>2006-01-25T07:03:04.563Z</updated><title type='text'>Os cheques e os fundos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A julgar pelo que se lê amíude nos &lt;a href="http://www.elpais.es/articulo/elpdompor/20060122elpdmgpor_1/Tes/portada/Portugal/busca/salvador"&gt;jornais&lt;/a&gt; e na &lt;a href="http://origemdasespecies.blogspot.com/2006/01/cheques-sin-fondos.html"&gt;blogosfera&lt;/a&gt;, o anacrónico estado que os portugueses parecem inculcar a Portugal em pouco se distancia do estado de moribunda vivacidade que se descobre nos doentes terminais reduzidos às camas de hospital. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portugal - construção ideária longe de se apresentar como ideal - é o tal cadáver adiado. Não procria, respira, serpenteia os bogalhos lacrimosos dos olhos a tempo espaçado, arqueja, morre, vive, morre. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eis Portugal em auto-análise nos comentários em sinédoque feitos no rodapé dos jornais de fora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para além de moribundo, ao que parece, o país é suicida. Porque o país somos todos. E uma parte considerável faz questão e alarde de se penitenciar aos olhos dos outros, à procura de um socorro improvável. Faz questão de rezar em primeira pessoa do plural, como se o país, todinho, todinho, apanhasse o avião para o Brasil e Punta Cana a expensas dos créditos bancários e deixasse as florestas ao flagelo dos fogos e os velhos prostrados ao esquecimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O invulgar nas borras das amargas análises feitas nas montras jornalísticas alheias é a omnisciência com que os diagnósticos são traçados. Dir-se-ia que há uma morte doce consentida a moer os resquícios do que em Portugal ainda não adoeceu. A acreditar na primeira pessoa do plural que infesta a "&lt;em&gt;saga de todos nós&lt;/em&gt;" exponenciada em crónicas e comentários, a patologia que mina e rumina os humores de Portugal está por todos identificada, como estão também os sintomas, as causas e os custos. Se assim é, porque razão não saltam da  cartilha médica de tão insígnes doutores dois dedos que sejam de soluções? Ou será que em tais eminências os dedos existem apenas para disparar?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113817258449249701?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113817258449249701/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113817258449249701' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113817258449249701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113817258449249701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/01/os-cheques-e-os-fundos.html' title='Os cheques e os fundos'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113721997657250904</id><published>2006-01-14T06:22:00.000Z</published><updated>2006-01-14T06:29:29.843Z</updated><title type='text'>Assi sã Macau</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;“...Crueldade que me faz lembrar o que recentemente ouvi de fonte segura, mas que não consigo agora precisar se ainda hoje é prática corrente. Contaram-me, pois, que algumas meninas de um dos clubes nocturnos do Jai Alai retiram da rata (desculpem se a diplomacia nunca foi o meu forte), em pleno show, passarinhos vivos amarrados nas patinhas por um cordel.&lt;br /&gt;Que metam e retirem do que é seu uma banana (qualquer que ela seja, que embora não pareça, sou um grande liberal) e a disparem como se de um projéctil se tratasse, tudo bem, desde que ninguém saia ferido durante o exercício!&lt;br /&gt;Tratam-se de opções próprias da escravidão, condicionadas pela dificuldade da vida e pelo poder da máfia e do dinheiro, que ninguém faz isso por gosto e muito menos com público!&lt;br /&gt;Agora, sacarem de lá animais vivos amarrados por um cordel a baterem as asinhas contentes de alívio, por terem saído da escuridão ou se afastado de algum mau cheiro, é simplesmente crueldade. Crueldade para com os passarinhos e, naturalmente, para com as passaronas! E um atentado à saúde pública, que essas ratas não devem ser propriamente virgens e os animais, coitados, podem não se segurar por muito tempo&lt;/span&gt;.”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Albano Martins, in "Ratas e Ganhos e Perdas", Jornal "&lt;a href="http://www.jtm.com.mo/news/intro/edicoesant_back.htm"&gt;Tribuna de Macau&lt;/a&gt;" de 13-01-2006&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113721997657250904?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113721997657250904/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113721997657250904' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113721997657250904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113721997657250904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/01/assi-s-macau.html' title='Assi sã Macau'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113669440812832268</id><published>2006-01-08T04:07:00.000Z</published><updated>2006-01-08T04:26:48.163Z</updated><title type='text'>Sex (or love still to come)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/freundinnen.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/200/freundinnen.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The longest yard, the longest run&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A drop of wine, a crest of fun&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Your hand, your skin&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;My loss, my sin&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The longest yard, the longest hour&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Your eyes, your light, so sweet, so sour&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A drop of wine, the salt of sea&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The breath you're taking all out of me&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Your hand, your act, the game we play&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Emptying me smothly, making me stay&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Where life can't have, where life can't be&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Shall we just do it?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Or wait and see?&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113669440812832268?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113669440812832268/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113669440812832268' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113669440812832268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113669440812832268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/01/sex-or-love-still-to-come.html' title='Sex (or love still to come)'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113660772217905331</id><published>2006-01-07T03:45:00.000Z</published><updated>2006-01-07T04:27:18.853Z</updated><title type='text'>Livros das Américas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/hum.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/hum.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As novas que me chegaram &lt;a href="http://www.bookbrowse.com/reviews/index.cfm?book_number=1608"&gt;deste livro &lt;/a&gt;e do seu autor - &lt;a href="http://www.luisurrea.com/"&gt;Luis Alberto Urrea &lt;/a&gt;- foram suficientemente convincentes para transformar curiosidade em compra. Da narrativa, sabia apenas que orbita em torno do relato da vida de &lt;a href="http://www.tsha.utexas.edu/handbook/online/articles/UU/fur4.html"&gt;Teresa Urrea&lt;/a&gt;, familiar um tanto ou quanto afastada do escritor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A julgar pela memória que a história guarda da "santa de Sinaloa" e do caldeirão político que o México constituía no início do século XX, Luis Alberto Urrea tem no relato da vida da sua tia-avó pano para um romance com mil Américas espraiadas: a dos revolucionários, a dos proprietários &lt;em&gt;yoris &lt;/em&gt;(palavra que, em contraposição com&lt;em&gt; yoremes&lt;/em&gt;, designa os fazendeiros brancos e de um modo geral o poder nas mãos dos brancos), a dos índios, a dos &lt;em&gt;yoremes&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um livro a ler com atenção, não fosse Luis Alberto Urrea equiparado por não poucos ao sumo pontífice das letras das américas, o grande &lt;a href="http://www.themodernword.com/gabo/"&gt;Gabo&lt;/a&gt;. A ver vamos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;NB: Outra sinopse biográfica de Teresa Urrea, com bónus fotográfico. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.azhumanities.org/speakers3.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aqui&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113660772217905331?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113660772217905331/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113660772217905331' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113660772217905331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113660772217905331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/01/livros-das-amricas.html' title='Livros das Américas'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113635166356057088</id><published>2006-01-04T05:12:00.000Z</published><updated>2006-01-04T05:19:15.990Z</updated><title type='text'>O Afonso</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/bife.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/bife.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No catálogo da estiva gastronómica de Macau, o Afonso III reivindica, com mérito e paladar, lugar de emberbigado destaque. Como não há pantagruel que se não faça desejado sem os vapores das travessas e o consentimento dos comensais, a fama do Afonso III toma raíz na revivificação dos sabores de Portugal de uma forma única no território.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;À mesa do Afonso não crepita o fogo da saudade, que sempre se faz farta de paladar, a refeição. De tão farta, o tempo sobeja miúdo para os prazeres do repasto, um bife à "marrare", a posta marinada e engolida por bogalhos de pimenta em grão, acidulando o nervo e a fibra da posta messiânica, eivando o estômago de uma fraqueza augada, de uma gula sem melindre.&lt;br /&gt;Espacialmente atascado, as ambiências do restaurante não se dão a manigâncias. Não é sítio onde as pungências do socialmente correcto se façam coercivas e onde a coxa de frango não se erga do raso do prato com a mão ou o a garrafa se dê a uma extinção súbita nos copos diluviados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Não é também, para sossego de quem assim preza as estâncias da mesa (a meio caminho entre os&lt;em&gt; tapaderos&lt;/em&gt;, os &lt;em&gt;chiringuitos&lt;/em&gt;, as casas de pasto e o requinte dos restaurantes da moda), uma tasca como a portugalidade a desenha: com charcos de vinhaça desmaculando as toalhas da mesa, papel mata-borrão a servir de máquina registadora, a omnipresença dos bolos de bacalhau, das pataniscas, das iscas de cebolada.&lt;br /&gt;O Afonso é, pois, tasca com alma de visconde. Lugar de anto onde o requinte se faz bruto no que mais importa: os negócios do paladar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113635166356057088?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113635166356057088/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113635166356057088' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113635166356057088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113635166356057088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/01/o-afonso.html' title='O Afonso'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113634705513200140</id><published>2006-01-04T03:46:00.000Z</published><updated>2006-01-04T03:58:20.860Z</updated><title type='text'>Ponto Mundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O &lt;a href="http://ciberjornalismo.com/pontomedia/"&gt;Ponto Média&lt;/a&gt;, um dos redutos pioneiros da blogosfera portuguesa, atingiu um destes dias a provecta idade de cinco anos. Provecta mas não vetusta. O trabalho que António Granado desenvolve todos os dias parcas vezes se afasta da natureza do que é um serviço público redimensionado à escala dos media e da comunicação social. Um percursor, um visionista, uma instituição, o &lt;a href="http://ciberjornalismo.com/pontomedia/"&gt;Ponto Média &lt;/a&gt;é, de facto, um blog que acrescenta, dia-a-dia, todos os dias. Parabéns Granado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113634705513200140?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113634705513200140/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113634705513200140' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113634705513200140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113634705513200140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/01/ponto-mundo.html' title='Ponto Mundo'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113620157221251214</id><published>2006-01-02T05:04:00.000Z</published><updated>2006-01-02T11:36:36.226Z</updated><title type='text'>Die Liebe in Gedanken</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se a fama ou o sucesso se pudessem derimir numa equação matemática, o bom momento do cinema europeu poder-se-ia explicar facilmente pelo sucesso de uma geração de actores do Velho Continente com créditos firmados na sétima arte e facilmente reconhecíveis nos ecrãs das salas de cinema da Europa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A versatilidade e a amplitude do sucesso teriam um expoente na proporcionalidade de rostos reconhecíveis de filme para filme, de papéis assinalados como magníficos, de enredos supramedianos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Daniel Bruhl (&lt;em&gt;Good Bye Lenin&lt;/em&gt;!) é apenas um dos nomes maiores entre uma legião que integra ícones do cinema europeu como sejam Javier Bardem (&lt;em&gt;Mar Adentro&lt;/em&gt;), Audrey Tatou (&lt;em&gt;Les Fabuleux Destins d'Amélie Poulain&lt;/em&gt;), Ludivine Sagnier (&lt;em&gt;Swimming Pool&lt;/em&gt;), Emmanuelle Béart (&lt;em&gt;Huit Femmes&lt;/em&gt;), Mathieu Kassovitz (&lt;em&gt;La Haine&lt;/em&gt;), August Diehl (&lt;em&gt;Der Neunte Tag&lt;/em&gt;) ou Asia Argento (&lt;em&gt;Viola Bacia Tutti&lt;/em&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitos outros haveria a juntar à lista (acrescentar, talvez, o nome do português Nuno Lopes, pelo louvado desempenho em &lt;em&gt;Alice &lt;/em&gt;ou o de alguns actores de longa carreira já aclamados), mas para o efeito, o percurso de Daniel Bruhl, jovem actor alemão nascido em Barcelona de mãe espanhola e de pai germânico, basta e sobeja para determinar um exemplo e um caminho para a sétima arte com assinatura europeia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bruhl, que está de regresso às salas portuguesas com &lt;em&gt;Joyeux Noel, &lt;/em&gt;fez-se conhecido do público europeu com &lt;em&gt;Good Bye Lenin!&lt;/em&gt; , o marco miliário de Wolfgang Becker que recuperou o cinema alemão para os catálogos da popularidade cinéfila.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De certa forma, Becker instituiu, com &lt;em&gt;Good Bye Lenin! &lt;/em&gt;a visibilidade de uma alternativa ao experimentalismo de Wim Wenders e aos ambientes fantasmáticos de FW Murnau e de Josef von Stenberg, medianizando a filmografia alemã, tornando-a macia e apelativa ao vulgar entusiasta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Daniel Bruhl foi um dos instrumentos dessa medianização. E se em &lt;em&gt;Good Bye Lenin! &lt;/em&gt;o jovem actor ascendeu a um nível de reconhecimento quase &lt;em&gt;hollywoodesco&lt;/em&gt;, em &lt;strong&gt;Liebe in Gedanken&lt;/strong&gt;, de Achim Von Borries,&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;Bruhl atinge o clímax numa performance densa, marcada por uma violência emocional que ultrapassa a linha condutora do filme como se de uma brisa se tratasse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Anárquicos, pessoanos, visionistas. Guenther e Paul são dois jovens estudantes que se convencem que a vida deve ser vivida de acordo com a sua própria intensidade, no limite, sem regras e conveniências.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que vale para a vida vale para o amor. O destino faz-se sombra num fim-de-semana gasto numa casa de campo, na companhia de Hilde (&lt;em&gt;Anne Marie Muhe&lt;/em&gt;), irmã de Guenther. O fascínio de Paul por Hilde é instantâneo, mas há um motor de modernidade e de inconformismo à flor da pele da jovem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hilde, amante secreta do antigo amante do irmão, abre as portas à tragédia. Hans, o amante repartido, precipita-a ao aparecer numa festa privada organizada por Guenther para um grupo de amigos. Fora de controle e inebriados por absinto, por álcool brando e por drogas, os quatro protagonistas caminham a passos largos para um destino trágico: o culminar da vida, o culminar do amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Violento e cáustico, &lt;em&gt;Liebe in Gedanken &lt;/em&gt;não deixa de ser um filme sobre o quanto de amor se faz vida. Duros, implacáveis, devoradores, os oitenta e oito minutos da película colocam o espectador num estado de branda lucidez, com os braços abertos para um precípicio que apetece enrodilhar, sentir fluir por entre os dedos. Torrencial. Como o amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113620157221251214?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113620157221251214/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113620157221251214' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113620157221251214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113620157221251214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2006/01/die-liebe-in-gedanken.html' title='Die Liebe in Gedanken'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113600789068652567</id><published>2005-12-31T05:44:00.000Z</published><updated>2005-12-31T05:44:50.686Z</updated><title type='text'>Em leitura ...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/tn_josesaramago.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/tn_josesaramago.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113600789068652567?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113600789068652567/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113600789068652567' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113600789068652567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113600789068652567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/12/em-leitura_31.html' title='Em leitura ...'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113567602499323013</id><published>2005-12-27T09:29:00.000Z</published><updated>2005-12-27T09:47:46.253Z</updated><title type='text'>O Museu da Notícia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/newseum.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/newseum.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;À distância dos cliques que se queiram, as primeiras páginas dos principais diários do mundo e de outros que não o são tanto. Uma espécie de prontuário de referência para quem vive no mundo como numa aldeia. &lt;a href="http://www.newseum.org/todaysfrontpages/flash/"&gt;Aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113567602499323013?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113567602499323013/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113567602499323013' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113567602499323013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113567602499323013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/12/o-museu-da-notcia.html' title='O Museu da Notícia'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113567447189546561</id><published>2005-12-27T08:55:00.000Z</published><updated>2005-12-27T09:08:58.830Z</updated><title type='text'>Bergoglio, o opositor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma investigação do jornal brasileiro &lt;em&gt;O Globo &lt;/em&gt;revela alguns dos segredos do conclave de Abril último. Ao que parece, o grande opositor de Ratzinger na corrida à cadeira de São Pedro não terá sido Carlo Maria Martini mas o argentino Jorge Mário Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A informação terá sido veículada por um dos quatro cardeais brasileiros presentes no conclave que elegeu Bento XVI. O cardeal mistério atribui uma grande responsabilidade à Opus Dei na eleição de Ratzinger. A investigação é da responsabilidade do jornalista Gerson Camarotti, do diário brasileiro &lt;em&gt;O Globo &lt;/em&gt;mas  o cerne da informação pode também ser encontrado &lt;a href="http://www.elpais.es/articulo/elpporsoc/20051227elpepisoc_5/Tes"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113567447189546561?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113567447189546561/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113567447189546561' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113567447189546561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113567447189546561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/12/bergoglio-o-opositor.html' title='Bergoglio, o opositor'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113548682038654143</id><published>2005-12-25T04:56:00.000Z</published><updated>2005-12-25T05:00:20.396Z</updated><title type='text'>Porque apetece humildade</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/presepio.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/presepio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113548682038654143?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113548682038654143/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113548682038654143' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113548682038654143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113548682038654143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/12/porque-apetece-humildade.html' title='Porque apetece humildade'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113541872344095434</id><published>2005-12-24T09:15:00.000Z</published><updated>2005-12-24T10:06:44.283Z</updated><title type='text'>Nostalgia Maior</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O azevinho, a aletria, o bacalhau, a lareira. A noite erigida pela noite fora, o frio cuspindo coriscos contra a vidraça, a mesa farta, um abraço que se faz estreito, a madrugada devota e necessária. A rotina apetecida, a toalha a estrear, a noite que eu queria. Uma noite imensa em paz. Votos deste, de longe, um bom Natal, do Oriente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113541872344095434?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113541872344095434/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113541872344095434' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113541872344095434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113541872344095434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/12/nostalgia-maior.html' title='Nostalgia Maior'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113437469669604506</id><published>2005-12-12T04:29:00.000Z</published><updated>2005-12-12T08:04:56.746Z</updated><title type='text'>A penumbra</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/arvore.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/arvore.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois da Ota, o TGV. Os governos socialistas têm o condão magnífico de criar para Portugal falsas prioridades, de impôr necessidades a quem nunca soube almejar muito ou, no mínimo, com muita consciência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se infraestruturas como as da Ota ou do comboio de alta velocidade fossem de facto prioritárias e necessárias ao desenvolvimento de Portugal (figura quase quixotesca, esta do desenvolvimento, que se procura há mais tempo que aquele de que dispõe a memória) a atitude do governo socialista de propulsionar tais projectos num momento tão improfícuo da identidade do país seria, de certa forma, ousada mas também - porque não dizê-lo? - meritória.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como "os grandes projectos" parecem joeirar uma nuvem de críticas (algumas bastante surpreendentes, já que oriundas de sectores conservadores, com interesses estabelecidos) e de reticências sobre a viabilidade de tais apostas, a ousadia embrutesce e transforma-se torrencialmente em abuso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abuso democrático, mas sobretudo abuso de confiança de uma entidade política com um ascendente considerável sobre os portugueses, tanto quando detém o poder de decisão como quando o crítica e o confronta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abuso de confiança porque, quando o eleitorado português colocou o Partido Socialista no poder, o mínimo que seria passível de se esperar seria uma vontade sincera de alterar as coisas, de mudar para melhor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O governo de Sócrates encheu-se de boas intenções e perdeu-as em menos de um fôlego. Recupera agora os preceitos nefelibatas do agir e do pensar dos executivos socialistas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é necessário, nesse sentido, forçar a memória para perceber que as linhas de pensamento da orientação governativa socialista se coadunam menos com o bem estar dos portugueses, do que com os interesses de certos grupos e entidades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou para realizar que a acção dos governantes socialistas vive embebida de um certo carácter nefelibata e esdrúxulo, em que a opacidade dá a tónica para tudo o resto: o abuso de confiança, o abuso democrático, o abuso de poder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As "negociatas" que o Partido Socialista impõe ao Estado sempre que assume a rédea do poder primam pelo despudor de já nem sequer se fazerem na sombra. Conservam-se antes e progridem numa penumbra que nem esconde por completo o clientelismo alimentado, nem afasta de todo a possibilidade de uma ascenção engendrada aos pressupostos da legitimidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim parece ter sido com a Ota. Sócrates juntou ministros e apaniguados com fidalgos de casa mourisca e aprestou-se a dizer ao país o poço de benefícios que traz a localização do novo aeroporto. Só não desmentiu os outeiros e as colinas das Ota porque, esses, infelizmente (Que maçada!) estão à vista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma tal penumbra é tanto mais grave quanto a consciência de que as decisões tomadas traem os interesses dos portugueses a favor de não se sabe bem quem, ainda que existam figuras que acordam de uma letargia sebastiânica sempre que os socialistas agarram o poder. Uma é o empresário cabo-verdeano Ferro Ribeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sempre que o Partido Socialista ocupa a cadeira de S. Bento, Ribeiro - condestável socialista - emerge de alguma esquina do pântano do esquecimento com vigor renovado e projectos e desafios, apadrinhado sempre pelo antigo presidente da Assembleia da Répública, Almeida Santos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ferro Ribeiro é exímio em movimentar-se na penumbra, em emergir dos escolhos e re-inventar negociatas e necessidades. Emerge, agora de novo, com a benção socialista, no propalado arranjo entre a TAP e a Geocapital, de Stanley Ho, tendo como presa a Varig e, temo, uma vez mais, a inércia dos portugueses.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113437469669604506?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113437469669604506/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113437469669604506' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113437469669604506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113437469669604506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/12/penumbra.html' title='A penumbra'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113341511064102347</id><published>2005-12-01T05:30:00.000Z</published><updated>2005-12-01T05:31:50.640Z</updated><title type='text'>Ligações</title><content type='html'>Remodelações na coluna ao lado. Alguns acrescentos, algumas desistências.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113341511064102347?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113341511064102347/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113341511064102347' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113341511064102347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113341511064102347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/12/ligaes.html' title='Ligações'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113316641299283857</id><published>2005-11-28T08:12:00.000Z</published><updated>2005-11-28T08:26:54.020Z</updated><title type='text'>Os descrentes e a montanha 3</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vasco Pulido Valente sobre a proibição da ordenação de homossexuais decretada pela hierarquia da Igreja. Ir ao que interessa sem os pruridos enfadonhos da correcta politiquice:         &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;"&lt;em&gt;A Igreja, se goza ainda de certos previlégios, já não domina a política e a&lt;br /&gt;sociedade em Portugal. O que ela aprova ou desaprova já não domina a política e&lt;br /&gt;a sociedade em Portugal. O que ela aprova ou desaprova já não determina ou&lt;br /&gt;influencia ninguém, ou quase ninguém. É uma entidade privada, com a sua lei e os&lt;br /&gt;seus fiéis, que aceitou cordatamente "o semiliberalismo" do regime e não&lt;br /&gt;incomoda ou se não tenta impor ao cidadão comum. Claro que defende, como deve, a&lt;br /&gt;sua doutrina, usando de resto de um direito universal. Seria estranho que não&lt;br /&gt;defendesse. E não se percebe por que razão isso ofende, ou irrita, quem não é&lt;br /&gt;católico. Se a Igreja se recusa a ordenar homossexuais, pior para ela. Que&lt;br /&gt;homossexual precisa de uma Igreja que o condena e o humilha?"&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113316641299283857?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113316641299283857/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113316641299283857' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113316641299283857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113316641299283857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/11/os-descrentes-e-montanha-3.html' title='Os descrentes e a montanha 3'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113316446198436721</id><published>2005-11-28T07:09:00.000Z</published><updated>2005-11-28T07:59:44.840Z</updated><title type='text'>Nostalgia Nr 3 (A neve)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/DSC00377.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/200/DSC00377.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dedos carnalmente rosa. Uma orelha sanguínea, vermelho brasa no frio raso da manhã. Um contrasenso, um semáforo no meio do branco que a noite derramou. À noite, a noite. O frágil esvoaçar dos flocos abafa o latido dos cães, adormece a própria madrugada, silencia os pássaros. Há a ausência e a plenitude pela manhã, o vento que rasga a quietude, o nevão que amaina, o branco que abraça árvores, telhados, o fundo do horizonte, as serras veladas, uma utopia fria, monocromática, grávida de delicadeza. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas ruas, o registo dos passos, o vestígio geométrico do calçado, os que subiram a rua, os que a desceram, as intenções despidas de um corpo e o frio, sempre o frio, apetecido porque condimenta o branco espartilhado pela imensidão, faz da lareira a companheira imprescindível do montanhês.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo o resto, depois. Homens efémeros, teratológicos, que despontam na beira da estrada, declives, barrancos, caminhos que se transformam, a roupa transformada por uma epifania húmida, sem água que escorra e que corra, o ensopado mastigado das toalhas depois do banho. Neva por &lt;a href="http://www.cm-arouca.pt/portal/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;amp;amp;amp;amp;id=14&amp;amp;Itemid=144"&gt;aqui.&lt;/a&gt; E eu tão longe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113316446198436721?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113316446198436721/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113316446198436721' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113316446198436721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113316446198436721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/11/nostalgia-nr-3-neve.html' title='Nostalgia Nr 3 (A neve)'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113315642890999049</id><published>2005-11-28T05:38:00.000Z</published><updated>2005-11-28T05:40:28.923Z</updated><title type='text'>De pequenino ...</title><content type='html'>&lt;a href="http://portugues.tdm.com.mo/index.phtml"&gt;A terceira história&lt;/a&gt;. Pequenos bons exemplos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113315642890999049?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113315642890999049/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113315642890999049' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113315642890999049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113315642890999049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/11/de-pequenino.html' title='De pequenino ...'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113315387114479044</id><published>2005-11-28T04:43:00.000Z</published><updated>2005-11-28T04:58:19.280Z</updated><title type='text'>Entropia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Europa em discussão durante o dia de hoje no &lt;a href="http://www.ipm.edu.mo/mpi/portuguese/p_index.html"&gt;Intituto Politécnico de Macau&lt;/a&gt;. Primeira metade da primeira sessão e um ligeiro eurocepticismo que, temo, possa ganhar raízes. Debate-se a dinâmica da cooperação entre a União Europeia e a China, a tónica colocada sempre nos "&lt;em&gt;global issues&lt;/em&gt;", as questões globais a que se não pode fugir, a macrocefalia económica, a procura de novos mercados e de mão de obra mais competitiva. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O maior ganho no fim é o dos consumidores, eis o argumento final. Os consumidores que poderão encontrar no mercado produtos a preços mais baixos, maior concorrência, maior qualidade. Temo - e daí o eurocepticismo crescente - é que as estratégias de crescimento e de cooperação se destinem cada vez mais aos consumidores e cada vez menos aos cidadãos. A fronteira entre uns e outros começa a ser - reconheço - de certa forma, indelével. Mas existe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113315387114479044?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113315387114479044/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113315387114479044' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113315387114479044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113315387114479044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/11/entropia.html' title='Entropia'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113289060085699128</id><published>2005-11-25T01:23:00.000Z</published><updated>2005-11-25T03:56:58.076Z</updated><title type='text'>Os descrentes e a montanha 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caro &lt;a href="http://apeste.blogspot.com"&gt;JVN&lt;/a&gt;, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apartem-se as águas. A apologia de que uma instituição, seja ela a Igreja, a maçonaria ou qualquer outra, possa constituir um bastião privilegiado no âmbito das hostes do Estado é medieval, perigosa e nunca por mim foi subscrita a momento algum. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A tal cartilha de direitos e deveres invocada é o único garante, em muitos aspectos, da cultura da tolerância que advoga. É suposto que garanta também o exercício da justiça e o pressuposto da igualdade e é deste modo que é legítimo que continue a ser urdida a soberania do Estado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se um padre, se um rabino, se um imame roubam, matam ou violam, a única preceito que se pode exigir ao Estado e aos seus tribunais é que os julgue e os condene pelas faltas e pelos actos praticados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora, devem ser julgados pelos &lt;strong&gt;seus&lt;/strong&gt; actos e nunca pela fé que professam ou pela instituição que representam. O mesmo seria julgar Catalina Pestana pelos eventuais abusos sexuais do processo Casa Pia, o mesmo seria eliminar todo o rebanho pela espondilose do cordeiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A inflexibilidade da Igreja perante a homossexualidade e perante a irredutibilidade da ordenação de padres homossexuais, que tão escandalizado o deixa, é - dentro do que são os valores ou mesmo a doutrina da instituição - a única resposta lógica, para quem, como o Vaticano, afirma o primado da vida e tem na imagem da tríade familiar constituída por Maria, por José e por Cristo, um exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É que, entre a hipocrisia (como diz) e a contradição, para instituições como a Igreja e outras que tais, importa menos não agradar a alguns do que deixar subsistir o grão do contraditório; do que defender de forma intransigente a vida enquanto manifestação e deixar subir ao púlpito alguém que defende ou se coaduna com um tipo de relação que mete em causa os próprios valores defendidos pela Igreja enquanto instituição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No fundo, o que JVN e os críticos pedem, é que a Igreja se faça transgénica: que se assemelhe na forma, na cor e no brilho a uma maçã, mas que saiba a pêra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A questão aqui é que, depois de operadas as modificações o que resta não é uma maçã, nem uma pêra, mas uma coisa completamente diferente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao abrir as portas à contradição, a Igreja condena-se a não ser mais a Igreja, a ter um corpo de valores permeáveis e flexíveis e deixa de ter quer o espaço, quer a cadência para afirmar aquilo que foi durante dois milénios a raiz das suas posições. Não se trata tanto de uma questão de ortodoxia. É, sobretudo, uma questão de sobrevivência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por outro lado, não é dificil constatar que entre o exercício da hipocrisia e o da contradição, se postula uma diferença de extensão rísivel. O que para JVN constitui hipocrisia para muitos não o será. Uma contradição, um desdito, é o sempre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por fim, subscrevo o repúdio de JVN "às estupidezes nas estruturas com poder". Mas gosto de orientar esse mesmo repúdio para questões mais tangíveis e menos sectorizadas. Questões como o desbarato dos dinheiros públicos e a insistência em projectos megalómanos. Questões como a da macrocefalia da divisão dos recursos, com hospitais que comportam mais médicos do que camas e ainda assim o que temos é um sistema nacional de saúde que não funciona. Afligem-me mais este tipo de abusos e de hipocrisias porque jogam com a saúde e com a vida das pessoas como se fossem berlindes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É que estúpidos com poder e no poder não são apenas os que promovem a defesa de um código de valores em que acreditam, por muito arcaico ou restritivo que ele possa ser. Estúpidos e hipócritas, com poder ou sem ele, são os que defendem um modelo de desenvimento que emancipa o crescimento económico e a liberalização tanto de transacções, como de práticas, como de costumes e a todos eles subtrai o mais importante: a dimensão humana. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estúpidos são os que abrem os olhos à globalização e à abertura dos mercados mas exorcizam as diferenças entre os povos. Exorcizam a pobreza, a depredação, a miséria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estúpidos com poder são os que conhecem o saldo pouco promissor das contas de um país e concebem aeroportos e planos megalómanos para saldar dívidas e ambições com o compadrio de certos interesses privados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estúpidos sem poder são os outros, os que aplaudem e os que acatam, os que colocam as bandeirinhas nas janelas e soltam vivas e hurras por amor à camisola. Não há aí também estupidez? Hipocrisia?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De resto, subscrevo o outrora dito. Não pactuo de todo com alguma da ortodoxia da doutrina social da Igreja, mas não creio ter nem legitimidade, nem poder para exigir que esta faça traição de si mesmo pelo meu descontamento. Uma vez mais. Os incomodados que se mudem, que inventem novas religiões, onde possam colocar ministros homossexuais a casar felizes e promissores casais de lésbicas ou de gays, que criem um código de valores que os realize. Não é a isso, afinal, que almejam?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113289060085699128?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113289060085699128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113289060085699128' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113289060085699128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113289060085699128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/11/os-descrentes-e-montanha-2.html' title='Os descrentes e a montanha 2'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113280596715644313</id><published>2005-11-24T02:21:00.000Z</published><updated>2005-11-24T04:19:27.236Z</updated><title type='text'>Os descrentes e a montanha</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/igreja.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/200/igreja.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou como Tomé. Há a fé que me falta e a temperança que não basta. Juntos, conjugados ambos os factores, tendem a colocar-me a meio de um êxodo bíblico, quase sempre em fuga num deserto de dúvidas que seriam de fácil resposta se a aritmética das escolhas ou optasse pela negação absoluta ou pelo absolutismo da crença. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No fundo, existe a vontade de acreditar num deus bíblico, cristológico, pentecostal. Apesar dos erros dos homens, apesar dos séculos dos séculos, apesar das contradições presentes, da acção da Igreja em certas questões.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O uso condenado do preservativo, a insistência no celibato dos padres, a quase excomunhão dos homossexuais, as reticências à ordenação de mulheres, a posição das hierarquias da Igreja no que toca à esfera da sexualidade incorporam factores, admito, que empurram muitos como eu, a meio caminho entre o nada e qualquer coisa, para um limbo ainda mais fundo de cepticismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sou ainda assim daqueles que disparam, de uma &lt;a href="http://apeste.blogspot.com"&gt;forma muito proletária e quase estalinista&lt;/a&gt;, contra os preceitos e a ortodoxia da Igreja, independentemente da invocada influência que o pensamento eclesiástico poderá ou não ter sobre uma determinada massa de seguidores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de mais, porque não creio que a Igreja tenha, algum dia, que se conformar com preceitos democráticos ou, hipotéticamente, referendar mudanças eventuais no que respeita às linhas da doutrina social que defende.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É que, ao contrário da participação na vida cívica e na vida política, onde todo e qualquer indivíduo é alinhado de acordo com uma cartilha constitucional de direitos e deveres que lhe concede o lugar comum da cidadania, o alinhamento e a participação na vida e na fenomenologia da Igreja depende única e estritamente de um preceito: a fé.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não se é católico por direito, é católico porque se crê. Sou como Tomé, disse-o a príncipio. Gostava de acreditar um tanto mais. Mas o acreditar um tanto mais seria correr o risco da contradição, alinhar pela doutrina e pelos dogmas da Igreja e não poder pactuar com a condenação do preservativo quando milhares de pessoas tombam anualmente em África, depredadas por esse flagelo chamado SIDA.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde sempre me foi dado parecer que é mais fácil para Maomé (usando um protagonista de outra religião) ir à montanha, do que a montanha descer a Maomé. Quer isto dizer, tendo em conta os argumentos esboçados anteriormente, que o mais lógico em toda a discussão em torno das eventuais ou desejadas reformas da doutrina social da Igreja é que esta adquira, para críticos e incomodados, o condão de batalha quixotesca. Numa suma bem portuguesa, aos incomodados taalvez não reste outra opção que o ter que se mudar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É que os que combatem o moínho parecem condenados a seguir caminho com as velas sempre alçadas sobre a linha do horizonte. Se tiver que cair ou que ser remodelado, sê-lo-à por si, por um moleiro caritativo que queira de boa vontade aplicar uma nova demão de cal sobre a cal que o tempo mastigou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Igreja teve em João XXIII um moleiro da índole, limpou as teias de aranha à estrutura, arejou-a. Queixam-se muitos agora que de novo a Igreja necessita de rearranjo, que vive abaulada sobre si mesma, sobre a rigidez dos preceitos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A esses resta uma solução. Relegarem-se eles mesmos para uma travessia do deserto. Uma travessia que não deixa de ser custosa se, como acontece comigo e com muitos, se acredita e se quer acreditar no mínimo e no máximo, na magnitude e na esperança. Aos outros, aos que não acreditam, que não temem e que não crêem, invejo particularmente uma certa forma de liberdade. Não percebo é porque, sendo livres, continuam a esbarrar com insistência contra a gaiola de que se libertaram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113280596715644313?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113280596715644313/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113280596715644313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113280596715644313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113280596715644313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/11/os-descrentes-e-montanha.html' title='Os descrentes e a montanha'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113271864851048712</id><published>2005-11-23T03:51:00.000Z</published><updated>2005-11-23T04:04:08.573Z</updated><title type='text'>Coisas de se referendar: a Ota</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/aeroporto.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/200/aeroporto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A questão da &lt;a href="http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1239741&amp;amp;idCanal=63"&gt;Ota&lt;/a&gt;, de braço dado com o abuso a grande velocidade que poderá constituir o TGV, causou a queda de um ministro, na altura frugal em que o reinado de Sócrates parecia sorver ainda os últimos laivos de um curto estado de graça.&lt;br /&gt;A saída de Campos e Cunha conheceu, desde logo, o tipo de contorno pouco digno que conhecem as chicotadas psicológicas do futebol. Oriundo dos meios académicos, docente conceituado e arrazoado, Luís Campos e Cunha foi relegado para a posição de Édipo perante a esfinge, com um problema bicudo entre mãos.&lt;br /&gt;Campos e Cunha, como Édipo, parece ter colhido do monstro (entenda-se do estado pouco promissor do país) a resposta correcta. Ao contrário de Édipo, o antigo ministro das Finanças foi esfrangalhado por acertar e saiu em desacerto, recebendo o tratamento que recebiam nos regimes soviéticos os desalinhados.&lt;br /&gt;Sócrates não perdeu tempo. Substituiu Campos e Cunha por um apaniguado, um homem que se não é do aparelho, se mostrou desde cedo aparelhado com a antecâmara dos interesses que pululam em torno de ambos os projectos referenciados.&lt;br /&gt;Urdiu também de nódulos de contradição uma política que parecia tomar um certo rumo no que respeita a uma certa mitologia dos costumes, dos direitos adquiridos ao combate ao défice do Estado.&lt;br /&gt;Com a defesa acérrima, apologética do que são as prioridades socialistas, dos projectos da Ota e do TGV, Sócrates desfraldou a bandeira de uma política pública despesista, acomodada à medida certa dos interesses da clientela socialista, dos financiadores do clã do Largo do Rato, dos caciques eleitorais que o PS tem espalhados por esse país.&lt;br /&gt;As prioridades socialistas, encimadas pelos gigantescos elefantes brancos que a Ota e o TGV se poderão vir a revelar, são sintomáticas do desprezo a que o governo, a classe política e, cada vez, mais o Estado (amalgamado entre ambos) votam os cidadãos de um país que teria tudo para ser um país de fácil governo.&lt;br /&gt;Relativamente pequeno, com uma população nunca excedentária, com uma frente oceânica considerável e alguns recursos sub-aproveitados, Portugal é cada vez mais um imenso labirinto onde o erro é congénito e aos erros se acrescentam os erros, numa espiral que conduz tendencialmente à extinção. Da crença na viabilidade do país, na crença no sistema político que se diz democrático, mas sobretudo na extinção de uma ideia de futuro.&lt;br /&gt;Mais grave se torna a questão da Ota quando nomes como Miguel Beleza e Ludgero Marques apontam a inviabilidade do projecto a largo prazo e a falta de bom senso do governo. Quanto são os próprios patrícios os primeiros a atirar as pedras, o que pode dizer a plebe?&lt;br /&gt;A plebe não acredita. Tanto que os jovens procuram fugir do país como se ele fosse um Vietname ou uma Bósnia. Tanto que os portugueses calam mais do que consentem e apontam já o dedo ao ideal democrático.&lt;br /&gt;E em boa verdade, tendo em conta a forma como a discussão pública do empreendimento da Ota se fez ontem, poderá existir razões para tal. Desde logo porque não houve discussão pública: houve, na Gare Marítima de Alcântara, a tomada de uma decisão por parte do governo e a tentativa de a justificar. Depois, porque o exercício democrático deveria obrigar à clarificação total dos inúmeros rumores que alicerçam o projecto da Ota, começando pelo esclarecimento do nome dos possíveis investidores e das razões que presidem ao interesse do investimento privado.&lt;br /&gt;Em última instância, porque se Portugal fosse verdadeiramente uma democracia, questões como a da Ota e a do TGV, que mexem com o bolso de todos os portugueses e colocam em &lt;em&gt;mate&lt;/em&gt; a viabilidade financeira do país, seriam obviamente decididos pela vontade soberana dos portugueses, num exercício directo de democracia. E, nesse sentido, de que melhor instrumento dispõe a democracia que não o referendo para saber o que pensam os portugueses de &lt;em&gt;TGV’s&lt;/em&gt;, aeroportos e outros que tais?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113271864851048712?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113271864851048712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113271864851048712' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113271864851048712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113271864851048712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/11/coisas-de-se-referendar-ota.html' title='Coisas de se referendar: a Ota'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113267315347438700</id><published>2005-11-22T15:13:00.000Z</published><updated>2005-11-22T15:33:33.246Z</updated><title type='text'>Nostalgia nr. 2 - Hamburgo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/hamburgo.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/hamburgo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se é que alguma vez o fomos, necessários ao mundo, um ápice basta para que saibamos que o mundo não se compadece com necessidades, que somos o que somos mas necessários, não, nunca, não o podemos ser se a nossa existência quase nidifica na circunstancialidade, somos menos o fraccionar do pensamento que o estertor da carne e do estertor da carne nascemos e, cuidamos, para que a nossa única glória não seja a mais palpável das misérias, que somos úteis ao mundo e que podemos, pelos nossos gestos e vontades ser-lhe a ele necessários se nem é o seu girar mais rotineiro por nos carregar consigo, nem o tempo mais relapso por o povoarmos e, como tal, cuido que a necessidade que o mundo tem de nós, carne que somos cinza amanhã, se dissipa na epifania do costume, ao mundo fazemos peso e sombra e estorvo, nem sequer enfeitamos, sorte de que as flores podem armar vanglória pois têm ainda, mais que não seja, como que uma presença estética anterior ao próprio arranjo do vocábulo na página 173 do Dicionário Houaiss, versão revista e corrigida, lugar único onde não têm mais poder que “&lt;em&gt;guerra&lt;/em&gt;” ou “&lt;em&gt;doença&lt;/em&gt;” ou “&lt;em&gt;desastre&lt;/em&gt;” ou “&lt;em&gt;morte&lt;/em&gt;” no crónico e quotidiano enfeitar da marcha do mundo, pois nem flores nem alegria, nas folhas de um dicionário, rimam com coisa alguma, existem apenas para ser marcas de existência num “metamundo” diminuto perante a existência em bruto desse outro mundo palpável ao qual me custa a acreditar que fossemos necessários, ainda que a cinza dos vivos de ontem se amassasse com o sangue dos vivos de hoje para que existíssemos, não digo carnalmente, que o mundo vagão de carga e transporte também tem tara limite, mas apenas mera consciência, como que uma memória límpida e tão translúcida que possam ser revistos por palavras de dicionário e agonias de coração os séculos dos séculos e os minutos perdidos de todos os dias e compreendidos os gestos e recordadas as mágoas e os momentos e o que mais seja que o mundo, por não ter memória outra que não seja a da luz e a dos livros, parasitou e carcomeu e digeriu sem que a constância irrepreensível do paladar restasse como incómodo ou indicio ou culpa, mas o mundo é assim mesmo e assim mesmo é o Homem, um peca por não ter memória nenhuma, o outro peca por a ter egoísta e curta de mais, memórias só as minhas, Obrigado, e isso de memória do mundo o que é? o que pode ser que seja, se o mundo é um mono apático e patético, uma criança trissomática que nem de si tem consciência? falassem estes que tenho aos pés e que a terra provavelmente deglutiu e dir-vos-iam que este cemitério de &lt;a href="http://www.ohlsdorf.de/"&gt;Ohlsdorf &lt;/a&gt;que é um mundo dentro do mundo, ou a memória de um mundo emprenhando outro, quem passa distraidamente nem a reverência mínima do susto desenvolve, afinal debaixo de tanto larício, de tanto abeto, de tanta tília, de tanto verde e tanta pétala o que existem são mortos, Senhora! não rosas, mortos e húmus e vida de novo, mas só à superfície, como se a morte se encontrasse musculada à espreita debaixo de uma derme de verdura, tanta, que se torna agradável a ideia de se morrer por ali, de se divagar por entre os nomes como agora divagam vós, leitores prováveis, entre estas palavras, &lt;em&gt;Friedrich Lehman, geb 12-02-1922 ges 07-07-1944&lt;/em&gt;, à direita os Murnau, nome de realizador e portanto de enciclopédia, mas estes humilíssimos e não só anónimos porque esta pedra existe, é concreta e nela os nomes &lt;em&gt;August &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Heinrich&lt;/em&gt;, pai e filho, ali afloram sem paladar, apenas palavras insossas, pudéssemos saber algo mais, que pai e filho correram juntos pelas margens do Elba, atiraram a sediela aos peixes e calhaus às aves e a pedra deixaria de o ser, para ser como que o crânio branco que aflora de uma tragédia e que Hamlet tem suspenso na palma da mão, Terás sido ou não? eis a mais falaciosa das questões, porque ser ou todos somos ou não somos, termos sido depende da elasticidade do tempo para apagar tudo menos o nome que temos para o mundo sem que o mundo dele tenha a mais pequena das necessidades, sendo verdade que em tempo algum temos verdadeira noção do nome que temos e depois da morte que falta nos faz o nome, nenhuma, que o digam &lt;em&gt;August &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Heinrich Murnau&lt;/em&gt;, dois nomes numa pedra, lidos ao vento da indiferença por quem divaga pelas ruas do campo santo, como foram já lidos também os nomes dos valentes soldados da 1ª Guerra, sucumbir que sucumbiram em nome da importância do nome do Kaiser Guilherme, os nomes dos mortos das cheias de 1962, da embrulhada &lt;em&gt;spartakista&lt;/em&gt;, dos mortos anónimos e dos mortos antónios, dos mortos de fardelagem e dos mortos que se finaram de morte circunstancial, morte morrida e não matada que, esses, ocupam quarteirões, há os dos escombros de &lt;strong&gt;Barmbek &lt;/strong&gt;e de &lt;strong&gt;Altona&lt;/strong&gt;, há os das ruínas de &lt;strong&gt;Altstadt&lt;/strong&gt; e os de &lt;strong&gt;St. Pauli&lt;/strong&gt;, os de &lt;strong&gt;Haarburg&lt;/strong&gt; e os de todo o lado, cinquenta e cinco mil rostos que foram sonhos e carícias e carne em trânsito e carne em vida e são agora como que linhas graníticas onde Deus escreveu e prescreveu e, no julgar dos vivos, escreveu e prescreveu bem, ele que escreve direito em linhas tortas e os tem, ao firmamento de mortos de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ohlsdorf&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e à memória do pulsar do mundo que os nomes e os números dissimulam, resgatados da consciência que devia de ser da Humanidade, como se o mundo nunca tenha sido mais que a sombra que se estende, tranquila, ao longo de uma alameda de faias e de larícios. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Texto escrito em 4 de Junho de 2004, à sombra das árvores nas margens do Alster e publicado uma primeira vez no defunto blog &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.papaia-express.blogspot.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.papaia-express.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113267315347438700?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113267315347438700/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113267315347438700' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113267315347438700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113267315347438700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/11/nostalgia-nr-2-hamburgo.html' title='Nostalgia nr. 2 - Hamburgo'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113263934618972588</id><published>2005-11-22T06:01:00.000Z</published><updated>2005-11-22T06:02:26.190Z</updated><title type='text'>South Mark</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/Sm2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/Sm2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113263934618972588?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113263934618972588/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113263934618972588' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113263934618972588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113263934618972588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/11/south-mark_22.html' title='South Mark'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113263617289964857</id><published>2005-11-22T05:07:00.000Z</published><updated>2005-11-22T05:10:27.063Z</updated><title type='text'>Nostalgia nr. 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Saudade. De quando a publicidade dos bancos nos jornais e na televisão falava de contas poupança qualquer coisa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113263617289964857?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113263617289964857/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113263617289964857' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113263617289964857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113263617289964857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/11/nostalgia-nr-1.html' title='Nostalgia nr. 1'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113263482811384190</id><published>2005-11-22T04:14:00.000Z</published><updated>2005-11-22T04:47:08.190Z</updated><title type='text'>Tragicómica Lusitânia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nem Shakespeare se lembrava de fazer melhor. A corrida para as presidênciais em Portugal ganha cada vez mais desenvoltos contornos de tragicomédia, sendo que o trágico da questão (que não morra ninguém em palco, é sobretudo e ainda o que se pode pedir) sobra sempre para a barca em desmando que é Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não tivessemos já um &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.mariosoares.net/default.aspx"&gt;Shylock&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; não hebreu que dispara com ódio visceral e obcessivo contra um &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.cavacosilva.pt/"&gt;Quixote&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; que de cavaleiro da Mancha só tem a magreza, não andasse por ai a verberar um &lt;a href="http://www.manuelalegre.com/"&gt;&lt;em&gt;Arlequim&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;de barba, desprezado por qualquer um dos seus amos, e um &lt;a href="http://www.franciscopresidente.net/"&gt;&lt;em&gt;Robin Goodfellow&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;com um rol pedante de travessuras na garganta, faria falta no coração do palco cénico mais distinta figuraça que este &lt;a href="http://www.josemariamartins.com/"&gt;&lt;em&gt;Lanceloto Gobbo&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113263482811384190?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113263482811384190/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113263482811384190' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113263482811384190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113263482811384190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/11/tragicmica-lusitnia.html' title='Tragicómica Lusitânia'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113263142267117689</id><published>2005-11-22T03:25:00.000Z</published><updated>2005-11-22T05:19:45.956Z</updated><title type='text'>Esses índios dos portugueses</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Anchieta talvez não ficasse agradado. A maior parte dos outros pérfidos Jesuítas também não. O Vieira, se tivesse um blog, seria talvez de pregação on-line, do alto de um púlpito virtual e, de lá, talvez se lembrasse de uma secção próxima daquilo que é o &lt;a href="http://indios.blogspot.com"&gt;&lt;em&gt;Tupiniquim&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;. O blog, engendrado pelos portugueses Luís Galrão e Fernando Sousa, colheu o favoritismo do público nos Prémios Internacionais Weblog da Deutsche Welle 2005, os BOB's (&lt;em&gt;Best of Blogs&lt;/em&gt;) do génio cibertrónico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A página é um ancoradouro sobre o quotidiano, o futuro e a fenomenologia muito própria dos povos indígenas do coração da América do Sul, em particular as tribos que habitam a meseta brasileira da região amazónica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os autores do weblog distinguido pelo público reúnem notícias e comentários sobre questões indígenas e assinalam na blogosfera uma feliz tendência no que respeita à mundividência dos portugueses, que parecem tentados ao "&lt;em&gt;reachamento&lt;/em&gt;"do Brasil para além dos traços de Vera Cruz à flor da pele: novelas, samba, Copacabana e Bossa Nova.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A preferência do público não coincidiu, ainda assim, com a do júri do concurso que seleccionou os melhores blogs do ano que, um mês provindo, se dá por finado. "&lt;a href="http://mujergorda.bitacoras.com/1/esp/index.htm"&gt;&lt;em&gt;Más respecto, que soy tu madre&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;" foi eleito o melhor blogue do ano nos Prémios Internacionais Weblog da Deutsche Welle. Da autoria de Hernán Casciari, um argentino com morada fixa em Barcelona, a página faz a apologia dos Bertotti, uma família fictícia com raízes no país das pampas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Destaque ainda para o melhor blog na categoria de multimédia, o francês &lt;a href="http://ciboulette.fr/blog/"&gt;&lt;em&gt;Blog à la ciboulette&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, uma página assumidamente francesa em que os seus dois autores, Miss Gally e Georgette, semeiam a &lt;em&gt;web &lt;/em&gt;com as diatribes do seu dia-a-dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113263142267117689?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113263142267117689/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113263142267117689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113263142267117689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113263142267117689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/11/esses-ndios-dos-portugueses.html' title='Esses índios dos portugueses'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113220438960231329</id><published>2005-11-17T04:59:00.000Z</published><updated>2005-11-17T05:13:09.646Z</updated><title type='text'>A luz da manhã no teu capacete</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/Grand%20Prix%20Image.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/200/Grand%20Prix%20Image.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acordei com os motores do Grande Prémio zumbetando o fresco da manhã. Os sons assaparam às sete e dois, guinaram a velocidade louca às sete e sete (&lt;em&gt;make a wish, i tought&lt;/em&gt;), quase que saíam de estrada às sete e cinquenta e um, entraram pelas oito a assapar (com o fulgor prosélito da luz matinal) e enxotaram o sono para um deserto de vigília, quando sonhava com aviões que bombardeavam carros rápidos como balas numa daquelas cidades que existem apenas nas abas do inconsciente, algures entre o deserto e a luz da manhã no teu capacete.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113220438960231329?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113220438960231329/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113220438960231329' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113220438960231329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113220438960231329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/11/luz-da-manh-no-teu-capacete.html' title='A luz da manhã no teu capacete'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113203274070473301</id><published>2005-11-15T05:22:00.000Z</published><updated>2005-11-15T10:48:32.650Z</updated><title type='text'>O mais velho conto sem fadas do mundo ...</title><content type='html'>Era uma vez uma rapariga que perguntou a um rapaz:&lt;br /&gt;- Queres casar comigo?&lt;br /&gt;Ele respondeu:&lt;br /&gt;- Vai-te foder, ó Eva. Já me fodeste uma vez com a história da maçã ...&lt;br /&gt;Ela pediu desculpa, sentou-se a comer uma reineta e sentiu-se ácida por dentro. &lt;strong&gt;Fim&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113203274070473301?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113203274070473301/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113203274070473301' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113203274070473301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113203274070473301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/11/o-mais-velho-conto-sem-fadas-do-mundo.html' title='O mais velho conto sem fadas do mundo ...'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113203131773456392</id><published>2005-11-15T04:20:00.000Z</published><updated>2005-11-15T05:14:54.756Z</updated><title type='text'>Novos Contos Moralistas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era uma vez uma menina que cresceu bela. Era toda olho mareado, caracoletas louras derramadas em cachoeira, curvas compassadas, nem um lípido a mais, nem uma pestana a menos. A menina, que tinha uns pais com olho para o negócio e era loura e pouco burra disse para si mesma desde cedo:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- &lt;em&gt;Hoder el trabajo, tio&lt;/em&gt;. Vou é viver às custas deste corpaço&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E assim foi. O olho mareado rendeu muita sessão fotográfica, a menina mostrou o rabinho e a maminha na passerelle e tornou-se numa &lt;em&gt;pop star&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;glamour&lt;/em&gt; e gajos, &lt;em&gt;glamour&lt;/em&gt; e gajas, droga, o catano e coisas que tais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A menina tinha namorado, tinha namorada, por vezes tinha namorado e namorada ao mesmo tempo. Tinha amigos heroinómanos e cocainómanos e outros que citavam Schoppenhauer e Said e os ideais de esquerda enquanto comiam hamburgueres do Macdonald's.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com tanto que o corpaço lhe deu a menina engrossou um ego do tamanho de um lutador de sumo. Falava para o espelho como na banda desenhada,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Espelho, espelho meu, há alguém mais galdéria do que eu?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e ao espelho se respondia,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Qual que, &lt;em&gt;tia&lt;/em&gt;! Es a a mais galdéria, la mas &lt;em&gt;guapa&lt;/em&gt;, la mas &lt;em&gt;guarra.&lt;/em&gt; Lo eres todo. Todo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dia a menina foi convidada para uma sessão fotográfica na &lt;em&gt;Schwarzwald, &lt;/em&gt;mesmo, mesmo no meio das árvores, com um capuchinho vermelho mais transparente que a luz do dia, um capucho mínimo que lhe deixava as mamárias ao relento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cabrão do fotógrafo cismou com o aproveitamento da luz da manhã e a menina lá teve que se levantar cedo, que gramar com duas toneladas de &lt;em&gt;base&lt;/em&gt; e de &lt;em&gt;rouge&lt;/em&gt; e de &lt;em&gt;sombra&lt;/em&gt; e de &lt;em&gt;bâton &lt;/em&gt;quando ainda almejava o corpo quente da namorada de um lado e os dedos fortes do namorado do outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A chiba da manhã ameaçava coisa feia. A luz de que o fotógrafo falava parecia luz de mausoleu ou de quarto enegrecido e vai não vai cai um aguaceiro filho da mãe de chuva cítrica, acidulada, daquela que faz das árvores cadáveres erectos e apanhou a menina e o capucho mínimo e o fotógrafo no meio do nada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os ácidos da chuva e as bases da cara da menina engalfinharam-se, engadelharam volátilmente, reagiram nas maças do rosto da menina como se estas fossem um caldeirão e a menina ficou com o rosto num bolo, com textura dos pastéis de tentúgal e o cheiro das tripas à moda do porto.Tão monstra se tornou que os espelhos se vomitavam todos quando ela se olhava neles.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113203131773456392?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113203131773456392/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113203131773456392' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113203131773456392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113203131773456392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/11/novos-contos-moralistas.html' title='Novos Contos Moralistas'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113202455286963069</id><published>2005-11-15T03:02:00.000Z</published><updated>2005-11-15T03:17:16.236Z</updated><title type='text'>É a intelectualidade, estúpido ...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fico com uma azia filha da mãe, com uma vontade de me fazer um tse tung (zedong) de pacotilha à frente de um comité central de purgas maoístas cada vez que alguém se propõe discutir Derrida, Michelle Mourre, o cinema de Michael Haneke ou outras merdices e preciosismos do género e se mostra incapaz de desentorpecer outra saída para a crise de personalidade de que sofre Portugal que não seja: "Entrega-se tudo aos espanhóis..."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113202455286963069?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113202455286963069/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113202455286963069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113202455286963069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113202455286963069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/11/intelectualidade-estpido.html' title='É a intelectualidade, estúpido ...'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113202355204699094</id><published>2005-11-15T02:45:00.000Z</published><updated>2005-11-15T02:59:12.056Z</updated><title type='text'>Le Boulot</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mois, remóis, quase que engoles a chiba da desfeita  mas ei-la  que parece peito de frango mastigado, tomba de um recanto dos dentes ao outro, da tolerância ao ódio de estimação, do desmando soletrado a uma caralhada valente, a um enxame de impropérios, o gajo porreiro que se farta de brandura e manda tudo para a terra de sua pertença. Não veio ainda, o dia, mas está para vir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113202355204699094?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113202355204699094/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113202355204699094' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113202355204699094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113202355204699094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/11/le-boulot.html' title='Le Boulot'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113047668375157274</id><published>2005-10-28T05:56:00.000+01:00</published><updated>2005-10-28T17:32:28.736+01:00</updated><title type='text'>O reparo italiano</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/1600/PORTUGAL.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5692/616/320/PORTUGAL.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;img style="WIDTH: 4px; HEIGHT: 3px" height="127" alt="Add Image" src="http://www.blogger.com/img/gl.photo.gif" width="139" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Começa a ser um hábito na imprensa estrangeira utilizar os melindres da situação portuguesa como exemplo e caso de laboratório para aquilo que deve e não deve ser opção. As análises tendem a ser alarmistas e Portugal é sobretudo o exemplo a evitar se o que interessa é escapar à deriva económica e ao desnorte que caracteriza os valores críticos pelos quais pugna o panorama financeiro do nosso país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem, o assunto mereceu destaque de primeira página no diário italiano "&lt;em&gt;Corriere della Sera&lt;/em&gt;", que reserva no seu editorial uma análise trucidante do momento actual da economia portuguesa e das escassas margens de manobra no que respeita à viabilidade de um futuro assegurado no pelotão das economias competitivas. Pior que a equiparação aberta a economias com margem de progressão assegurada (porque integram o leque dos países em vias de desenvolvimento), a análise italiana é crudelíssima apenas e tão só porque é verdadeira: Portugal é, cada vez mais, o exemplo a evitar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;"&lt;em&gt;Crescita, i guai di Lisbona e quelli di Roma &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;IL DILEMMA PORTOGHESE di FRANCESCO GIAVAZZI&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Per pochi Paesi europei entrare nell’euro è stato importante quanto per il Portogallo. Prima della moneta unica Lisbona era sul crinale tra i Paesi industriali e le economie emergenti; quando i portoghesi si presentavano sui mercati finanziari internazionali talvolta venivano trattati come gli spagnoli, talvolta come i brasiliani. Abbandonare l’escudo per l’euro ha risolto ogni dubbio, e da un giorno all’altro i portoghesi hanno avuto accesso a un credito a buon mercato e pressoché illimitato. E lo hanno usato, ma non per investire e aumentare la produttività: sono cresciuti i consumi, quelli delle famiglie e soprattutto la spesa pubblica. Dopo qualche anno felice e un po’ irresponsabile, il Portogallo oggi si trova in una situazione molto difficile, la più difficile tra i Paesi dell’unione monetaria. La crescita dei consumi abbinata con la scarsa concorrenza soprattutto nei servizi hanno mantenuto alta l’inflazione, circa il doppio che nel resto d’Europa. In sette anni i prezzi sono cresciuti del 25 per cento, i salari del 35 e il potere d’acquisto dei lavoratori del 10 per cento, ma la produttività non ha fatto alcun progresso. Nello stesso periodo in Germania i salari reali sono rimasti costanti, ma la produttività è cresciuta, quindi il costo del lavoro è sceso. Ma le imprese portoghesi non competono con quelle tedesche: i loro maggiori concorrenti sono la Cina nel tessile, Marocco e Tunisia nel turismo. Nei confronti di questi Paesi la perdita di competitività del Portogallo è stata accentuata dal rafforzamento dell’euro. Perché il Portogallo abbia un futuro deve uscire dal tessile, sviluppare nuovi settori, investire in istruzione e ricerca. Ma questo non può accadere da un giorno all’altro. Anche se Lisbona facesse tutto quello che è necessario, per cambiare la struttura industriale di un Paese servono anni, forse un decennio. Nel frattempo il costo del lavoro deve restituire il 10 per cento che finora non è giustificato da aumenti di produttività. Una riduzione dei salari tanto significativa può avvenire solo in due modi: aspettando che la disoccupazione salga e metta alle corde lavoratori e sindacati spingendo verso il basso i salari, oppure facendo scendere i prezzi, in modo che la riduzione delle retribuzioni nominali non comporti un taglio del potere d’acquisto dei lavoratori. In Cile due anni fa uno choc alla concorrenza nei servizi abbassò l’inflazione di 4 punti: questo consentì al costo del lavoro di scendere senza alcuna perdita nel potere d’acquisto dei lavoratori. Se ciò non accadrà, la via d’uscita sarà un lungo periodo di disoccupazione. A quel punto qualcuno in Portogallo comincerebbe a chiedersi (e qualcuno già se lo chiede) se una soluzione migliore non sia abbandonare l’euro e ridurre i salari reali mediante una svalutazione, come si faceva prima della moneta unica. Uscire dall’euro non risolverebbe alcuno dei problemi strutturali dell’economia portoghese, anzi li aggraverebbe, perché verrebbe meno l’urgenza delle riforme e riavvicinerebbe pericolosamente il Portogallo al Brasile. Ma di fronte a un lungo periodo di disoccupazione queste considerazioni potrebbero passare in secondo piano. I guai del Portogallo sono più seri dei nostri ma se continuiamo a non fare nulla, sperando che i problemi si risolvano da sé, è solo questione di tempo. "&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113047668375157274?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113047668375157274/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113047668375157274' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113047668375157274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113047668375157274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/10/o-reparo-italiano.html' title='O reparo italiano'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-113030238807832293</id><published>2005-10-26T05:43:00.000+01:00</published><updated>2005-10-26T05:58:58.913+01:00</updated><title type='text'>Solidariedade de Aviário</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O "&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Prestes João&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;" associa-se desde hoje e em sede própria à "&lt;em&gt;pan-cobertur&lt;/em&gt;a" do surto de gripe das aves da mesma forma inconvencional, alarmista e pouco científica com que a pronunciada epidemia tem vindo a ser reportada pelos meios de comunicação social. Assim, e enquanto dure a loucura, a equipa do "&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Prestes João&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;" potencializa, em jeito de grande jornal da capital com muitos jornalistas e pouco senso, um dossier especial sobre a gripe aviária. Pode ser encontrado &lt;a href="http://mercuriodasaves.blogspot.com"&gt;aqui&lt;/a&gt; e tem direito a hiperligação na coluna ali ao lado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-113030238807832293?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/113030238807832293/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=113030238807832293' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113030238807832293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/113030238807832293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/10/solidariedade-de-avirio.html' title='Solidariedade de Aviário'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-112727252352298963</id><published>2005-09-21T03:56:00.000+01:00</published><updated>2005-09-21T04:29:51.570+01:00</updated><title type='text'>Carlos V</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.fuenterrebollo.com/faqs-numismatica/numis-fotos/carlos5-tiziano.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.fuenterrebollo.com/faqs-numismatica/numis-fotos/carlos5-tiziano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Carlos V, Óleo sobre Tela, Ticiano, Museu do Prado&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neto dos Reis Católicos de Espanha, &lt;strong&gt;Carlos V&lt;/strong&gt; herdou dos seus pais as possessões espanholas e alemãs que dirigiam, fazendo do império que encabeçava um dos mais grandes do mundo. Lutou contra o avanço do protestantismo na Europa e teve como uma das preocupações mais fundamentais a colonização efectiva dos territórios do novo mundo. À data da sua morte deixou as suas possessões ultramarinas ao filho Filipe II. Dizia-se do seu império que era tão grande que nele nunca se deitava o Sol. Carlos V &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;a href="http://www.elalmanaque.com/Efemerides/Septiembre/21-9.htm"&gt;morreu a 21 de Setembro de 1558&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O maior e mais versátil dos artistas da Renascença Veneziana, &lt;strong&gt;Ticiano&lt;/strong&gt; excedeu-se a si mesmo e a qualquer dos pintores seus contemporâneos tanto na pintura do retrato quanto na caracterização de cenas de índole religiosa ou mitológica. Nascido na região Dolomítica, Ticiano (Ticiano Vecellio) rumou a Veneza ainda em tenra idade e terá sido aprendiz de um atelier de mosaicistas. Com o horizonte resguardado pela pintura, Ticiano ingressou, antes ainda de juntar forças com Giorgione, no estúdio de Giovanni Bellini.&lt;br /&gt;Depois da morte prematura de Giorgione em 1510, a estrela de Ticiano cresceu de forma avassaladora. Em1511, o pintor foi o escolhido para conduzir uma empreitada em Pádua (onde pintou quase uma centena de frescos) e em 1516 foi apontado como o pintor oficial da Republica Marítima de Veneza.&lt;br /&gt;O estatuto exponenciou a reputação internacional de Ticiano e em pouco tempo começaram a aparecer ofertas de trabalho das aristocracias reinantes de Ferrara, de Urbino e de Mantua.&lt;br /&gt;Por um traço excêntrico de carácter, Ticiano nem sempre aceitava as comissões para as quais era nomeado. O pintor era notoriamente relutante quanto a viagens e deslocações, mas ainda assim existiam patronos a que era impossível dizer não. O mais notório deles terá sido mesmo Carlos V. Depois de um primeiro encontro em 1529, Ticiano foi apontado como o pintor da corte de Carlos V em 1533 e nomeado com o estatuto de conde paladino. Em 1548, Ticiano trabalhou na Corte Imperial de Augsburgo, tendo os seus serviços sido requisitados também pelo sucessor de Carlos V, Filipe II de Espanha (Filipe I de Portugal).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;Ticiano Vecellio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; aka &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Ticiano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Nasceu na &lt;/strong&gt;Região Dolomítica em 1485&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Morreu na&lt;/strong&gt; Itália em 1576&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Movimento:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Renascença&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Outros Trabalhos:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Vénus e Adónis, Baco e Ariadne, Amor Sagrado e Amor Profano&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Influências:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Bellini e Giorgione&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-112727252352298963?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/112727252352298963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=112727252352298963' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/112727252352298963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/112727252352298963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/09/carlos-v.html' title='Carlos V'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-112702330184655599</id><published>2005-09-18T05:53:00.000+01:00</published><updated>2005-09-18T07:01:41.893+01:00</updated><title type='text'>Imagens e Ecos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Porque será que as coisas, quando nossas, vistas pelos olhos dos outros se revestem de uma roupagem mais convincente? A Standard Weekend, revista que acompanha a edição de sábado do diário de Hong Kong &lt;em&gt;The Standard&lt;/em&gt; dedica três das páginas da edição de ontem ao rumor perfeito e apetecido dos eléctricos de Lisboa, personificados no vagar genuíno com que o 28 se lança à ilharga pelo coração de Lisboa a partir do Martim Moniz. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Barry Hatton, repórter da Associated Press autor da crónica lisboeta, sublinha a centralidade da noção do vagar delicado com que o 28 traça diagonais pelas colinas de Lisboa, ora subindo até ao Largo da Graça, ora regressando ao veio rasgado na topografia de Lisboa que é a Almirante Reis, o Intendente, o Martim Moniz, o Rossio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Leva noventa anos e muita história transportada, o 28, e é como que uma reminiscência do passado que se faz válida todos os dias. Numa cidade que se quer modera e pressurosa mas que veste com algum incómodo um perfil arquitectónico e urbanístico que se coaduna mais com  o passado do que com o futuro, o único rasgo de Lisboa onde persiste ainda alguma genuinidade é no vagar quase adstringente com que os eléctricos de Lisboa vão cruzando as encostas e as praças, à sombra de telhados e de prédios esfarelados que se despenham numa parda ilusão sobre o mar da Palha, sobre o Tejo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;À Lisboa genuína é impossível não remeter outro discurso que não o discurso do elogio. Das calçadas abruptas, das muralhas do castelo, dos miradouros, do rendilhado refinado do casario, da destreza dos olhares que espreitam pelas janelas, da alma da cidade ululando ao vento no estertor dos estendais, do vagar do vinte e oito (um oásis de calma no coração da cidade).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Maria Emilia, reformada, vive hà mais de trinta anos tendo por vizinha a catenária do eléctrico. Raro é o dia em que o 28 não a leva ao coração da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Os eléctricos andam carregados de memórias", diz ao repórter britânico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Tenho pena que os mais novos andem sempre com tanta pressa. Perde-se muito quando se anda depressa demais", conclui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perde-se tudo quando se anda depressa demais. A outra Lisboa, moderna matrona cívica, caudilha dos poderes democráticas e económicos é abominável, castradora, impía, movimenta-se a uma cadência sórdida, dir-se-ia sem um norte definido, procurando parece (descontente) querer ser tudo menos aquilo que ainda vai podendo ser. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A essa, acho que a desprezo. À Lisboa que fez do Bairro Alto um território &lt;em&gt;avant-garde&lt;/em&gt; de costumes experimentalistas, de extravagâncias, um palco de desafogo, de escape. A Lisboa que extirpa o resto do país de gente e de valias por nela concentrar o mais das oportunidades (muitas vezes nem boas oportunidades são). A Lisboa autista, que descarrila sobre si própria as necessidades mais prementes e se agiganta à medida em que tudo o mais desvanece. A essa desprezo-a. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas desprezá-la não é de todo desprezá-la, percebo agora. É remeter contra a couraça da cidade o desânimo sobre as pessoas, é odiar em sinédoque, tomar o todo pela parte. É culpar Lisboa por um Carrilho ou por um Carmona, pela política conduzida. Pelo recheio do edíficio de São Bento. Pelo desnorte do país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lisboa não tem culpa. Lisboa merece mais. Merece sardinheiras nas varandas, uma mão de pintura, roupa nos estendais. Merece crianças nas ruas da Mouraria, bancas de pintores no Rossio e floristas no Martim Moniz. Que a Feira da Ladra perdure, que as colinas se iluminem, que o eléctrico tome devagar, num acto de amor, as encostas da Graça. Lisboa merece que ninguém se esqueça de quem Lisboa é.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-112702330184655599?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/112702330184655599/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=112702330184655599' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/112702330184655599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/112702330184655599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/09/imagens-e-ecos.html' title='Imagens e Ecos'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-112684753347866727</id><published>2005-09-16T06:04:00.000+01:00</published><updated>2005-09-16T06:12:13.486+01:00</updated><title type='text'>Quadros da História</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;A &lt;strong&gt;16 &lt;/strong&gt;de Setembro de &lt;strong&gt;1224&lt;/strong&gt;, São Francisco de Assis recebe os estigmas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://san-francesco.org/images_francesco/07francielgreco3.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://san-francesco.org/images_francesco/07francielgreco3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;São Francisco de Assis recebe os Estigmas, El Greco, 1577 - 1599, Baltimore Art Museum;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"&lt;strong&gt;El Greco&lt;/strong&gt;", epíteto pelo qual a história tornou imortal o pintor grego &lt;strong&gt;Domenikos Theotokopoulos&lt;/strong&gt;, é um dos criadores mais afamados da centúria de seiscentos. Nascido em Candia, na ilha de Creta (à época sob alçada da républica marítima de Veneza), o pintor começou por pintar ao estilo iconoclasta da arte bizantina antes de se mudar para Itália, onde poderá ter sido aluno do atelier de Ticiano.&lt;br /&gt;Cedo ruma a Toledo, em Espanha, onde se fixa. Os seus primeiros trabalhos denotam a influência bizantina priomordial, mas a permanência em Espanha permite-lhe o desenvolvimento de uma forma de estar na pintura muito própria, com um estilo lúcido e distintivo, caracterizado pela distorção propositada dos canônes da figura humana e pela preferência pelas tonalidades sombrias em detrimento dos registos de luz e de radiância.&lt;br /&gt;Tais aspectos sâo exponenciados de forma solene, quase dramática nos motivos religiosos que pintou e que tornam a sua obra conhecida universalmente. Estão também presentes, tais aspectos, ainda que de forma menos denotada, nos retratos dos seus contemporanêos que El Greco aprimourou.&lt;br /&gt;Inevitavelmente, o estilo desnvolvido pelo pintor foi considerado à época como controverso e pouco ortodoxo. A maior parte dos trabalhos do autor pode ser vista no Museu El Greco, em Toledo, cidade onde o pintor passou os últimos quarenta e quatro anos de vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Domenico Theotokopoulos&lt;/strong&gt;, aka "&lt;strong&gt;El Greco&lt;/strong&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Nasceu&lt;/strong&gt; em 1541, em Cândia, Creta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Morreu&lt;/strong&gt; em 1614, em Toledo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Movimento:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Escola Espanhola&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Influências:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Ticiano, Tintoretto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Outros Trabalhos:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Cristo na Cruz, O Funeral do Conde Orgaz&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-112684753347866727?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/112684753347866727/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=112684753347866727' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/112684753347866727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/112684753347866727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/09/quadros-da-histria.html' title='Quadros da História'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-112659408509981104</id><published>2005-09-13T07:48:00.000+01:00</published><updated>2005-09-13T07:54:22.173+01:00</updated><title type='text'>Estranho amor, o português ...</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="WIDTH: 184px; HEIGHT: 238px" height="192" alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://img.photobucket.com/albums/v644/MarcoJorn/cruzamos.jpg" width="160" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="DISPLAY: block" align="justify"&gt;Este &lt;a href="http://www.coolbooks.com.pt/pag/cata/cruzamos2.htm"&gt;livro&lt;/a&gt; tem um mote, o cruzamento, e um denominador, o desencontro. Não é um estudo, nem um ensaio, nem sequer procura racionalizar a génese e a natureza dos sentimentos. Mas lê-lo é ganhar a percepção da resiliência do amor português: muito mais ponto de fuga que de encontro, muito mais dolente que magnânime, tecido com mais ausência do que partilha, urdido com o estigma da perda e muito parcas vezes com a presença torrencial desse fluxo quixotesco que fez o Cavaleiro da Triste Figura pelejar moínhos de vento nas vastidões de La Mancha.&lt;br /&gt;Não é também tão fértil em génio e imaginação, este livro. Mas é um registo plural sobre o lugar e a dimensão que os portugueses concedem ao amor. Longe da sacralização, parece ser um espaço de idealização, uma maçã apetecida mas ainda presa ao Éden, que se faz de gestos comuns, banais, de uma trivialidade quase absorta. Trinta contos (entre eles, &lt;a href="http://prestes-joao.blogspot.com/2004/11/faina-fingida.html"&gt;este&lt;/a&gt;), trinta novos autores. O futuro poderá dizer se serão valores a descobrir no âmbito da literatura portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="DISPLAY: block" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Cruzamos os Nossos Olhares em Alguma Esquina"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, V�rios Autores, Coolbooks, 303 pag, 9, 90 euros, na Fnac - Chiado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-112659408509981104?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/112659408509981104/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=112659408509981104' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/112659408509981104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/112659408509981104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/09/estranho-amor-o-portugus.html' title='Estranho amor, o português ...'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-112651049163173302</id><published>2005-09-12T08:07:00.000+01:00</published><updated>2005-09-12T08:39:10.626+01:00</updated><title type='text'>Blogosfério (II)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma das melhores páginas que se escrevem em Portugal sobre &lt;a href="http://terceiroanel.weblog.com.pt/"&gt;futebol&lt;/a&gt; (senão a melhor), um dos &lt;a href="http://laranjamarga.weblog.com.pt/"&gt;bons blogs &lt;/a&gt;que resistem e a &lt;a href="http://michaelyon.blogspot.com/"&gt;visão&lt;/a&gt; pró-americana de um americano no Iraque. Boa tarde...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-112651049163173302?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/112651049163173302/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=112651049163173302' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/112651049163173302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/112651049163173302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/09/blogosfrio-ii.html' title='Blogosfério (II)'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-112642225450067059</id><published>2005-09-11T07:14:00.000+01:00</published><updated>2005-09-11T08:04:14.543+01:00</updated><title type='text'>Blogosfério (I)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Almoço leve, vigens curtas. Uma boa porta de entrada para o entendimento da &lt;a href="http://sinico.blogspot.com"&gt;China&lt;/a&gt;, uma página que &lt;a href="http://grad.icmc.usp.br/~cipriani/bighole.php?lang=en"&gt;escava&lt;/a&gt; a direito até ao outro lado do espelho, o ponto de encontro do&lt;a href="http://www.creative-reporter.com/"&gt; cidadão-jornalista&lt;/a&gt; e a nova roupagem do &lt;a href="http://ciberjornalismo.com/pontomedia/"&gt;Ponto Média&lt;/a&gt;, de António Granado. Boa tarde às coisas aí em baixo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-112642225450067059?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/112642225450067059/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=112642225450067059' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/112642225450067059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/112642225450067059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/09/blogosfrio-i.html' title='Blogosfério (I)'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-112581987485191791</id><published>2005-09-04T07:47:00.000+01:00</published><updated>2005-09-04T08:47:47.376+01:00</updated><title type='text'>Cinco Pontos</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.portalelcan.net/entrevistas/bferreira/FBFerreira_Soarez.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.portalelcan.net/entrevistas/bferreira/FBFerreira_Soarez.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;1. O único regresso bom dos últimos tempos, o de Francisco José Viegas, faz-se &lt;a href="http://origemdasespecies.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;2. Sobre outros retornos, João Miguel Tavares dissecava há meia dúzia de dias no DN, com uma objectividade dolorosa, a superficialidade do projecto de Soares para a presidência. Como no futebol - que votou o país ao contentamento fácil e os portugueses a esperar que as maiores vitórias que se podem ter são a bola entrar seis vezes na baliza do adversário - Soares aposta na vitória da frugalidade: conta para Soares a imagem. O resto, diz João Miguel Tavares, que se lixe.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;3.  Também do DN, mas num registo diferente, quase a transformar o regresso de Soares em algo menos asqueroso, a&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/09/04/opiniao/dr_mario_soares_desapareca.html"&gt; direita &lt;/a&gt;assanhada ladra. A caravana, essa, vai passando. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;4.  O reparo de Ana Sá Lopes no "&lt;a href="http://www.publico.clix.pt/"&gt;Público&lt;/a&gt;" de hoje é precioso. Oxalá o poema se não vire contra o senil do prosador.  &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;5.  Este &lt;a href="http://programadojo.globo.com/"&gt;Soares&lt;/a&gt; é fixe. O outro? Que se lixe...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-112581987485191791?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/112581987485191791/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=112581987485191791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/112581987485191791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/112581987485191791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/09/cinco-pontos.html' title='Cinco Pontos'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8815102.post-112563772014214175</id><published>2005-09-02T06:07:00.000+01:00</published><updated>2005-09-02T06:21:01.033+01:00</updated><title type='text'>O Chefe da Comandita</title><content type='html'>&lt;a href="http://medias.lemonde.fr/medias/image_article/05022206_portugal+x1pa.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://medias.lemonde.fr/medias/image_article/05022206_portugal+x1pa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que uma família que mora num prédio degradado de Lisboa se pode dar ao luxo de comprar uma vivenda no Brasil? Se não andasse tudo pelos antípodas em Portugal, a resposta óbvia seria o “NÃO” quase imediato ou o consentimento duvidoso, seguido de uma contraposição inibitória, um “com algum esforço e sacrifício” ou um “se optarem pelo endividamento e por alguma falta de bom senso”.&lt;br /&gt;Se não andasse tudo pelos antípodas em Portugal, Sócrates ou qualquer uma das marionetas que ocuparam a valência do poder nos últimos cinco anos ponderariam as necessidades do país, colocando-as acima do compadrio mesquinho que se joga nos bastidores da Assembleia da Republica e optariam por decisões consentâneas não apenas com o carácter que se espera obter de quem comanda, mas mais ainda, com o interesse geral de quem é comandado.&lt;br /&gt;No caso de Sócrates, actual bastonário dos interesses do sector da construção civil, e das holdings dos centros comerciais, bastava que se fizesse realmente primeiro-ministro e que quisesse governar. Afinal, foi com esse sentido que a maioria dos portugueses lhe deu carta branca para operar.&lt;br /&gt;A decisão óbvia que caberia a Sócrates tomar seria a de não vergar, a de fazer daquelas duas primeiras semanas de carácter uma constante, um factor de fiabilidade.&lt;br /&gt;O primeiro-ministro já demonstrou que assim não será. Bateu o pé à função pública, mas sentou, deitou, arfou, fingiu de morto perante os interesses de meia dúzia de patrões e grupos económicos.&lt;br /&gt;No entretanto, metade de Portugal ardeu, a sangria no sector dos têxteis avolumou-se, mais dez mil professores ficaram sem emprego, os doentes e os idosos sem a comparticipação do Estado na compra de medicamentos. Em simultâneo, os preços do petróleo subiram a valores inverosímeis, a dependência energética do país cresce com eles, até níveis quase caricatos. Não fosse o aumento dos combustíveis uma espécie de traulitada final na saúde de um moribundo e apeteceria rir.&lt;br /&gt;De Sócrates seria de se esperar que governasse. Que olhasse para as fragilidades de Portugal e propusesse um bálsamo, que criasse mais valias a partir dos recursos de que o país dispõe, que contribuísse para um pouquinho mais de justiça e porque não (que o idealismo também faz falta), que semeasse alguma esperança no futuro para que metade dos portugueses não queiram usufruir da nacionalidade no exílio, para que não queiram olhar Portugal de fora.&lt;br /&gt;O chefe da comandita (se calhar é abusivo tratar Sócrates por primeiro-ministro, porque o estatuto não vem merecendo as figuras que o vestem) tem, pelo contrário, evidenciado um militantismo arrogante, uma postura que anuncia de forma transparente e líquida aquilo que se pode esperar de quem veste roupa italiana e habita em imóveis de luxo.&lt;br /&gt;A humildade, reconheça-se, nunca foi um grande preceito dos socialistas: do francês do Soares aos penteados do Guterres, do nano-complexo do António Vitorino ao corte italiano de Sócrates, há nos governos PS um certo diletantismo que se reflecte na forma como os governos orientam os instintos da governação.&lt;br /&gt;Se não, veja-se. A tendência para o exercício megalómano do poder no que respeita aos investimentos do Estado esta inscrita quase geneticamente na conduta governativa dos executivos socialistas. Um simples exercício mnemónico coloca a questão do aeroporto da Ota no lugar das contantes dos desígnios socialistas. Sempre que o PS ocupa os gabinetes do Terreiro do Paço desenterra-se o projecto do aeroporto, como novos e mais congruentes dados a albardarem a necessidade absoluta de um projecto gigantesco, capaz de comer metade das finanças empobrecidas do Estado.&lt;br /&gt;Ao aeroporto junta-se agora o TGV como infra-estrutura de primeiríssima necessidade, como desculpa para o relançamento da economia, como forma de criar valências, de acordo com o insosso discurso dos responsáveis da nação.&lt;br /&gt;Pergunto-me de novo se uma família que mora num prédio degradado de Lisboa se pode dar ao luxo de comprar uma vivenda no Brasil. A resposta parece-me óbvia.&lt;br /&gt;Que trâmites e engodos explicam, então, a insistência em tais projectos? Sócrates saberá quais são. E os portugueses saberiam também, caso existisse uma lei do financiamento dos partidos suficientemente transparente para exorcizar determinados rumores, para esclarecer determinadas decisões, para justificar determinadas insistências.&lt;br /&gt;Admito que me deixei enganar. De Sócrates, caramba, esperava que pudesse governar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8815102-112563772014214175?l=prestes-joao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://prestes-joao.blogspot.com/feeds/112563772014214175/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8815102&amp;postID=112563772014214175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/112563772014214175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8815102/posts/default/112563772014214175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://prestes-joao.blogspot.com/2005/09/o-chefe-da-comandita_02.html' title='O Chefe da Comandita'/><author><name>Marco Mendes Velho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
